terça-feira, 31 de julho de 2012

BRICs já representam 45% de novos acessos à banda larga móvel

Da Pay-TV news

Em 2011, os países do BRICs (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) somaram 144 milhões de acessos à banda larga móvel, representando 45% do total de novos acessos no mundo durante o ano passado. Divulgado nesta segunda-feira, 30, o levantamento da UIT World Telecommunication/ICT Indicators Database destacou a representatividade dos países em desenvolvimento no panorama global das telecomunicações.
Segundo o estudo, até o final de 2011, havia mais de um bilhão de acessos à banda larga móvel no planeta. Isso significou que a conexão rápida (3G ou 4G) para dispositivos móveis obteve um crescimento anual de 40% no período, tornando-se o serviço de tecnologia de comunicação e informação (ICT, na sigla em inglês) mais dinâmico para a organização.
A UIT ressalta, no entanto, a grande disparidade entre os mercados quanto à cobertura 3G: enquanto países desenvolvidos já contam com 51% de penetração da tecnologia, nações em desenvolvimento ainda amargam 8%, embora estejam "correndo atrás", de acordo com pesquisa. No continente africano, por exemplo, foi registrada uma penetração de apenas 5%, enquanto todas as outras regiões observaram uma taxa acima dos 10%. Por outro lado, na Coreia do Sul e em Cingapura há mais acessos à banda larga móvel do que habitantes, enquanto no Japão e na Suécia a penetração passou dos 90% em 2011.
Rede móvel
A UIT registrou seis bilhões de acessos móveis em 2011, correspondendo a uma penetração global de 86%. Países em desenvolvimento contribuíram com 80% dos 660 milhões de novos acessos no ano passado, segundo a pesquisa. Somente na Índia, foram 142 milhões de novas assinaturas a serviços de telefonia celular, o dobro da África e mais do que  Liga Árabe (formada por 22 países como Líbano, Emirados Árabes, Qatar e Síria), CEI (Comunidades de Estados Independentes, formado por 11 repúblicas da antiga União Soviética) e Europa juntos.
No final de 2011, já existiam mais acessos móveis do que habitantes em 105 países, incluindo nações africanas como Botsuana, Gabão, Namíbia, Seicheles e África do Sul. Brasil, Costa Rica, Cazaquistão, República de Laos e República do Mali foram os países onde a penetração de acessos cresceu mais, ainda segundo a UIT.
Internet
O levantamento registrou 2,3 bilhões de pessoas com acesso no mundo, com crescimento de 70% em países desenvolvidos, com destaques para Islândia, Holanda, Noruega e Suécia, que têm mais de 90% da população online. Em países em desenvolvimento, o número de usuários da web dobrou entre 2007 e 2011, mas a penetração ainda está em 25% em média.
A disparidade também se mostra na capacidade de banda por regiões: na média, usuários europeus têm 25 vezes mais quantidade de banda de Internet do que os africanos. Ainda assim, nos últimos cinco anos, a capacidade total internacional cresceu sete vezes, chegando a 76 Tb/s, ou 34 Mb/s por usuário.
Já a banda larga fixa acumulou 590 milhões de acessos no mundo, com crescimento de 5% em países desenvolvidos e 18% nos mercados em desenvolvimento. Algumas regiões específicas mereceram destaque pela UIT: África e Liga Árabe tiveram penetração baixa, registrando 0,2% e 2% respectivamente. Já França, Dinamarca, Holanda, Noruega, Coreia do Sul e Suíça mostraram penetrações acima de 35%.
A China sozinha adicionou 30 milhões de acessos em 2011, atingindo uma penetração de 12%. Os países que mais cresceram no período estudado foram Bahrein, Costa Rica, Equador, Mauritânia e Uruguai – estes dois últimos, no entanto, foram os únicos a atingir penetração de mais de 10% com a banda larga fixa entre o grupo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Terminam dia 2/8 as inscrições para o XI Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado

Estudantes universitários (da graduação) de todo o Brasil têm a oportunidade de participar do XI Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado e Outras Situações de Violência, que acontecerá em São Paulo nas manhãs de 6 sábados: 4, 18, 25 de agosto; 1º, 15 e 29 de setembro .

Os interessados devem inscrever-se até às 23h 59min de 2 de agosto ( quinta-feira)  clicando aqui  e comparecer ao Encontro de Confraternização e Seleção no dia 4 de agosto, às 9h, na Matilha Cultural: Rua Rego Freitas, 542, Vila Buarque ( próximo à Igreja da Consolação / Praça Roosevelt, 250 metros da Estação República do Metrô ).

