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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

França: "Proer da Mídia" repassou EU$ 5 bi para socorrer imprensa

Do Opera Mundi

Tribunal de Contas francês destacou que o plano de ajuda à imprensa
teve no período examinado "resultados limitados"

Os dispositivos de ajuda pública à imprensa francesa representaram um montante de 5 bilhões de euros no período 2009-2011, segundo relatório anual do Tribunal de Contas publicado nesta terça-feira (12/02). As subvenções diretas aos jornais e revistas durante esse período procediam sobretudo do Ministério de Cultura e Comunicação, em forma de ajudas à divulgação, ao pluralismo e à modernização, que representaram 324,3 milhões de euros em 2009, indicou o Tribunal de Contas. O Ministério das Finanças, por sua parte, disponibilizava fundos para o desenvolvimento das empresas e dos serviços, e forneceu 159 milhões de euros em 2009.
Os veículos de informação que mais receberam dinheiro durante o período 2009-2011 foram o "Le Monde" (com uma média de 18,5 milhões de euros anuais), "Le Figaro" (17,2 milhões), "Ouest France" (15,8 milhões), "La Croix" (9,99 milhões), "Libération" (9,9 milhões), "Le Parisien-Aujourd'hui en France" (9,3 milhões) e "Le Nouvel Observateur" (7,8 milhões).
Em relação com os exemplares vendidos, os mais subvencionados foram "L'Humanité" (48 centavos por jornal), "La Croix" (32 centavos), "Télérama" (29 centavos), "Le Nouvel Observateur" (29 centavos) e "Libération" (27 centavos). 
O Tribunal de Contas destacou que o plano de ajuda à imprensa teve no período examinado "resultados limitados" que "não estão relacionados" com os meios orçamentários investidos. Os autores do relatório constataram que a renda dos ao redor de 5 mil títulos de imprensa que há na França reduziram 16% ao passar de 10,8 bilhões em 2007 a 9,1 bilhões em 2011.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crise: EUA pode lançar "proer da mídia" para salvar imprensa

Por Dean Graber, do Blog de Notícias, Jornalismo nas Américas, em 27/10/2009

Acaba de ser publicado um informe que faz um chamado à tomada de medidas radicais para preservar o futuro do jornalismo nos Estados Unidos. O documento está disponível em inglês aqui (arquivo PDF).
Em a “Reconstrução do Jornalismo nos Estados Unidos", encomendado pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, Len Downie Jr., ex-editor-executivo do Washington Post, e Michael Schudson, um professor de Columbia, recomendam seis ações específicas para serem executadas pelo governo, universidades e entidades filantrópicas.
Os autores sugerem que o Congresso ou Serviço de Impostos Internos (IRS, por sus siglas em inglês) permita que organizações jornalísticas funcionem como entidades sem fins de lucro ou que tenham lucro limitado. Um “fundo nacional para notícias locais” deveria ser criado com os recursos que o governo recolhe —ou poderia arrecadar— dos usuários de serviços de telecomunicações, estações de rádio e televisão, ou provedores de internet.
O informe pede ainda que as emissoras de rádio e TV públicas sejam “reorientadas substancialmente” para as notícias locais e insiste na necessidade de apoio filantrópico ao jornalismo sobre assuntos públicos e denúncias.
“Além de formar jornalistas, as universidades públicas e privadas deveriam operar suas próprias organizações de notícias e hospedar plataformas para outras organizações jornalísticas sem fins lucrativos”, recomendaram os autores.
Diante das várias respostas suscitadas, o informe tem sido qualificado como “mais um exemplo do que está errado no debate sobre o futuro do jornalismo” e elogiado por “atraver-se a dar boas-vindas a uma nova forma de jornalismo, assim como a uma nova forma de financiá-lo”.
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domingo, 25 de outubro de 2009

França lança "proer" da mídia

Uma espécie de proer da imprensa está gerando polêmica na França. Cerca de 60 milhões de euros - R$ 140 milhões – deverão sair dos cofres públicos para revitalizar a mídia daquele país e a para desenvolver uma nova forma de jornalismo na Internet, que visa se valer da convergência tecnológica, utilizando recursos da fotografia, da redação, e do vídeo.
Jornalistas. Para capacitar os profissionais, o governo francês vai investir, em três anos, a soma de 18 milhões de euros – cerca de R$ 43,2 milhões. Os recursos são provenientes de uma espécie de fundo ao desenvolvimento de empregos e capacitação de trabalhadores. Teoricamente, eles serão empregados na capacitação dos jornalistas, mas há dúvidas sobre eventuais desvios.
A medida anunciada pelo ministério da Cultura, no dia 8/10, já provoca polêmica. Em entrevista ao Le Monde, Jacques Morandat, diretor da Fédération française des agences de presse (FFAP), declarou que a iniciativa representa um desvio de dinheiro público que vai privilegiar os jornalistas. Já os sindicatos de jornalistas estão inquietos, pois acreditam que este projeto vai se valer de recursos destinados a capacitar a corporação para interferir nos conteúdos a serem publicados.
Além dos recursos destinados à capacitação profissional, o governo de Sarkozi deve investir mais 20 milhões de euros – R$ 48 milhões – na modernização das gráficas e outra quantia semelhante para desenvolver a imprensa digital.