O jornalismo em espaços públicos tem sido
sistematicamente prejudicado em Foz do Iguaçu. Profissionais de imprensa são
proibidos e/ou submetidos a uma série de exigências para trabalhar em locais
como a Ponte da Amizade, Hospital Municipal, Fórum e Terminal de Transporte
Urbano.
Atualmente repórteres-fotográficos, repórteres-cinematográficos e repórteres
devem pedir autorização prévia e agendar horários para fazer reportagem e
registrar imagens (fotográficas e cinematográficas) nos lugares de uso público.
“A postura das autoridades atrapalha a dinâmica do jornalismo, impedindo a
realização de entrevistas espontâneas com usuários de serviços públicos. Sem
falar que anula a possibilidade de flagrantes de irregularidades nos lugares já
citados”, afirma Wemerson Augusto, vice-presidente da Subseção de Foz do Iguaçu
e Região do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná.
O Sindijor reafirma que o trabalho dos profissionais de comunicação, atuando
com o objetivo de obter informações e registrar imagens em locais públicos,
ressalvado apenas o direito à imagem, não pode sofrer restrições ou
impedimentos, sob pena de caracterizar-se violação do direito ao acesso à
informação e à liberdade de imprensa.
A subseção sindical denuncia que a atuação da Delegacia da Receita Federal, da
prefeitura e da direção do Fórum Estadual, ao impedir o trabalho de
profissionais, constitui violação à liberdade de imprensa, passível de
impugnação judicial, quer na esfera civil quer na esfera criminal.
Além deste comunicado público, a entidade está encaminhando um ofício às
autoridades competentes reivindicando os direitos de uma imprensa livre.
Reivindicamos que as devidas providências sejam tomadas para permitir livre
acesso, circulação e condições de trabalho às equipes de reportagem.
Um espaço para os campos da Informação e da Comunicação e sobre eles abrir um debate com os leitores. Análises, artigos, avisos, concursos, publicações... Aqui você encontrará de tudo um pouco. Os textos poderão ser em português, espanhol, inglês ou francês.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 24 de abril de 2010
Argentina: jornalistas registram em mapa pressões de anunciantes e proprietários de veículos
O Fórum de Jornalismo Argentino (Fopea, na sigla em espanhol) publicou na internet um mapa interativo contabilizando 147 casos de agressão a jornalistas e ameaças à liberdade de expressão no país em 2009.
As violações são separadas por mês, distrito, características do evento e tipo de agressor. A novidade é que, além do tradicional acompanhamento de ameaças e agressões físicas, o trabalho também registra casos envolvendo pressões feitas por anunciantes, proprietários de meios de comunicação, diretores de veículos públicos e funcionários.
Segundo o site Diarios sobre Diarios é a primeira vez que esses possíveis agressores entram em um levantamento desse tipo. Também há casos de negativa de acesso a informação pública.
"Observamos o crescente uso de verbas de publicidade oficial e privada para presionar e condicionar os meios de comunicação e jornalistas”, explica o Fopea. No entanto, segundo a organização, muitos desses casos não são difundidos por temor a represálias: “Ajudar a vencer esas barreiras é um objetivo central do monitoramento.”
As violações são separadas por mês, distrito, características do evento e tipo de agressor. A novidade é que, além do tradicional acompanhamento de ameaças e agressões físicas, o trabalho também registra casos envolvendo pressões feitas por anunciantes, proprietários de meios de comunicação, diretores de veículos públicos e funcionários.
Segundo o site Diarios sobre Diarios é a primeira vez que esses possíveis agressores entram em um levantamento desse tipo. Também há casos de negativa de acesso a informação pública.
"Observamos o crescente uso de verbas de publicidade oficial e privada para presionar e condicionar os meios de comunicação e jornalistas”, explica o Fopea. No entanto, segundo a organização, muitos desses casos não são difundidos por temor a represálias: “Ajudar a vencer esas barreiras é um objetivo central do monitoramento.”
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