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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TV paga fatura R$ 1,2 bilhão em publicidade em 2012

Do Tela Viva news

O investimento publicitário na TV por assinatura cresceu 20% em 2011, passando de R$ 1 bilhão em 2010 para um total estimado em R$ 1,2 bilhão no final do ano. O segmento foi o segundo que mais cresceu no país, atrás apenas da Internet, segundo a ABTA, que apresentou nesta quarta, dia 1º, o Mídia Fatos 2012, caderno anual com dados do setor de TV por assinatura voltado ao mercado publicitário.
O presidente da associação, Alexandre Annenberg, destaca o crescimento da classe C na base de assinantes como um dos grandes impulsionadores do mercado. A TV por assinatura, que cresceu 30% em número de assinantes no ano passado, chega hoje a 18% dos domicílios de classe C, 50% a mais que no ano anterior, e esta faixa de renda representa 30% da base total de assinantes.
Segundo a publicação, o tempo médio de audiência diária da TV por assinatura é de 2h28 diárias, e no primeiro semestre do ano passado foram veiculadas 1,2 milhão de inserções publicitárias.
A penetração da TV por assinatura no país é de 26% dos domicílios, mas em praças como Florianópolis o número chega a 37%. Outras capitais com penetração acima da média nacional são Rio de janeiro (35%), Campinas (30%), Belo Horizonte e São Paulo (30%).
Segundo a ABTA, o crescimento da classe C na base de assinantes vem trazendo novos perfis de anunciantes, como as redes de varejo, antes focadas quase que exclusivamente na TV aberta. Os setores que mais anunciam na TV por assinatura são o de automóveis, telecomunicações e financeiro. Outro segmento que vem crescendo é o de produtos de beleza.
No primeiro semestre de 2011 os dez maiores anunciantes da TV paga eram, na ordem, Unilever, Fiat, Peugeot Citroën, Ambev, HSBC, Claro, Oi, Ipiranga, Ford e Itaú.

Projeto de Lei propõe piso salarial de R$ 3.700 para jornalistas

Por Mariana Carvalho

O deputado Andre Moura (PSC-SE) encaminhou o projeto de lei que fixa o piso salarial nacional dos jornalistas em R$ 3.270 para uma jornada de 30 horas semanais. A proposta se aproxima da reivindicação histórica da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) de um piso de seis salários mínimos (R$ 3.732). Além disso, os salários seriam reajustados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Atualmente, cada unidade da Federação pode determinar o valor do piso para a categoria. Pesquisas da Fenaj apontam que o piso dos jornalistas alagoanos, no valor de R$ 2.114, é o maior do País, seguido pelos do Paraná (R$ 2.049,11) e de São Paulo (R$ 2.075,78). Os menores pisos seriam praticados no Rio Grande do Norte (R$ 850) e em Sergipe (R$ 954,80).

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, a proposta é válida. Ele considera o PL um grande avanço para a classe. "É uma reinvindicação antiga que fazemos e uma ótima iniciativa do deputado.
Em São Paulo já ouve uma época em que o piso era de 10 salários mínimos, mas o valor de R$ 3.270 está bom considerando todos os estados brasileiros. Mas isso não deve afetar os jornalistas dos grandes centros".

Portal disponibiliza 285 livros de Comunicação

O portal espanhol Humano Digital compilou links de 285 títulos de livros digitais em Português, Inglês e Espanhol para leitura online ou download. As obras abordam temas como ciberjornalismo, literatura digital, redes sociais, marketing digital, cibercultura, web 2.0, SEO e marketing, entre outros.

A biblioteca está em catracalivre.folha.uol.com.br.

Leia também:

108 livros de Comunicação disponíveis para cópia na internet

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Jornal argentino compra rede de jornais nos EUA

De Medioslatinos

Según informó el pasado jueves el matutino New York Post, los dueños del periódico argentino La Nación se encontrarían en avanzadas tratativas para adquirir ImpreMedia, un conglomerado de medios que se autodefine como "la principal compañía de noticias e información impresa en español de los Estados Unidos". 
El Grupo ImpreMedia tiene penetración en 15 mercados de los Estados Unidos, a través de los periódicos La Opinión, La Prensa, El Mensajero, La Raza, El Diario, Rumbo, Hoy NY, Vista, La Vibra y Contigo, así como los portales impre.com, imprerewards.com, la vibra.com, impreautos.com, la opinión.com, el diariony.com, hoynyc.com, laraza.com, la prensafl.com, el mensajero.com, rumbonet.com, vistamagazine.com y contigola.com. La Opinión es el periódico de habla hispana más leído en los Estados Unidos y el diario La Prensa, el estandarte del Grupo, es el más antiguo del país y tiene una alta penetración en la estratégica ciudad de Nueva York. 
Los diarios HoyNY, Contigo y La Opinión, de distribución gratuita, tienen fuerte influencia en las zonas de mayor densidad de población hispana como Bronx, Hudson, Kings Manhattan, Queens, East Los Angeles, Huntington Park, Montebello, El Mont, San Fernando Valley y Santa Ana. En la actualidad, los principales accionistas de ImpreMedia son los grupos Clarity Partners, Halyard Capital, ACON Investments y la familia Lozano. Por el momento, no ha trascendido el importe de la operación para comprar el grupo de medios.