Juristas, militares, policiais, jornalistas e especialistas em Relações Internacionais ministrarão conferências de imprensa e concederão entrevistas coletivas sobre as normas internacionais aplicáveis em situações de conflito armado e outras situações de violência. Também abordarão o trabalho da imprensa nestes contextos. Além disso, será apresentado o perfil da ação humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em cerca de 80 países.

O XI Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações do Conflito Armado e Outras Situações de Violência é realizado no âmbito do Projeto Repórter do Futuro, tem coordenação pedagógica do jornalista João Paulo Charleaux e oferece 20 vagas exclusivamente a estudantes universitários da graduação que tenham interesse nessa área do jornalismo.

O Encontro de Seleção e Confraternização contará com a presença de Felipe Donoso, chefe da delegação regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai .

Promovido pelo CICV em parceria com a OBORÉ Projetos Especiais em Comunicações e Artes e ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o curso conta com o apoio do SINPRO-SP - Sindicato dos Professores de São Paulo , Câmara Municipal de São Paulo,  Cátedra UNESCO de Comunicação,  Matilha Cultural , Hospital Premier / MAIS - Modelo de Atenção Integral à Saúde e  da Coordenação dos Cursos de Jornalismo da ECA-USP, PUC-SP, Mackenzie, Metodista-SP, Cásper Líbero e ESPM.

Método de seleção

Dia 4, será aplicado um Teste após a sessão de esclarecimento de dúvidas dos presentes com a coordenação do Projeto Repórter do Futuro e da palestra de Felipe Donoso sobre o Direito Internacional Humanitário e as principais atividades do CICV em todo o mundo.

Nada de " pegadinhas ".
O objetivo do Teste é conhecer melhor cada um dos candidatos e saber do seu interesse pelo tema .

As respostas ao questionário serão copiadas, sem identificação do estudante ( nome e faculdade ) e entregues aos membros da banca examinadora – composta por representante  de cada uma das instituições promotoras deste curso. Os questionários passam a ser identificados apenas por números, garantindo-se absoluta isenção no processo de escolha.

Reembolsa

Como nos demais cursos modulados do Projeto Repórter do Futuro , irá vigorar o princípio da Reembolsa. Isso significa que o estudante aprovado confirma sua matrícula entregando um cheque no valor de um salário mínimo, pós-datado para 29 de setembro: dia da avaliação e entrega dos Certificados.

O cheque não será depositado. Será, sim, devolvido ao aluno que queira celebrar o Pacto de Reembolsa com a OBORÉ , ou seja, que se disponha a cumprir as quatro condições relacionadas a seguir:

1 – Comparecer, pontualmente, às 4 Conferências de Imprensa/Entrevista Coletiva do curso e ao dia de avaliação.

2 – Produzir um texto sobre cada uma das Conferências/Entrevistas e enviá-lo à Coordenação Pedagógica, via email – reporterdofuturo@obore.com, até o meio-dia da terça-feira seguinte.

3 – Comparecer  ao menos a um atendimento individual com a Coordenação Pedagógica para análise dos textos produzidos ao longo do curso.

4 – Publicar , até 27 de setembro, ao menos uma matéria relacionada ao tema do módulo, em qualquer veículo de comunicação que tenha editor responsável.

Programação:

4 de agosto
9h - Encontro de confraternização e seleção de candidatos. Palestra com Felipe Donoso, chefe da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.
Local: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542

18 de agosto
8h30 - Oficial do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx), sobre a relação do Exército com a imprensa.
Local: Centro de Imprensa/Redação Escola da OBORÉ - Rua Rego Freitas, 454, 8º andar

25 de agosto
8h30 – Gabriel Valladares, assessor jurídico do CICV, sobre as normas aplicáveis em conflitos armados e outras situações de violência e as contribuições do CICV.
Local: Centro de Imprensa/Redação Escola da OBORÉ

1° de setembro
8h30 – Coronel André Vianna, da reserva da Polícia Militar de São Paulo, sobre as normas internacionais aplicáveis à função policial no uso da força e de armas de fogo.
Local: Centro de Imprensa/Redação Escola da OBORÉ

15 de setembro
8h30 - Cláudia Antunes, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo, sobre a cobertura de conflitos armados e outras situações de violência.
Local: Centro de Imprensa/Redação Escola da OBORÉ

29 de setembro
8h30 - Cerimônia de encerramento.
Exposição de Reginaldo Nasser, professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, sobre a cobertura jornalística de política externa, além dos atores tradicionais.
Local: Câmara Municipal - Auditório Sérgio Vieira de Mello - Viaduto Jacareí

Denúncia: imagens de combates na Síria entre “rebeldes” e tropas do governo seriam gravadas no Qatar


Publicado em Iran News


Nas imediações de Doha instlações são preparadas e decoradas para simular edíficios governamentais sírios que servem de cenário para a gravação de vídos com falsos enfrentamentos. Confira, abaixo, em espanhol, a denúncia da Rede Voltaire.

