Caros leitores e leitoras.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Brasil: até 2014 todos os municípios terão uma rádio comunitária

De Medioslatinos

En el marco del plan Nacional de Concesiones 2012-2013, el Ministerio de Comunicaciones de Brasil publicó un nuevo aviso de habilitación de radios comunitarias en 16 estados del país. La selección contempla 54 municipios que ya cuentan con el servicio, pero demostraron interés por nuevas emisoras. 
En total, fueron 13 avisos durante 2012 y se contemplaron 719 municipios. En 2013 se incluirán otras 13 selecciones que abarcarán 706 ciudades. De este modo, el Ministerio de Comunicaciones espera poder ofrecer las condiciones para que todos los municipios brasileños tengan por lo menos una radio comunitaria funcionando antes del término de 2013. 
"Tenemos presente la importancia del servicio, estamos trabajando en la universalización. Las radios comunitarias son un espacio esencial para dar voz a los ciudadanos que participan activamente, siempre buscando el bienestar de la comunidad", indicó Samir Nobre, coordinador general de Radiodifusión Comunitaria del Ministerio de Comunicaciones.

Información publicada en el sitio web de Mediatelecom. Para más detalles haga click aquí.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vaga para Oficial de Comunicação na Alemanha

Termina nesta sexta-feira, 23/11, o prazo para os interessados em trabalhar na Global Crop Diversity Trust enviem seus Curriculos e demais documentos solicitados pelo empregador. Trata-se de uma organização dedicada a conservar e avaliar a diversidade da produção agrícola, focada na segurança alimentar mundial.
A Global Crop Diversity Trust opera em Bonn, na Alemanha e está em busca de um Oficial de Comunicação.

O candidato precisa ter graduação em Comunicação Social e pelo menos 7 anos de experiência profissional. O salário anual é de 55 mil euros, cerca de R$ 145.200,00, pela cotação de 19/11. É garantido ainda um seguro saúde.
Mais detalhes sobre a oferta de trabalho, confira abaixo, em inglês.


The Global Crop Diversity Trust is an international organization whose mission is to ensure the conservation and availability of crop diversity for food security worldwide. The Global Crop Diversity Trust is in the process of establishing its headquarters in Bonn, Germany. 
For further information about the Global Crop Diversity Trust, consult the web page at http://croptrust.org
The Global Crop Diversity Trust is seeking candidates for the position of:
Communications Officer
The Communications Officer will report to the Director of Development and will be responsible for leading the development of the Organization’s overall communications strategy in consultation with senior management and the communications team. He/she will be based at the Trust’s offices in Bonn. The specific responsibilities of the position are as follows:
• Develop annual communications activity plan in fulfillment of the strategy, and take responsibility for its implementation.
• Contribute to and participate in the preparation of program publications and other outputs such as journal articles, newsletters and factsheets.
• Research, write and produce a variety of print and electronic media in support of external communications.
• Ensure that the Trust’s communications are, at all times, reflecting the key messages and strategic direction of the Organization.
• Participate in preparing and editing research proposals, project reports and donor reports in consultation with scientists.
• At all times, maintain an understanding and overview of the Trust’s technical activities (including projects), ensuring that this flows into all of the Trust’s communications.
• Manage and ensure effective organizational branding.
• Manage the appearance and content of the Trust’s online presence (currently the website, Facebook, Twitter, Flickr).
• Manage unsolicited requests/respond to information requests.
• Ensure creativity and innovation in the Trust’s communications.
• Manage the production of regular updates for the Trust’s stakeholders, in the form of electronic newsletters, updates and other formats.
• Liaise with and manage external providers, such as PR companies and web designers.
• Liaise professionally with journalists over interviews, Svalbard visits, the provision of materials, etc.
• Work closely with external PR agency to develop and manage a media strategy in support of the objectives of the Trust.
• Work with the PR agency in the drafting of press releases and the coordination of staff for interview, etc.
• Provide general support to the program as requested.
• Perform other duties as required.
Qualifications and competencies
• University degree or equivalent qualifications in communications, journalism or a biological or social science.
• Minimum of 7 years progressively responsible experience in communications/media relations with a similar organization.
• Excellent English language skills, both written and spoken with the ability to present information clearly and concisely, including demonstrated competency in using various forms and channels.
• Knowledge of social media, communications techniques, podcasting, streaming and video.
• Experience in non-profit and development sectors.
• High degree of judgment and initiative.
• Ability to multi-task and to work with a high degree of independence within assigned areas.
• Proficiency in relevant software packages (Microsoft Word, Excel, and PowerPoint, and experience using database software).
Terms and Conditions: The Trust offers an attractive remuneration package including a competitive salary, non-contributory retirement savings plan, medical insurance and leave provisions. This is a Professional position classified as Level 4, in a scale of 6 Grade Levels with 6 being the highest. The salary range starts at Euro 55,000. All benefits are denominated and paid Euros. Relocation costs are covered for candidates who reside outside of the Bonn/Cologne or surrounding areas. The initial contract will be for a period of three years, subject to a probationary period of twelve months.
How to apply:
Interested candidates should submit the following:
• a one page summary of your qualifications and experience, indicating how you meet each of the duties and competencies for the position and your motivations for applying;
• your curriculum vitae in English (please include your current residence address, telephone, fax and email address, date of birth, gender and nationality);
• names and full contact details of at least three referees.
The above items should be sent to: Human Resources Office, Global Crop Diversity Trust, preferably by email at trustvacancy@croptrust.org not later than 23 November 2012. Alternatively, applications can be sent by mail to the following address: Global Crop Diversity Trust, c/o FAO, Via delle Terme di Caracalla, 00153 Rome, Italy. All mailed applications must be postmarked by the above deadline. Please quote source of advertisement.
The Trust is an equal opportunity employer and strives for staff diversity in gender and nationality.
All applications will be acknowledged, but only short-listed candidates will be contacted.