Información publicada en el periódico Tiempo Argentino. Para más detalles haga click aquí.     

Livro analisa o processo de criação das grandes reportagens

Dominado por grandes empresas de comunicação - mais interessadas nos lucros do que nas notícias -, o jornalismo brasileiro atravessa uma crise: a apuração, o texto bem escrito e o contato direto com as fontes quase desapareceram. Entretanto, há apenas algumas décadas a profissão era exercida "na raça" e nas ruas, com informações bem costuradas em grandes matérias. E é exatamente isso que Edson Flosi, testemunha e personagem dessa época, mostra em Por trás da notícia - O processo de criação das grandes reportagens (Summus Editorial, 168 p., R$ 51,00). Autor de mais de 500 reportagens assinadas e publicadas em importantes veículos da imprensa, ele apresenta na obra uma amostragem histórica do jornalismo à moda antiga.

Depois de fazer um breve resumo de seu ingresso no jornalismo, o autor, que além de advogado criminalista é professor universitário, oferece ao leitor 15 reportagens selecionadas, que foram publicadas em veículos como Folha de S.Paulo e Jornal da Tarde. Embora tenha se notabilizado pelas reportagens policiais, no livro Flosi oferece também perfis de personalidades e de gente comum, mostrando assim versatilidade e talento para apurar boas histórias.

Os capítulos começam com os bastidores da produção de cada reportagem e apontam ainda eventuais percalços enfrentados pelo autor na época da realização das matérias - boa parte delas escritas durante a ditadura militar de 1964. Em seguida, traz fac-símiles de cada reportagem e depois a reprodução textual destas.
Entre as matérias mais importantes de Flosi estão duas sobre o famoso assalto ao trem pagador, ocorrido em 10 de agosto de 1968. A polícia suspeitava que o assalto havia sido planejado por guerrilheiros que lutavam contra a ditadura.

"Eu queria escrever o que sentia e achava que era a verdade, usando terminologia como guerrilheiros, luta armada, revolucionários, expropriação de fundos para derrubar a ditadura, mas não podíamos fazer isso porque havia recomendação dos órgãos de segurança para usarmos a terminologia que eles impunham, como terrorismo, bandidos, terror, ladrões, assaltantes. Não havia como negar‑se a isso; eram tempos de ditadura", relembra o autor.

Mas foi em novembro de 1968 que Flosi publicou suas reportagens mais conhecidas. Depois de obter uma cópia de um dossiê do Departamento de Ordem Pública e Social (Dops), o repórter escreveu duas matérias que abordavam as ações da guerrilha do Araguaia. Uma delas trazia fotos e curtos perfis de 13 guerrilheiros. "Eu sabia que a documentação era verdadeira. Confiava na fonte e no meu trabalho. É um momento difícil na vida de um repórter: decidir se escreve ou não uma reportagem desse tipo. E nesse momento ele está sozinho; ninguém pode ajudá-lo - a decisão é só dele", recorda Flosi.

O fato é que, fosse investigando crimes ou contando histórias corriqueiras, Flosi legou aos estudantes de jornalismo e a todos os que se interessam pela produção de notícias uma obra inigualável, fruto de uma vida inteira de trabalho. "Não tomei parte no jornalismo ‘empresarial’. Minha carreira acabou antes. Mas, sonhador irreverente, acredito na volta da grande reportagem e do jornalismo literário, o que dependerá das novas gerações de jornalistas, que terão de lutar por mais espaço dentro das empresas se quiserem atingir esse objetivo", conclui.

O autor
Edson Flosi nasceu em São Paulo em 1940. Iniciou-se no jornalismo em 1960 e exerceu a profissão durante 30 anos, passando pelos jornais Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, O Globo e outros órgãos da imprensa. Ocupou quase todos os cargos da Redação: repórter, redator, pauteiro, chefe de reportagem, editor e secretário. Mas, sempre que podia, voltava às ruas para fazer o que mais gostava: reportagem. Em toda a sua carreira foi essencialmente repórter policial. Milita, há 20 anos, no Fórum de São Paulo como advogado criminalista e desde 1996 é professor do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, onde exerce também o cargo de assessor da Diretoria.

