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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Unesco seleciona consultores em regulação da mídia

A UNESCO está selecionando dois consultores na área de regulação de mídia até dia 08 de novembro próximo.

Para maiores informações leia o edital clicando aqui.

Interessados devem encaminhar currículo para o email: curriculosci@unesco.org.br (impreterivelmente até diao 08 de novembro).

O assunto do e-mail deve conter o numero do projeto (570BRA5002) e do edital (02/2011).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quem não quer a Voz do Brasil?

Por Mário Augusto Jakobskind, no Direto da Redação

Neste período de férias e festas, quando os brasileiros não estão atentos aos acontecimentos e de um modo geral a mídia funciona a meio vapor, no Legislativo e no Executivo empurram na maciota questões no mínimo polêmicas e que deveriam passar por uma ampla discussão até serem transformadas em lei.
Um desses pontos aprovados a toque de caixa é a decisão tomada pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado de flexibilizar a Voz do Brasil. Ou seja, os parlamentares aprovaram que o mais antigo programa informativo do rádio brasileiro não precisará ir ao ar no horário estabelecido de 19h às 20h.
Se os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados, antes também a Comissão da Câmara, aprovarem, a Voz do Brasil poderá ser apresentada em outros horários. Só as rádios públicas continuarão no horário atual.

Exigências da lei

Na verdade, o que os parlamentares mais desejam é acabar de uma vez por todas com a Voz do Brasil. Tem um detalhe: muitos desses políticos estão legislando em causa própria, ou seja, são proprietários de veículos de comunicação, o que é totalmente ilegal, pois a legislação brasileira proíbe parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Na nova legislatura 61 parlamentares são proprietários de veículos de comunicação, fora os que passaram a propriedade para “laranjas”.
A flexibilização do horário é um sofisma, porque na prática representará o início do fim da Voz do Brasil, o que é desejado há tempos pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert). Tanto assim que em determinado momento o patronato do setor convocou até o Caetano Veloso para falar contra a Voz do Brasil.

Flexibilização do horário?

Quem vai fiscalizar se as mais de cinco mil emissoras de rádio em todo o país estarão de fato transmitindo em horários diferenciados? É óbvio que as emissoras privadas vão driblar a exigência. E ninguém vai reclamar.O esquema contra a Voz do Brasil é sofisticado. Na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro de 2009, por exemplo, o patronato ganhou alguns aliados – que se dizem representativos dos movimentos sociais e que militam em áreas da comunicação – para a tese de flexibilização da Voz do Brasil.
Um dos argumentos utilizados pelo patronato midiático é de que a obrigatoriedade da Voz do Brasil ocorre na esfera privada. O argumento não procede, até porque é importante lembrar que o espectro eletromagnético das emissoras de rádio e televisão pertence ao Estado brasileiro, que concede aos empresários o funcionamento das emissoras.Vale assinalar que o espaço em questão não é privado, como tentam demonstrar erradamente os proprietários à opinião pública. Isto é, TV Globo, Record, SBT etc. não são privadas, o canal pertence ao Estado brasileiro e pode ser teoricamente retirado se deixar de cumprir com algumas exigências determinadas pela legislação.
Mas a renovação vem sendo automática, porque se por algum motivo não conseguirem gritarão que estão sendo objeto de censura ou algo do gênero. E terão apoio da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Pressão do patronato

A Voz do Brasil, além de ser o programa mais antigo do rádio brasileiro cumpre uma função da mais alta relevância neste país continente. Em longínquos rincões dos estados o acesso à informação se dá exatamente através da Voz do Brasil e no horário estabelecido há mais de 70 anos, ou seja, de 19h às 20h.
Não se pode deixar de mencionar que o programa acumula três prêmios de jornalismo e é reconhecido como canal de acesso a informações precisas e objetivas sobre o governo, o Estado e a Cidadania. Quem ouve a Voz do Brasil percebe muitas informações relevantes que não são apresentadas nos telejornalões.
Ao contrário do que afirmam os proprietários de estações de rádio, a Voz do Brasil tem boa audiência. Segundo pesquisas, o maior índice ocorre nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde dois terços dos entrevistados pelo Datafolha disseram que ouviam regularmente a Voz do Brasil.
Então, por que tanta mobilização contra, se muitos brasileiros nos mais diversos rincões só têm acesso à informação através da Voz do Brasil? Por que tirar a fonte? Preferem os proprietários que os brasileiros se informem somente por seus noticiários, que deixam totalmente a desejar?
Por estas e muitas outras, apesar do silêncio da mídia de mercado, que volta e meia dá espaço para os proprietários de rádio criticarem a Voz do Brasil, é fundamental que entidades representativas da sociedade brasileira, que não se dobram aos anseios do patronato, se manifestem.
É o caso, por exemplo, da diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se manifestar em defesa da Voz do Brasil, até porque em seu último congresso, em agosto do ano passado, em Porto Alegre, a entidade aprovou tese em favor da continuidade do programa informativo no mesmo horário de sempre.