Colômbia analisa nova lei para TV comunitária

De Medioslatinos

La Autoridad Nacional de Televisión de Colombia (ANTV) ha dado a conocer una propuesta de resolución para reglamentar el servicio de Televisión Comunitaria. La resolución establece un plazo de diez años para las licencias.. La normativa también establece responsabilidades de programación para la comunidad organizada, que será la única responsable del contenido de la programación. 
Asimismo crea un organismo encargado de estudiar y analizar cada solicitud de licencia y de prórroga, el Comité Evaluador de Televisión Comunitaria, que estará conformado por el Coordinador de Asuntos Concesionales y otros tres funcionarios de la ANTV. Hasta el próximo 8 de noviembre los actores involucrados podrán hacer llegar sus comentarios al respecto a la ANTV.

Información publicada en el periódico El Espectador de Colombia. Para más detalles haga click aquí.      

Record sai da Abert

Por Helton Posseti, do Telaviva news

A Record entregou à direção da Abert na  quinta-feira, 29,/10 uma carta de desfiliação da entidade. Segundo apurou este noticiário, a Record estava insatisfeita com uma suposta parcialidade da entidade na representação dos interesses do setor.
Sai da associação a Record cabeça-de-rede (São Paulo). Permanecem na entidade apenas mais duas afiliadas (companhias que não fazem parte do grupo, mas que retransmitem a programação da emissora), entre elas a de Manaus. Todas as filiadas (companhias que retransmitem a programação e fazem parte do grupo Record) já não pertenciam mais à Abert. Agora a Record será representada pela Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), composta principalmente pelas emissoras filiadas e afiliadas à Record. 
Na verdade, a emissora já vinha se distanciando da Abert desde que deixou de integrar a diretoria da associação há 3 anos. Permanecem na Abert a Rede Globo e o SBT entre as grandes redes, fora suas afiliadas e afiliadas de outras emissoras.  
A Band e a Rede TV! são representadas pela Abra (Associação Brasileira de Radiodifusão).