En las afueras de Doha, la capital de Qatar, se preparan los decorados que imitan plazas y edificios gubernamentales de Damasco, Alepo y Latakia, según denuncia la agencia siria de noticias SANA. La guerra informativa en el conflicto sitio se refuerza cada día y se hace más ’creativa’.
La agencia estatal siria subraya que se trata del segundo intento del Gobierno de Qatar de organizar los rodajes de reportajes falsos, cuyo objetivo es imponer a los telespectadores su propia visión de los acontecimientos en Siria.
Previamente se informó que en varios barrios de Damasco aparecieron rebeldes disfrazados de militares que se hacían pasar por soldados del régimen. “Planeaban cometer crímenes en‪ Damasco y culpar al ejército de ‪Siria”, según agencia estatal SANA. Este jueves se cumple el quinto día de choques en la capital de ese país árabe entre las fuerzas del presidente Bashar Al Assad y los activistas contrarios al régimen.
Fuertes enfrentamientos estallaron cerca de la sede del Gobierno en Damasco después de que rebeldes atacaran a las fuerzas leales al presidente al Assad, que desplegaron vehículos blindados e intensificaron el bloqueo de las carreteras de acceso a la ciudad.
Estos enfrentamientos se producen horas antes de que el Consejo de Seguridad lleve a cabo la votación sobre una resolución de la ONU acerca de la situación en Siria.

Veja aqui o vídeo com a denúncia das imagens falsas

domingo, 29 de julho de 2012

Rio de Janeiro: Lapa ganha revista cultural

Por Jô Ramos

O mercado de revistas culturais acaba de ganhar um reforço de peso: a Revista Lapa Legal Rio, que será lançada nesta semana, no dia 3 de agosto. A publicação será mensal, dirigida ao público brasileiro, e tem como proposta registrar as manifestações culturais do bairro da Lapa e do centro do Rio onde se concentram, hoje, muitos dos melhores restaurantes e bares da cidade, além de galerias, museus, igrejas e construções históricas. Tudo isso perto do coração financeiro da cidade.
Com o início do projeto de revitalização da Zona Portuária, anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, Lapa Legal Rio será uma observadora atenta do processo de transformação do Centro da Cidade e, mais particularmente, dessa região que uma vez recuperada, se integrará ao bairro da Lapa como grande centro artístico, cultural e de lazer da Cidade Maravilhosa.
A Lapa Legal Rio será divulgada em toda a rede hoteleira da cidade, casas de câmbio, agências de viagem, aeroportos etc., como forma de atrair o turismo para as atividades na região. Isso sem falar nos empresários que atuam na área. Uma parte da tiragem será distribuída em bancas de jornal estrategicamente escolhidas no centro da cidade, zona sul e zona norte.
A revista terá agenda cultural, dica gastronômica, teatro, cinema, música, entrevista e personalidades que serão convidadas a escreverem sobre diversos temas.
O objetivo da Lapa Legal Rio é informar, além de divertir e divulgar a cultura brasileira.

SBPJor prorroga recebimento de trabalhos científicos


A Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo - SBPJor recebe, até 10 de agosto de 2012 artigos científicos para o 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo e para o II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo. Neste mesmo período também estarão sendo aceitas as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo (trabalhos de final de curso, Iniciação Científica, Dissertações ou Teses defendidos em 2011). Os eventos acontecerão em novembro 2012, em Curitiba, na sede da PUC-PR.

Para a presidente da SBPJor, professora Dione Moura, é uma oportunidade para os pesquisadores em Jornalismo, que se reunirão durante três dias para debater as pesquisas e temas relevantes nos estudos de jornalismo. A SBPJor espera, sobretudo, que acorram muitas inscrições de todo Brasil para o II Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, proposto como um fórum para apresentação da pesquisa em jornalismo realizada pelos estudantes de graduação.