Embora a pressão do patronato seja grande, a flexibilização não está decidida.
Se a sociedade brasileira não for informada sobre o que está se passando no Congresso e ficar calada, o patronato terá conquistado o que almeja há tempos. Mas se os senhores parlamentares que iniciam os trabalhos agora em fevereiro refletirem um pouco mais verão finalmente que a flexibilização só interessa mesmo ao patronato midiático, um dos setores do poder, mais conservadores. E para convencer é preciso mobilização popular.

As novas mídias e as lutas sociais

Por Pedro Carrano, no jornal Brasil de Fato e no Pátria Latina
Como definir a imensa variedade de pessoas envolvidas no que se convenciona chamar por “blogosfera”? Qual a sua presença no cenário político brasileiro e mundial? Qual o seu nível de enfrentamento contra a informação divulgada pela mídia corporativa? E, mais ainda, qual o real peso das chamadas novas mídias, ou mídias sociais, nos protestos que ganham o mundo e até o momento pedem por mais democracia?
Por certo, o I Encontro Mundial de Blogueiros Progressistas trouxe algumas chaves para enfrentar as questões relacionadas a essas transformações nas sociedades. Blogs, vídeos no youtube, convocatórias para marchas e atos via twitter e facebook tiveram expressão nas revoltas árabes, no movimento dos indignados da Espanha, em Wall Street, no Chile.
No caso brasileiro, de acordo com Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, a conformação de uma blogosfera teve uma particularidade, pois obteve uma certa organicidade, respeitando a diversidade. Para chegar a este encontro, ele afirma, aconteceram dois encontros no Brasil, além de 14 encontros estaduais e 2 regionais – muitos deles reunindo um público de mais de 300 pessoas. Realizado em Foz do Iguaçu, no Parque Tecnológico Itaipu (ITI), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, a etapa mundial reuniu 468 ativistas digitais, entre militantes, jornalistas, acadêmicos de 23 países e 17 estados brasileiros.
Na definição de Borges, trata-se de um movimento que deve evitar qualquer tipo de verticalidade. “É um ativismo muito individual também, que se quiser cumprir alguma estrutura hierárquica, na minha opinião explode”, analisa. No entanto, passa a cumprir uma função importante ao se vincular cada vez mais aos movimentos sociais, suas lutas. “Cresce se os movimentos sociais usarem como a sua arma de construção. Esse casamento de blogueiros, ativistas digitais com os movimentos sociais ele é fundamental”, vaticina. No encontro, houve a participação dos movimentos social e sindical, caso da turma do curso latino-americano da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF).
O repórter da revista Carta Capital, Leandro Fortes, define que as novas ferramentas digitais ampliam a relação do comunicador com o leitor, que já não é apenas uma relação passiva. “Estranhos entraram numa seara que era só dos jornalistas, a blogosfera e movimentos sociais tiraram a exclusividade dessa informação”, afirma.
Ao final do encontro, além de uma carta final posicionando-se pelas bandeiras de democratização da comunicação, acesso à banda larga e neutralidade da rede, entre outros pontos, foi aprovada a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu.
Ferramentas no mundo
O encontro recebeu blogueiros/ativistas diretamente ligados aos movimentos de protestos que toma conta do mundo árabe – onde, em reação, quatro países chegaram a ter a conexão de internet cortada, como aconteceu no Egito.
O comunicador Ahmed Al Omran narrou que na Arábia Saudita há sinais de mobilização surgindo, embora o ativista digital descarte a possibilidade de um levante popular a curto prazo. Naquele país, mulheres lutam, entre outras questões, pelo direito de dirigir automóveis, mobilização que contou com a convocatória das ferramentas digitais.
No Paquistão, em que pese a repressão e controle que tomam conta do país de cerca de 186 milhões de pessoas, ficamos sabendo, pelo ativista Farhan Janjua, que 10% da população é usuária de internet, uma minoria. Existem 3,4 milhões de blogueiros e um por cento da população usa o twitter.
O que não impede o governo de aplicar a censura e remover vídeos do youtube com denúncias de corrupção. “A mídia social tem provado que fala sobre democracia, sempre se provou uma boa alternativa quando há uma proibição da mídia tradicional”, afirma.
Andrés Conteris há seis anos contribui na construção do site e programa televisivo Democracy Now, em versão latino-americana. De certa forma, Conteris sintetiza o espírito comum a muitos blogueiros presentes ao encontro, do Paraná a Wall Street.
“A democracia participativa é indispensável. Mais além da fachada do que vemos, ela não se pratica nos EUA de verdade, apenas a 'eleitocracia”, denuncia, ressaltando que 2500 pessoas foram presas durante o movimento de ocupação da praça financeira.
Democratização na América Latina
Na América Latina, no período recente, uma das experiências mais significativas de democratização da comunicação ocorreu com a Ley de Medios na Argentina, que define a nova distribuição do espectro radioeletrico naquele país. Com isso, os movimentos sociais têm acesso a um terço do sinal. Trata-se de uma discussão puxada por rádios comunitárias e que contou com ampla participação social, nas ruas, onde cerca de 25 mil pessoas acompanharam a aprovação do projeto de lei.
Na voz de Martin Granowsky, do jornal argentino Página 12, a Lei de Meios representa a conquista da “liberdade de expressão, a conquista das liberdades; é um projeto popular. Os grandes meios influíam na política, e agora estamos fazendo”, diz.