Projeto exige legenda e audiodescrição em filmes exibidos no Brasil

Tramita na Câmara projeto de lei que exige o uso de audiodescrição e de legenda em português nos filmes exibidos nos cinemas e nos canais de televisão aberta e por assinatura e nos distribuídos pelas locadoras. O objetivo do projeto (PL 4248/12), de autoria do deputado José Chaves (PTB-PE), é estimular o acesso de pessoas com deficiência visual e auditiva às produções artísticas e culturais.
Atualmente, o serviço é oferecido em alguns filmes e seriados em DVD ou exibidos na televisão digital, por meio de canal de áudio opcional, ou ainda em salas de cinema que ofereçam fones de ouvido com receptor sem fio, semelhantes aos usados em eventos com tradução simultânea.
Uma norma do Ministério das Comunicações (Portaria 188/10) determina o uso da audiodescrição em, pelo menos, duas horas semanais na programação das emissoras de televisão aberta que operam em sinal digital. A Portaria 188 também prevê o aumento gradual da quantidade de horas com audiodescrição.
Carência
O deputado José Chaves argumenta que o Brasil precisa evoluir no assunto, apesar de reconhecer que a legislação em vigor já estabeleça medidas válidas. Os filmes distribuídos no território nacional, diz ele, raramente oferecem recursos técnicos que facilitem seu acesso pelas pessoas com deficiência, principalmente a visual.
Lei da Acessibilidade
O projeto de José Chaves altera a Lei da Acessibilidade (10.098/00), que já prevê a existência de espaços específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual nas salas de espetáculos, de conferências e de aulas. A lei também estabelece a adoção, pelas emissoras de rádio e televisão, de medidas que permitam o uso da linguagem de sinais ou de outra específica, a fim de garantir o acesso à informação de pessoas com deficiência auditiva.
Tramitação
O projeto será analisado em conjunto com o PL 3979/00, que aguarda inclusão na pauta do Plenário.
Íntegra da proposta:

Opinião: A cobertura da mídia sobre Gaza

Publicado anteriormente no Blog Vermelho e no Irã News

Em texto manifesto, linguistas denunciam a manipulação do notíciário pela grande imprensa para camuflar o massacre do povo palestino, apelam a jornalistas para que não sirvam de joguetes e para que as pessoas se informem pela mídia independente. Entre os signatários, Noam Chomsky. Confira a íntegra.
Enquanto países na Europa e América do Norte relembravam as baixas militares das guerras presentes e passadas, em 11 de Novembro, Israel estava alvejando civis. Em 12 de novembro, leitores que acordavam para uma nova semana tiveram já no café da manhã o coração dilacerado pelos incontáveis relatos das baixas militares passadas e presentes.
Não havia, porém, nenhuma ou quase nenhuma menção ao fato de que a maioria das baixas das guerras modernas de hoje são civis. Era também difícil alguma menção, nessa manhã de 12 de novembro, aos ataques militares à Gaza, que continuaram pelo final de semana. Um exame superficial comprova isso na CBC do Canada, Globe and mail, na Gazette de Montreal e na Toronto Star. A mesma coisa no New York Times e na BBC
De acordo com o relato do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, pela sigla em inglês) de domingo, 11 de Novembro, cinco palestinos, entre eles três crianças, foram assassinados na Faixa de Gaza, nas 72 horas anteriores, além de dois seguranças. Quatro das mortes resultaram das granadas de artilharia disparadas pelos militares israelenses contra jovens que jogavam futebol. Além disso, 52 civis foram feridos, seis dos quais eram mulheres e 12 crianças. (Desde que este texto começou a ser escrito, o número de mortos palestinos subiu, e continua a aumentar.)
Artigos que relatam os assassinatos destacam esmagadoramente a morte de seguranças palestinos. Por exemplo, um artigo da Associated Press publicado no CBC em 13 de novembro, intitulado "Israel estuda retomada dos assassinatos de militantes de Gaza", não menciona absolutamente nada de civis mortos e feridos. Ele retrata as mortes como alvos "assassinados". O fato de que as mortes têm sido, na imensa maioria, de civis, mostra que Israel não está tão engajado em "alvos" quanto em assassinatos "coletivos". Assim, mais uma vez, comete o crime de punição coletiva.
Outra notícia de AP na CBC de 12 de novembro diz que os foguetes de Gaza aumentam a pressão sobre o governo de Israel. Traz a foto de uma mulher israelense olhando um buraco no teto de sua sala. Novamente, não há imagens, nem menção às numerosas vítimas sangrando ou cadáveres em Gaza. Na mesma linha, a manchete da BBC diz que Israel é atingido por rajadas de foguetes vindos de Gaza. A mesma tendência pode ser vista nos grandes jornais da Europa.
A maioria esmagadora das noticias enfatizam que os foguetes foram lançados de Gaza, nenhum dos quais causaram vítimas humanas. O que não está em foco são os bombardeios sobre Gaza, que resultaram em numerosas vítimas graves e fatais. Não é preciso ser um especialista em ciências da mídia para entender que estamos, na melhor das hipóteses, diante de relatos distorcidos e de má qualidade e, na pior, de manipulação propositadamente desonesta.
Além disso, os artigos que se referem à vítimas palestinas em Gaza relatam consistentemente que as operações israelenses se dão em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza e à lesão de soldados israelenses. No entanto, a cronologia dos eventos do recente surto começou em 5 de novembro, quando um inocente, aparentemente mentalmente incapaz, homem de 20 anos, Ahmad al-Nabaheen, foi baleado quando passeava perto da fronteira.
Os médicos tiveram que esperar seis horas até serem autorizados a buscá-lo. Eles suspeitam que o homem pode ter morrido por causa desse atraso. Depois, em 08 de novembro, um menino de 13 anos que jogava futebol em frente de sua casa foi morto por fogo do IOF, que chegou ao território de Gaza em tanques e helicópteros. O ferimento de quatro soldados israelenses na fronteira em 10 de novembro, portanto, já era parte de uma cadeia de eventos que começou quando os civis de Gaza foram mortos.
Nós, os signatários, voltamos recentemente de uma visita à Faixa de Gaza. Alguns de nós estamos agora conectados aos palestinos que vivem em Gaza através de mídias sociais. Por duas noites seguidas, palestinos em Gaza foram impedidos de dormir pela movimentação contínua de drones, F16, e bombardeios indiscriminados sobre vários alvos na densamente povoada Faixa de Gaza . A intenção clara é de aterrorizar a população, e com sucesso, como podemos verificar a partir de relatos dos nossos amigos. Se não fosse pelas postagens no Facebook, não estaríamos conscientes do grau de terror sentido pelos simples civis palestinos em Gaza. Isto contrasta totalmente com a consciência mundial sobre cidadãos israelenses chocados e aterrorizados.
O trecho de um relato enviado por um médico canadense que esteva em Gaza, servindo no hospital Shifa ER no final de semana, diz: "os feridos eram todos civis, com várias perfurações por estilhaços: lesões cerebrais, lesões no pescoço, hemo-Pneumo tórax, tamponamento cardíaco, ruptura do baço, perfurações intestinais, membros estraçalhados, amputações traumáticas. Tudo isso sem monitores, poucos estetoscópios, uma máquina de ultra-som. .... Muitas pessoas com ferimentos graves, mas sem a vida ameaçada foram mandadas para casa para ser reavaliadas na parte da manhã, devido ao grande volume de baixas. Os ferimentos por estilhaços penetrantes eram assustadores. Pequenas feridas com grandes ferimentos internos. Havia muito pouca Morfina para analgesia."
Aparentemente, tais cenas não são interessantes para o New York Times, a CBC, ou a BBC.
Preconceito e desonestidade com relação à opressão dos palestinos não é nada novo na mídia ocidental e tem sido amplamente documentado. No entanto, Israel continua seus crimes contra a humanidade com a anuência plena e apoio financeiro, militar e moral de nossos governos, os EUA, o Canadá e a União Europeia. Netanyahu está ganhando apoio diplomático ocidental para operações adicionais em Gaza, que nos fazem temer que outra operação Cast Lead esteja no horizonte. Na verdade, os novos acontecimentos são a confirmação de que tal escalada já começou, como a contabilização das mortes de hoje que aumenta.
A falta generalizada de indignação pública a estes crimes é uma conseqüência direta do modo sistemático em que os fatos são retidos ou da maneira distorcida que esses crimes são retratados.
Queremos expressar nossa indignação com a cobertura repreensível desses atos pela mainstream mídia (grande imprensa corporativa). Apelamos aos jornalistas de todo o mundo que trabalham nessas mídias que se recusem a servir de instrumentos dessa política sistemática de camuflagem. Apelamos aos cidadãos para que se informem através de meios de comunicação independentes, e exprimam a sua consciência por qualquer meio que lhes seja acessível.
- Hagit Borer, linguist, Queen Mary University of London (UK)
- Antoine Bustros, composer and writer, Montreal (Canada)
- Noam Chomsky, linguist, Massachussetts Institute of Technology, US
- David Heap, linguist, University of Western Ontario (Canada)
- Stephanie Kelly, linguist, University of Western Ontario (Canada)
- Máire Noonan, linguist, McGill University (Canada)
- Philippe Prévost, linguist, University of Tours (France)
- Verena Stresing, biochemist, University of Nantes (France)
- Laurie Tuller, linguist, University of Tours (France)
* Fonte: Ciranda da Informação Independente