Masi informações sobe o encontro, clique aqui.
Aqui, os interessados encontrarão as informações relativas à chamada de trabalhos:
Ou então pelo correio eletrônico da diretoria científica do 10º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo: sbpjor.diretoriacientifica@gmail.com

sábado, 28 de julho de 2012

Exército seleciona profissionais de Comunicação

Depois da Marinha, a vez agora é do Exército abrir concurso para selecionar profissionais de Comunicação Social. É salutar iniciativa como esta das Forças Armadas. As carreiras deBombeiro Militar, Policial Militar e mesmo Civil e Federal deveriam seguir o exemplo e deixar profissionais habilitados desempenharem seu papel.

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Marinha realiza concurso para selecionar profissionais de Comunicação



No caso do Exército Brasileiro, até o dia 13 de agosto estarão abertas as incrições ao concurso da Escola de Formação Complementar do Exército. Existem duas vagas para graduados em Comunicação Social. É bom lembrar que os profissionais selecionados não serão meros comunicadores, nem servidores públicos civis. Eles alcançarão as patentes de oficiais e para tanto, farão na Bahia um curso de formação de Oficiais do Quadro Complementar do Exército (CFO). 
O Concurso de Admissão para matrícula no CFO compõe-se das seguintes etapas:
I - exame intelectual ( provas de conhecimentos gerais e especifícos);
II - inspeção de saúde (IS);
III - exame de aptidão física (EAF); e
IV - revisão médica e comprovação dos requisitos biográficos exigidos.

A prova de conhecimentos gerais terá 30 questões e inclui Língua Portuguesa, História e Geografia do Brasil e Língua Inglesa ou Espanhola, dependendo da preferência do candidato.
Já a prova de conhecimentos em Comunicação Social terá 40 perguntas versando sobre:

1. Fundamentos do campo da comunicação
a. Teorias e história da comunicação.
b. Comunicação de massa e indústria cultural.
c. Novas tecnologias da informação e da comunicação.
d. Metodologia e pesquisa em comunicação.
e. Ética e deontologia da comunicação.
2. Fundamentos e modalidades do jornalismo
a. Teorias do jornalismo e da prática noticiosa
b. Jornalismo impresso, eletrônico e digital.
c. História da imprensa e do jornalismo no brasil.
d. Estudos de recepção e mídia.
e. Legislação e ética do jornalismo.
3. Fundamentos de relações públicas
a. História, teorias e conceitos de relações públicas.
b. Tipologia de públicos em relações públicas.
c. Pesquisa, planejamento, técnicas e ferramentas de relações públicas.
d. Legislação e ética das relações públicas.
e. Eventos, normas do cerimonial público e ordem de precedência.
4. Tópicos especiais em comunicação
a. Assessoria de comunicação.
b. Imagem, identidade e ética empresarial.
c. Globalização, cidadania e responsabilidade social.
d. Gerenciamento de crises e de questões públlicas.
e. Cultura organizacional e ouvidoria.


Podem se candidatar pessoas de ambos os sexos, com idade máxima de 36 anos. Profissionais baixinhos não terão vez: o edital exige altura mínima de 1,60m, para os homens, ou 1,55m, para mulheres. 
Outro detalhe, este para o pessoal que curte ou curtiu as tribos. Os candidatos não podem ter tatuagens grandes de mais, que prejudiquem a camuflagem e comprometam as operações militares,ou que façam alusão à ideologia terrorista ou extremista contrária às instituições democráticas, a violência, a criminalidade, a ideia ou ato libidinoso, a discriminação ou preconceito de raça, credo, sexo ou origem ou, ainda, a ideia ou ato ofensivo às Forças Armadas.

Os interessados deverão ser graduados em Comunicação Social e possuir o respectivo registro profissional. O Edital não diferencia Jornalistas, de Publicitários e Relações Públicas, mas o conteúdo da prova aponta para um interesse em pessoas que dominem bem os conhecimentos em Relações Públicas, cerimonial, técnicas de assessoria de imprensa, marketing e Jornalismo. 
As provas de conhecimentos gerais e especifícos estão previstas para 30 de setembro;
Mais informações, clique aqui.

Direito autoral: Cuba acusa EUA de roubar a marca Havana Club


Da Prensa Latina

Cuba denunciou perante o Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) que a usurpação da marca Havana Club constitui uma grave violação aos compromissos multilaterais dos Estados Unidos em matéria de propriedade industrial.