Projeto obriga fornecimento de colete à prova de bala

Do Jornalistas & Cia
As empresas de comunicação poderão ficar obrigadas a fornecer coletes à prova de bala para funcionários que façam cobertura de operações policiais. É o que prevê o Projeto de Lei 2658/11, do deputado Lindomar Garçon (PV-RO), em análise na Câmara.
Pela proposta, os coletes deverão oferecer nível de proteção que resista, no mínimo, ao impacto de um projétil que tenha energia cinética igual ou superior a 3.400 joules (unidade de energia e trabalho no Sistema Internacional de Unidades), como tiros de fuzil.
Atualmente, a legislação permite a venda irrestrita de coletes que protegem contra impactos de 1.411 joules, o que corresponde a um disparo de revólver calibre 44.
O projeto prevê ainda que, caso a determinação não seja cumprida, a empresa e seus diretores respondam civil e criminalmente p o r   l e s õ e s   c o r p o r a i s   o u   p e l a morte dos seus funcionários. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Sete filmes brasileiros bateram a marca de 1 milhão de espectadores em 2011

Do Portugal Digital

O mercado cinematográfico brasileiro ficou muito aquecido no ano passado, de acordo com os dados do Informe Anual de Acompanhamento de Mercado de 2011, divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O número de ingressos vendidos nas bilheterias dos cinemas foi recorde na última década, totalizando 143,9 milhões de bilhetes, com geração de renda bruta de R$ 1,44 bilhão. Sete filmes nacionais bateram a marca de 1 milhão de ingressos vendidos.

“Isso faz do mercado brasileiro um dos mais importantes do mundo em salas de cinema, o que aumenta a importância do país para a circulação e a exploração de filmes”, disse à Agência Brasil o presidente da Ancine, Manoel Rangel.

No ano passado, 99 filmes brasileiros foram exibidos nas salas de cinema do país. “Esse número é três vezes maior do que a quantidade de filmes brasileiros veiculados nas salas de cinema em 2003”, informou Rangel. Esclareceu que o número chegou bem próximo da meta estabelecida pelo governo federal em 2003, que era atingir um patamar de produção e lançamento de 100 filmes brasileiros por ano.

Outro dado relevante, segundo o presidente da Ancine, é que 66% da renda obtida com os filmes brasileiros (R$ 163,27 milhões) foram gerados por distribuidoras brasileiras. Rangel lembrou que, desde 2006, o governo federal tem investido no fortalecimento das empresas nacionais de distribuição, estimulando-as a trabalhar com filmes brasileiros. “O país ganha quando empresas brasileiras de distribuição aderem com força ao processo de produção e distribuição de filmes brasileiros”.

Por essa razão, ele considera que 2011 foi um ano muito positivo. O cinema brasileiro teve a terceira maior bilheteria dos últimos dez anos. Na comparação de 2011 com 2002, verifica-se a expansão de 304% na venda de ingressos para filmes nacionais e de 50,8% na renda gerada pelos filmes brasileiros.

Ainda no comparativo da última década, os ingressos totais subiram 171,51% e a renda bruta 144,79%. O informe mostra que houve incremento de 160,53% na quantidade de ingressos de filmes estrangeiros vendidos nas bilheterias de cinemas no Brasil entre 2002 e 2011 e crescimento de 71,36% na renda de filmes internacionais.

Em 2011, foram vendidos cerca de 17,9 milhões de ingressos para filmes brasileiros. Manoel Rangel explicou que no ano anterior, a venda recorde de 25,6 milhões de bilhetes para produções nacionais resultou de um fenômeno de bilheteria, o filme Tropa de Elite 2. Sozinho, o filme do diretor José Padilha levou aos cinemas de todo o país 11,4 milhões de pagantes. No ano passado, sete filmes nacionais ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores.

De acordo com o Informe Anual de Acompanhamento de Mercado de 2011, que consolida os dados de mercado no período de 31 de dezembro de 2010 a 05 de janeiro de 2012, três filmes brasileiros ficaram entre as 20 maiores bilheterias do ano passado. São eles De Pernas para o Ar, com 3,09 milhões de espectadores pagantes, Cilada.Com (2,99 milhões), e Bruna Surfistinha (2,16 milhões de ingressos vendidos).

Os números reforçam, para Rangel, a importância da política do governo para o setor do audiovisual, que prevê incentivos fiscais à produção nacional. "Ela [a política do audiovisual] é decisiva para que a gente possa ter condições de um bom desempenho para o cinema brasileiro”. Citou como exemplo o filme De Pernas para o Ar, que teve quase 70% do orçamento financiados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, que garantiram a finalização e o lançamento dentro do prazo previsto. “Esse é o objetivo da política pública”.