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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Justiça de Brasília decreta falência da Revista Foco

A Vara de Falências, Recuperações Judiciais, Insolvência Civil e Litígios Empresariais do Distrito Federal decretou, dia 13/4, a falência da empresa Magazine Foco Editora Eireli Epp, responsável pela edição da Revista Foco, uma revista que poderia ser classificada editorialmente como people press da Capital Federal. 
A Revista Foco era editada
pela jornalista Consuelo Badra
Era muito comum encontrá-la em salas de esperas de clínicas, consultórios, bem como salões de beleza.
A revista, com edição cara, impressa em papel couché e em policromia, focava o hight society de Brasília e tinha como editora a jornalista Consuelo Badra.

Consuelo foi uma das primeiras jornalistas mulheres a ser âncora na Rede Globo, ainda na década de 70, e, posteriormente, se notabilizou no colunismo social.
A revista, cuja periodicidade era mensal, chegou a tirar 230 edições. A última data de novembro de 2015 e versava sobre as festas natalinas que estavam por vir. Ela foi às bancas com 130 páginas.

Jornalistas como Florian Madruga, Carlos Chagas, Marcio Cotrim, Rangel Cavalcanti, Renato Riela e Gilberto Amaral, dentre outros, eram alguns dos colaboradores habituais da publicação.
Em 2015, a empresa responsável pela revista entrou com pedido de recuperação judicial, afirmando estar em crise econômico-financeira. 
Na ocasião, segundo os autos do processo, a dívida acumulada totalizava R$ 29 milhões. A recuperação judicial equivale à antiga concordata. O pleito foi deferido pela justiça que nomeou um interventor.
Agora, com a determinação da falência, devem ser suspensas todas as ações ou execuções contra a empresa. Os credores devem se habilitar junto à Massa Falida.
A justiça determinou a apreensão de todos os bens e valores eventualmente existentes. Essa decisão, ainda cabe recurso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Crise: a maior cadeia de jornais do Canadá está à venda

Do blog de notícias, Jornalismo nas Américas

A Canwest, maior editora de jornais do Canadá, foi arrastada para a falência por seus principais credores, mesmo com a objeção de sua assessoria, informa o Toronto Star. Veja outras matérias sobre o assunto aqui.
A cadeia de jornais, atualmente sob o comando da Canwest Global Corp., será colocada à venda pelos credores, liderados por um consórcio de cinco bancos canadenses, explica o Financial Post. Entre as publicações estão o National Post e jornais de dez grandes cidades (incluindo diários em Montreal, Vancouver, Calgary e Ottawa), 26 jornais locais e outros online.
As dificuldades do grupo Canwest são apenas um exemplo do que Elizabeth Payne, do Ottawa Citizen, chamou de “um ano vivendo perigosamente”, que incluiu demissões na maioria dos jornais canadenses e a morte da repórter Michelle Lang no Afeganistão.

sábado, 10 de outubro de 2009

Canadá: Maior conglomerado de mídia declara falência

Por Ian Tennant, do Blog de Notícias Jornalismo nas Américas

O grupo Canwest Global Communications Corp., proprietário da Global TV e de 11 diários, assinou um pedido de concordada depois de lutar por um ano para pagar os juros de dívidas que somam mais de 3,7 bilhões de dólares, informa o jornal The Globe and Mail. (Veja matéria da EFE, em espanhol, sobre o assunto)
A declaração da quebra afeta a Global TV, o National Post-- o jornal mais importante do grupo-- e alguns canais de TV especializados, mas não tem impacto nos outros 10 jornais da companhia nem nos négocios relacionados à internet, acrescenta a AFP.
Todos os meios de comunicação de propriedade da Canwest --que empregam no total cerca de 1.700 funcionários-- continuarão operando durante a reestruturação da companhia, explicou o seu diretor executivo, Leonard Asper.
Os problemas financeiros da Canwest começaram no ano 2000, depois da aquisição de vários jornais por todo o país. A compra foi classificada na epoca como o "maior negócio de convergência" da história do Canadá, noticia a Canadian Press.