Em uma intervenção no fórum, a encarregada de negócios interina de Cuba ante os organismos internacionais com sede em Genebra, Nancy Madrigal, lembrou que desde 1976 a empresa Cubaexport obteve e manteve a titularidade da marca, segundo os procedimentos estabelecidos pelo Escritório de Marcas e Patentes desse país.

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No entanto, em 2006 o Escritório de Controle dos Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro negou a licença à empresa para realizar o pagamento da taxa correspondente à renovação do título.

Durante vários anos de litígio, as instâncias judiciais-civis dos Estados Unidos mantêm a posição de que a decisão do Departamento do Tesouro é correta.

Com isso, se foi legitimando a aplicação de uma medida que viola princípios básicos do comércio multilateral em matéria de propriedade industrial: o comércio nacional e o comércio da nação mais favorecida, denunciou Madrigal.

Recentemente, no dia 14 de maio, a Corte Suprema negou a petição da Cubaexport para revisar o caso e com isto foi negado à entidade seu legítimo direito de titularidade sobre a marca.

Não só arrebatam os direitos da Cubaexport sobre a marca Havana Club, mas também foi amparado seu uso ilegítimo pela companhia Bacardí, que a utiliza dentro dos Estados Unidos, em ato descarado de pirataria comercial, para comercializar um rum que não é de origem cubana.

"Este crime e outros processos em andamento contra patentes e marcas cubanas nas cortes estadunidenses demonstram os verdadeiros propósitos que estão por trás: tentar aniquilar por qualquer meio os bens intangíveis de nosso país, que são importantes recursos competitivos para o desenvolvimento sustentável", denunciou a funcionária pública.

Em contraposição, Cuba tem respeitado invariavelmente, sem a menor discriminação, as obrigações contraídas em virtude dos instrumentos jurídicos internacionais referidos à Propriedade Industrial.

"Com isto garante que mais de cinco mil marcas e patentes estadunidenses se beneficiem de seu registro em nosso país, apesar de não fazermos uso delas no território devido ao bloqueio dos Estados Unidos."

"Se o governo estadunidense não age e muda sua decisão, outorgando a licença necessária para a renovação da marca a seu legítimo titular, será o único responsável pelas consequências negativas que poderiam derivar para a proteção recíproca da propriedade industrial", afirmou Madrigal.

Na última reunião do Conselho Geral da OMC antes do recesso de verão, um grande número de delegações expressou seu apoio à declaração de Cuba e instou os Estados Unidos a cumprir as recomendações e resoluções do órgão de resolução de diferenças da OMC.

Entre estas delegações estão as da Argentina, Angola, Bolívia, Brasil, China, Equador, Nicarágua, República Dominicana, União Europeia, Uruguai, Vietnã e Zimbabwe.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

TVs veiculam 2.394 merchandising em apenas um mês

Você sabe o que é merchandising? O "merchan", como gostam de chamar os homens de publicidade, é tanto aquele comercial que aparece dentro de um programa, como também pode ser mais dissimulado: a cerveja que o artista bebe, o carro que dirige, uma sacola de butique, um perfume, tem de tudo.
E cada vez mais as emissoras usam esta ferramenta para ganhar dinheiro. Segundo o Ibope, as TVs Band, Globo, Record, Rede TV! e SBT registraram 2.394 ações de merchandising em junho. A aferição foi feita pelo Merchanview, serviço do Instituto criado em parceria com agências de publicidade e emissoras, em teste desde janeiro.
Lideram o ranking de ações aquelas misturadas aos programas de auditório, cuja participação sobre o total foi de 43%. Em seguida vêm os realities show, com 11%, à frente dos humorísticos e dos programas destinados ao público feminino. 
Os anunciantes donos de produtos de higiene e beleza são os que mais investem em merchan na TV aberta, segundo a medição. Seguem na lista os materias de construção, créditos e financiamentos, tônicos e vitaminas e bebidas energéticas.
Não se tem idéia de quanto isso representa de receita, mas é certo que com a TV digital isso tenderá a aumentar,pois com as ferramentas de interatividade, o consumidor poderá comprar aqueleperfume que a artista da noveladas 8 estiver usando, ou o novotelefone celular, abrir umaconta, enfim, não haverálimites, nem para a tecnologiam nem para a ganância das emissoras.

Publicidade cresce 10% no primeiro semestre de 2012


Os investimentos publicitários cresceram 10% no primeiro semestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 43,8 bilhões. Os dados são do Monitor Evolution. O mercado publicitário continua crescendo, ainda que não no mesmo ritmo do ano anterior.
 
