Caros leitores e leitoras.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

TV Digital: Venezuela negocia adoção do padrão japonês

Do Tela Viva news, em 15/07/2009

O ministro das Comunicações e Informação da Venezuela, Andrés Izarra, está no Japão negociando as condições para adotar o padrão de TV digital ISDB-T em seu país. A viagem ao Japão acontece após uma visita ao Brasil, no final de maio, de representantes do governo venezuelano, quando acompanharam o funcionamento do padrão nipo-brasileiro e tiveram encontros com representantes do governo e da radiodifusão brasileira.
O Brasil vem tratando a adoção do padrão na América Latina como estratégica para fomentar o ganho de escala na produção de receptores e baratear a tecnologia de compressão H.264, usada na versão brasileira do padrão e em outros dispositivos como players d discos Blu-ray.
Além de Venezuela, Argentina, Chile, Equador, Paraguai e Cuba estudam adotar o padrão nipo-brasileiro de TV digital. Peru, por enquanto, foi o único país do bloco a acompanhar a decisão brasileira.

Patrocínio para o custeio da TV Câmara

Um artigo no projeto de lei que pretende introduzir um Conselho Editorial na gestão da TV Câmara promete gerar muita polêmica.
Pelo artigo 5º da proposta de Projeto de Resolução 198/09, apresentada pelo deputado Marco Maia (PT-RS) na semana passada , as mídias da Câmara dos Deputados poderão contar para o seu financiamento com receita proveniente de publicidade institucional de entidades de direito público e de direito privado, a título de apoio cultural, admitindo-se o patrocínio de programas, eventos e projetos de utilidade pública, de promoção da cidadania
e de responsabilidade social, conforme normas internas da Câmara dos Deputados.

A proposta joga dentro destas mídias públicas o peso econômico na programação. Deve levantar a ira das emissoras privadas, temerosas de perder receitas ou de ter ampliada a concorrência pelas verbas publicitárias. Outra discussão é o timing jornalístico. Como não há preocupação em faturar publicitariamente, os canais legislativos são mais flexiveis em termos de duração do tempo dos programas, podem ter produtos longos sem intervalo comercial. Há ainda a questão temática dos conteúdos veiculados pelos canais e emissoras legislativas.
Já imaginaram a transmissão da CPI da Petrobrás, patrocinada pela Ambev. Ver a CPI do Mensalão sob os auspícios do Mastecard, não tem preço.

Deixo o espaço abaixo para os comentários dos leitores. Não sejam tímidos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

XXXI Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog: inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o XXXI Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, instituído em 1979 pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, preso pela ditadura militar, torturado e morto nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1975. As inscrições para o Prêmio vão até 3/9 (ou 21/7 para livros-reportagem) e a entrega será no Tuca (Teatro da Pontifícia Universidade Católica), dia 26/10.
Este ano haverá a inclusão de uma categoria especial, abordando assunto relacionado com a violação dos direitos humanos intangíveis, cujo tema será Analfabetismo Funcional. O Prêmio para os estudantes passa a ser chamado de Fernando Pacheco Jordão e será lançado oficialmente em agosto, depois da volta às aulas.

Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio

O Rio de Janeiro vai sediar, nos dias 27 e 28 de julho, o XVII Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio. O evento é promovido conjuntamente pelo Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas e pelo Ministério das Relações Exteriores e se realizará no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro.

TV Câmara pode ser gerida por um Conselho Público de Comunicação

Por Maria Neves, da Agência Câmara

O deputado Marco Maia (PT-RS) apresentou na semana passada o Projeto de Resolução 198/09, que cria o Conselho Público de Comunicação e o cargo de ouvidor da Secretaria de Comunicação Social da Câmara. Ao conselho caberá, entre outras funções, opinar sobre a linha editorial dos veículos da Casa (Agência, Jornal, Rádio e TV Câmara) e da divulgação institucional, assim como aprovar o estatuto da Secom e seus planos anuais de trabalho.
Consta ainda entre as atribuições do conselho zelar pela não interferência de partidos, entidades, instituições e empresas na programação dos veículos ou na divulgação institucional da Casa.
Na opinião de Marco Maia, a instituição do conselho vai aproximar a Câmara ainda mais da sociedade e garantirá mais independência aos veículos. "Queremos constituir um fórum legítimo capaz de discutir e debater a programação desses veículos, dando legitimidade social àquilo que é produzido dentro da Casa", sustenta o parlamentar.