Opinião: O começo do fim da democracia na Grécia?

Por Dimitri Dimoulis e Soraya Lunardi


                Podem ser demitidos jornalistas quando seus comentários desagradam o governo? A pergunta faz pensar em regimes autoritários. Mas isso ocorreu no dia 29 na Grécia, país-membro da União Europeia, organização que sempre se apresentou como baluarte da democracia pluralista.
                Todos acompanham as dolorosas etapas da crise econômica, sendo a Grécia o país mais atingido. O que menos se comenta são as devastadoras conseqüências dos problemas econômicos para a vida social e política. A palavra grega “democracia” indica (e reivindica) o autogoverno do povo. Mais de 80% dos cidadãos gregos discorda das medidas impostas pelos credores, como demissões, aumento dos impostos, privatizações, desmantelamento dos serviços públicos, cortes nos salários e nas aposentadorias. E o que fazem os representantes dos cidadãos? Votam sucessivas leis para implantar essas medidas. A palavra democracia perde seu sentido.
                Enquanto grupos neonazistas aterrorizam trabalhadores estrangeiros na Grécia, e se fala em tortura de manifestantes pela polícia, o governo se blinda contra a imprensa que critica a política econômica e a repressão policial. Recentemente, o jornalista Kostas Vaxevanis divulgou nomes de gregos que mantêm contas sigilosas na Suíça. A lista circulava entre governo e promotoria, mas nunca tinha sido publicada. Quando os nomes se tornaram públicos, a polícia prendeu o jornalista por violação de dados pessoais, ao invés de se preocupar com os sonegadores o os governantes que ocultaram a lista.
                Voltemos à pergunta inicial. Os jornalistas que apresentam o noticiário matutino de maior audiência, Marilena Katsimi e Kostas Arvanitis, foram demitidos porque criticaram o ministro da Justiça grego por ter feito declarações despropositadas num caso de alegada tortura de manifestantes presos pela polícia grega. O diretor da televisão estatal chegou a declarar que é proibido aos jornalistas opinar sobre casos pendentes na justiça.
                Isso coloca abertamente a pergunta: pode o governo dispor de poderes ilimitados em nome da recuperação econômica? O preço da violação de direitos fundamentais e a ameaça à democracia é um preço caro a se pagar pela melhoria dos indicadores econômicos.



Dimitri Dimoulis
Nasceu na Grécia, é professor de direito constitucional da Direito GV

Soraya Lunardi
Professora de direito público da Unesp