Nos meios de comunicação, a TV lidera, sendo responsável por 55% do total, que corresponde a R$ 24 bilhões – uma variação de 13% em relação ao mesmo período de 2011. O rádio e a internet apresentaram maior crescimento percentual, 25% e 18%, respectivamente. Na análise por praças, a cidade de São Paulo é destaque, com 28% desses investimentos, porém os mercados que mais cresceram percentualmente foram Fortaleza e Manaus (24% e 16%, respectivamente), impulsionados principalmente pelos investimentos do comércio, como concessionárias e lojas de departamento.

Os jornais abocanharam uma fatia superior a R$ 8 bilhões. A TV por assinatura - que por ser paga deveria ter menos anúncio - já aparece em terceiro lugar no ranking de receita publicitária com R$ 3,4 bilhões, acima dos R$ 3,2 bilhões das revistas.
A Internet já deixou para trás as emissoras de rádio. A primeira captou R$ 2,65 bilhões, contra R$ 1,9 bi do rádio.
 
Anunciantes
 
No ranking de anunciantes, a Casas Bahia e a Unilever continuam nos primeiros lugares, porém agora com uma diferença menor entre as duas. No 1º semestre de 2011, a diferença era de R$ 420 milhões. Com o crescimento de 21% da Unilever, a diferença agora é de R$ 220 milhões.
 
“A última vez em que a Unilever foi primeira no ranking de anunciantes foi em 2002. Desde então, Casas Bahia ocupa a liderança em volume de investimento publicitário e essa foi a menor diferença registrada no período”, comenta Rita Romero, diretora executiva de negócios do Monitor America Latina.
 
A Caixa passou da 7ª para a 3ª posição, com um crescimento de 68% no volume de investimento. A Petrobrás, que não figurava entre os 30 maiores no ano passado, ocupa a 13ª posição e o Banco do Brasil foi da 23ª para a 21ª posição no ranking.
 
Agências
 
Dentre as agências, as três primeiras posições continuam ocupadas pela YR, Almap BBDO e Ogilvy & Mather Brasil. A Wmccann, que ocupava o 6º lugar no ranking no ano anterior, passa para a 4ª posição, após acréscimo de 32% no volume de investimento. A JWT permanece na quinta posição no ranking. As 50 maiores agências do mercado brasileiro movimentam 62% da verba publicitária nacional.
 
Setores e categorias
 
Entre os setores, Comércio e Varejo continua líder em volume, porém Serviços ao Consumidor, que ocupava a 3ª posição no ranking, está agora em 2º lugar, com um crescimento de 16%. O setor de Higiene Pessoal e Beleza, com um crescimento de 13%, passa a ocupar o 3º lugar. Mercado Financeiro e Seguros permanece estável, na 5ª posição. Já entre as categorias, as lojas de departamento estão em primeiro lugar, com R$ 3,1 bilhões, apesar da variação de apenas 4%.

Morre em Brasília Wilson Miranda, o Brother

Por Moacyr Oliveira Filho

Nosso querido amigo Wilson Miranda, o Brother, faleceu na manhã de hoje. Tenho certeza que será recebido com uma grande festa no céu por nossos parceiros Cláudio Lysias, Chico Barriga, Anibal, Lucas, Mário Eugênio, Fernando Lemos, Carlão e tantos outros apressadinhos que já estão lá em cima nos esperando.
O Carnaval, a política e o jornalismo de Brasília estão de luto.
A ARUC está de luto! O Pacotão está de luto! O Clube da Imprensa está de luto! O PCdoB está de luto! O Salgueiro está de luto! O Flamengo está de luto! Os tambores do Asé Dudu emudeceram. 
E Brasília está mais triste!
Descanse em paz, irmãozinho de fé!
O velório do nosso querido Wilson Miranda, o Brother, será hoje, 25/7, a partir das 18 horas, na Capela 6 do Campo da Esperança. O sepultamento será amanhã, 26/7, quinta-feira, às 10 horas.



Nota do SJPDF de pesar pelo falecimento de Wilson Miranda, o Brother

A diretoria do SJPDF lamenta a morte do jornalista Wilson Miranda, o Brother. Ele foi um dos fundadores da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, a Cojira-DF, e era ativo militante do movimento negro da capital. Também foi um dos grandes mobilizadores do Pacotão, bloco carnavalesco idealizados por vários colegas jornalistas.
...
Para a diretoria Sindicato, é uma grande perda para a categoria, uma vez que Brother era um grande exemplo de como unir a atuação profissional com a militância e a irreverência. O velório terá início às 18h, no cemitério Campo da Esperança. O enterro está marcado para as 10h de amanhã.