Rainha morta, rei posto: Nelson Breve é o novo presidente da EBC

Com base no Teletime news e no Jornalistas & Cia

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) passa a ser presidida pelo jornalista Nelson Breve. O jornalista assume a vaga deixada pela também jornalista Tereza Cruvinel. Tereza negou as notícias divulgadas na última semana apontando uma disputa interna pelo cargo. Segundo ela, a decisão de deixar o cargo partiu dela.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 1º. Além da emissora de TV pública, a estatal inclui ainda a Agência Brasil e oito emissoras de rádio, entre outros veículos de comunicação.
Breve é natural de Ourinhos (SP), a 370 quilômetros da capital, e estudou jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Atuou como repórter em empresas do grupo Estado (Rádio Eldorado e Agência Estado). Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi secretário de Imprensa da Presidência da República – quando trabalhou ao lado de Franklin Martins, um dos principais articuladores da TV Brasil. Desde abril deste ano, ocupa na EBC o cargo de superintendente de Comunicação Multimídia.

Como presidente da EBC, Breve vai comandar 1.422 funcionários, sendo 902 efetivos, 140 cont ratados temporar iamente e 380 comissionados, além de um orçamento anual de R$ 414 milhões. Um concurso para dotar a empresa de profissionais próprios, em especial a TV Brasil está em plena execução, com as provas teóricas já realizadas e no aguardo das provas práticas.

Em nota oficial, Cruviel afirma que cumpriu fielmente a Constituição Federal à frente da EBC

Servi com orgulho ao meu pais, cumprindo a Constituição Federal, que prevê a existência de um sistema público de comunicação, de natureza complementar. Servi com orgulho ao um princípio sagrado da democracia, a observância da pluralidade. Neste período, atuei fundamentalmente como gestora pública mas o Jornalismo é a profissão da minha vida. A ela dediquei 25 anos de bons serviços, que ninguém pode negar. Em nome dela, de sua dignidade, de seu compromisso com a verdade, peço que levem em conta, buscando confirmar, as informações que presto acima. Até agora, nenhum jornalista procurou ouvir-me sobre o assunto antes de publicar tantas e tão incorretas matérias que buscam desqualificar minha atuação à frente da EBC - disse ela.

Internet: 77,8 milhões de brasileiros tem acesso à rede

Do Telaviva news

O Ibope Nielsen Online apontou crescimento de usuários ativos de Internet em setembro. Das 61,2 milhões com acesso em casa ou no local de trabalho, 46,3 milhões foram usuários ativos em setembro, o que representa um crescimento de 2% em relação à agosto e de 14% sobre os 40,6 milhões de setembro do ano anterior. Com esse resultado, o País superou pela primeira vez a Alemanha em número de usuários ativos.
O total de brasileiros com acesso em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, Lan houses ou outros locais) atingiu 77,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2011. Entre os países acompanhados com a mesma metodologia, o Brasil registrou nos últimos meses o maior crescimento percentual de número de usuários. O maior crescimento do número de usuários ativos no Brasil vem ocorrendo em residências.
Entre setembro de 2009 e setembro de 2011, a variação foi de 37%, ao passar de 27,7 milhões para 37,9 milhões. O número de brasileiros que moram em domicílios em que há a presença de computador com Internet chegou a 58 milhões, ou 10 milhões a mais que em 2010. A maior parte dos usuários ativos em residência usa conexões com velocidade superior a 512 Kbps.

Livro analisa perspectivas do Jornalismo

O livro Horizontes do Jornalismo – Formação superior, perspectivas teóricas e novas práticas profissionais, com organização de Marcelo Kischinhevsky, Fabio Mario Iorio e João Pedro Dias Vieira, será lançado no dia 7 de dezembro, às 19h, na Livraria Blooks (Praia de Botafogo 316, junto ao Unibanco Arteplex – Rio de Janeiro – RJ).
O livro reúne alguns dos principais trabalhos apresentados durante o 5º Encontro Rio-Espírito Santo de Professores de Jornalismo, realizado pelo Departamento de Jornalismo e pelo curso de especialização em Jornalismo Cultural da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ), em parceria com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).
Um pré-lançamento acontece na sexta, 4/11, às 19h30, durante o 9º Encontro da SBPJor, na ECO/UFRJ, campus Praia Vermelha.
O livro, com prefácio de Mirna Tonus, será vendido, em papel e em versão eletrônica, pelo site: http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=2169&promo=3

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Concurso: UFRN seleciona professor de Publicidade

O Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande Norte está com inscrições abertas ao concurso público para professor adjunto de Publicidade e Propaganda, na categoria de professor Adjunto com dedicação exclusiva.
Requisitos: Graduação em Comunicação Social ou em Design ou em Artes e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas
Inscrições: de 7 de novembro a 2 de dezembro
Mais informações: www.prh.ufrn.br e para ler o edital, clique aqui .