Nomes

O novo colegiado terá 14 integrantes. Seis serão deputados - o presidente da Câmara; um representante da Mesa Diretora; os presidentes das comissões de Educação e Cultura e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e os líderes da maioria e da minoria. Outros sete conselheiros serão representantes da sociedade civil. E o diretor da Secom também será integrante do colegiado.
Para a seleção dos componentes externos, o texto prevê a realização de consulta pública. As entidades interessadas deverão enviar à Casa uma lista tríplice e os candidatos serão escolhidos pela Mesa Diretora.
As entidades civis serão representadas na seguinte proporção:
- dois integrantes de movimentos sociais ou de usuários de serviços de mídia;
- um integrante de entidade representativa de trabalhadores em empresas que usem os serviços e produtos da Secom;
- um representante das empresas que utilizam produtos ou serviços da Secom;
- dois representantes de instituições acadêmicas da área de Comunicação Social;
- um representante de entidade dedicada à defesa da democratização dos meios de comunicação.
Os conselheiros terão mandatos de dois anos, permitida uma recondução. Proíbe-se a indicação de agentes públicos de qualquer natureza dos três níveis da Federação, assim como a remuneração da atividade.

Ouvidoria

O conselho também aprovará a indicação do ouvidor, indicado pelo presidente da Casa. Para ocupar a função, o candidato deverá ser servidor formado em Comunicação Social. Sua função será fazer a crítica da produção dos veículos de comunicação da Câmara e dos projetos de divulgação institucional.Marco Maia destaca que hoje a figura do ouvidor é comum nos veículos de comunicação e pode representar mais um instrumento de aproximação com os usuários dos serviços. "O ouvidor pode contribuir para esse vai-e-vem tão necessário na construção de veículos de comunicação voltados inteiramente à produção da boa informação e da boa programação para o povo brasileiro", afirma.

Minc aprova projeto de TV para lusofonia

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, orgão do Ministério da Cultuta, aprovou o projeto de criação de uma TV pela internet para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Autor da ideia, o Instituto Cultural Brasil Plus quer iniciar as transmissões em 2010.

TV Câmara tira do ar parte da programação por causa de problemas com empresa que terceirizava mão de obra

Do Blog do Pannunzio

Os telejornais produzidos pela TV Câmara não serão veiculados a partir desta noite. A emissora, que transmite as sessões do plenário e vários outros programas jornalísticos, não tem técnicos para operar os equipamentos. O problema aconteceu por causa do rompimento unilateral do contrato com a empresa Capital, que fazia o provimento de técnicos que davam suporte à produção da emissora.
A Capital mantinha sete contratos com a Câmara para o fornecimento de trabalhadores terceirizados. A empresa vinha enfrentando dificuldades desde que seu fundador cometeu suicídio, há três meses. Os problemas se agravaram ao longo dos últimos 60 dias. A Câmara decidiu romper unilateralmente os contratos quando a prestadora de serviço pediu concordata, há pouco mais de um mês.
Só na TV trabalhavam entre 120 e 130 técnicos -- cinegrafistas, operadores de VT,editores de imagem e sistemeiros que davam suporte à operação. Todos os jornalistas são concursados. Uma fonte vinculada à Secretaria de Comunicação assegura que serão feitos esforços junto à nova empresa, que deve ser contratada na semana que vem por meio de licitação, para que ela aproveite os profissionais que ficaram sem trabalho.

Programação se restringirá a reprises e à transmissão das sessões no plenário

A direção da TV Câmara assegura que não vai haver interrupção das transmissões da emissora. Os telejornais e outros programas que demandam grande aporte de técnicos, no entanto, continuarão suspensos até a semana que vem. Os problemas só devem ser resolvidos a partir da próxima terça-feira, quando serão abertos os envelopes dos processos licitatórios que escolherão a nova terceirizadora de mão-de-obra.
"A TV Câmara tem engenheiros e técnicos que estão capacitados para manter as transmissões no ar", assegura um dos responsáveis pela emissora. A fonte admite, no entanto, que a produção de telejornais e de outros programas permanecerá suspensa até que novos técnicos ocupem as funções que vagaram com a saída dos funcionários da Capital Serviços.
"Temos câmeras-robôs no plenário e gente que consegue operá-las. As sessões deliberativas continuarão sendo transmitidas sem interrupção", assegura a fonte. Quando não houver sessão de votação, serão exibidas reprises.