Brasilia, 25 de julho de 2012.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF.

Voz do Brasil e o novo Conselho: a estranha aliança entre a Abert e a Câmara dos Deputados

Por  Beto Almeida
 

A aprovação dos novos membros do Conselho de Comunicação Social do Congresso é uma jogada da Abert para preencher as condições legislativas visando aprovar o projeto de lei da flexibilização da Voz do Brasil
Um dos problemas técnicos que o projeto de lei apoiado pela ABERT possui é exatamente o fato de não ter sido examinado, em nenhum momento, pelo Conselho de Comunicação Social, obrigação expressa na Constituição para a aprovação de qualquer matéria legislativa relativa à questão midiática. Sem exame do Conselho, a flexibilização da Voz do Brasil poderia ser embargada, inclusive por configurar uma  inconstitucionalidade, já que o CCS foi criado pela Constituição de 1988 e regulamentado no governo Collor.
Depois de um período breve de funcionamento, estava desativado e é agora acionado quando a ABERT, com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, que  estabeleceu como sua prioridade a aprovação da flexibilização, medida que abre caminho para a extinção do mais antigo programa de rádio do mundo. 
O deputado Jilmar Tato, líder do PT na Câmara, retirou o projeto de pauta argumentando, corretamente, que a Voz do Brasil cumpre relevantes serviços à sociedade, sobretudo à população mais carente, sem acesso à leitura de jornais e revistas, além de ser informativo eficiente e abrangente sobre programas sociais de grande valia a grande massa da população. Refere-se a informações sobre o Fundeb, o PAA e os preços mínimos do Ministério da Agricultura, os programas do Ministério da Pesca, sobre o preço da borracha, as datas de vacinação etc, que somente pela Voz do Brasil têm sua divulgação realizada de modo adequado. Ao contrário do rádio comercial. 
Com o campo empresarial  fortemente representado na nova composição do CCS e com o período de esvaziamento parlamentar em razão das eleições municipais, é importante que os partidos progressistas e os movimentos que defendem a regulamentação democrática da comunicação estejam atentos e mobilizados para não serem novamente surpreendidos pela eliminação de um espaço público radiofônico que deveria ser fortalecido e qualificado, nunca suprimido.
[As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores]

Opinião: Conselho de Comunicação Social expõe vícios na concepção do Congresso Nacional sobre comunicação



Foram seis anos de espera para a convocação da nova gestão do Conselho de Comunicação Social (CCS), que estava sem funcionar desde 2006, em desacordo com o disposto na Constituição Federal. Na última terça-feira (17), o Senado Federal, órgão responsável pela nomeação do CCS, divulgou os 26 membros do Conselho, sendo 13 titulares e o mesmo número de suplentes.

Dentre os titulares, nenhuma mulher. Dentre os membros da sociedade civil, no máximo o representante da Fundação Getúlio Vargas pode ser considerado representante de entidade, coletivo ou grupo que discute a comunicação. A grande maiora são empresários, 'laranjas' e religiosos, com destaque para o exemplo que melhor define a composição deste conselho: o jornalista Fernando César Mesquita - atual Secretário de Comunicação do Senado e ex porta-voz de José Sarney na Presidência da República. A vaga de Mesquita, pasmem, é destinada à sociedade civil.

As decepções poderiam cessar por ai, e já estariam de bom tamanho, mas não. Parece que a nomeação do CCS veio mesmo para chocar aqueles que há anos questionam a inoperância do órgão, acreditando na sua importante, ainda que limitada, missão.

Fazendo um resgate histórico, vale relembrar que o CCS foi um dos pontos mais críticos da Constituinte de 1988. O grupo de parlamentares que lutavam por um capítulo da comunicação com um caráter mais democrático fazia questão da existência de um Conselho, nos moldes dos conselhos superiores de comunicação social de países europeus, como na BBC do Reino Unido. O conselho, ao contrário do que ele é hoje, seria um conselho de caráter deliberativo e com um poder muito maior, próximo ao de órgãos reguladores. Este formato de conselho foi uma das causas - se não a principal delas - para que o capítulo da comunicação social quase não ficasse pronto a tempo de ser inserido no texto da Constituição. Mas ele ficou. E lá estava o Conselho, no último artigo do Capítulo V do Título VIII, como órgão auxiliar do Congresso Nacional e com caráter consultivo.

Dois anos depois, a Lei nº 8.389/1991 regulamentou o artigo 224, que dispõe sobre a existência doConselho. Salvo engano, o primeiro artigo dos cinco da Comunicação Social a ser regulamentado pós-Constituição Federal. Mas foi apenas em 2002 que o Conselho foi nomeado pela primeira vez, com gestão de dois anos. Em 2004 teve a sua última nomeação, de forma não muito diferente da do presente ano - não só por alguns nomes repetidos, mas pela mesma característica da indicação de jornalistas de grandes empresas e de ilustres desconhecidos nas vagas da sociedade civil, por exemplo.

Voltemos à composição da atual gestão. Quanto aos nomes dos empresários de rádio, tv e impresso, foram indicados os mesmos de sempre - donos dos grandes conglomerados dos meios de comunicação. Estes devem ter sido acordados com seus pares. Quantos aos engenheiros de notório conhecimento na área, os cargos foram loteados entre SBT e Globo. Mas este não seria, por exemplo, um lugar para ser ocupado por vários dos estudiosos de engenharia das telecomunicações das Universidades do país, que, diga-se de passagem, vêm desenvolvendo as tecnologias da TV Digital Brasileira? Para o Congresso Nacional, quando se fala em tecnologia, trata-se da tecnologia que representa os interesses das grandes empresas de comunicação. Logo, ocupa-se o cargo com dois tecnólogos indicados por estas.

Quanto aos representantes das categorias profissionais, o Conselho conta com Celso Schröder pelos jornalistas, e José Catarino Nascimento pelos radialistas. De acordo com entrevista dada por Nascimento à Revista Brasil Atual, ele não foi sondado e nem consultado para ser nomeado. Afirmou ainda que ainda não sabe se vai assumir o cargo. Segundo a Revista, da mesma forma se deu a nomeação do Presidente do Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (que abrange Norte, Nordeste e Sudeste, com exceção de São Paulo), Luiz Gerace.

De volta aos quatro representantes da sociedade civil:um já devidamente apresentado; dos outros três representantes titulares, um é Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que tem como suplente o escritor e ex-jornalista das organizações Globo, Pedro Rogério Couto Pereira. Outro representante, João Monteiro Filho, criador da RedeVida, uma das maiores emissoras religiosas do país, e tem como suplente o ator, que pouco conheço politicamente – reconheço apenas de novelas da Globo–José Vitor Castiel. E por fim, o professor da Fundação Getúlio Vargas, especialista em propriedade intelectual, Ronaldo Lemos, que tem como suplente o ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira. Afora os dois últimos, ressalto que nunca vi nenhum dos outros de qualquer forma inseridos no debate da comunicação, sua regulação, seus problemas, suas soluções. Gostaria mesmo era de saber qual deles sabe o que faz um Conselho de Comunicação Social e qual o papel de um conselheiro.

O processo de composição do Conselho de Comunicação Social expõe, na verdade, a concepção descompromissada e antidemocrática do Congresso Nacional sobre a discussão da comunicação social no país. Tal constatação se mostra ainda mais grave pelo fato de o Congresso ser o responsável pelas outorgas e renovações das concessões de rádio e televisão, processo que, como se sabe, é permeado pelos interesses dos empresários do setor, muitas vezes também parlamentares – como o atual Presidente do Senado. Este processo, como todo vício, não acaba sem tratamento de choque. Iniciemos!

Mariana Martins é jornalista. Doutoranda da linha Políticas de Comunicação e Cultura da Universidade de Brasília (UnB). Membro do Laboratório de Políticas de Comunicação da UnB e do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

[As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores]

terça-feira, 24 de julho de 2012

Informação e comunicação, de Othon Jambeiro, gratis na web

A Editora da UFBA oferece gratuitamente a possibilidade de baixar e copiar o livro "Informação e comunicação: o local e o global em Austin e Salvador", organizado por Othon Jambeiro e Joseph Straubhaar. 
A parceria internacional com a Universidade de Austin, no Texas, representa o conteúdo desta obra que analisa as novas políticas e estratégias de comunicação nas mídias tradicionais e atuais, constituindo um estudo comparativo entre Brasil e EUA. 
São 358 páginas. Para ler ou copiar o livro, clique aqui.

Projeto-de-lei quer mais transparência nas concessões de rádio e tv


Projeto torna obrigatória a divulgação da razão social e da documentação associada à entidade detentora da outorga.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) quer mais transparência sobre o controle e a propriedade das concessões de rádio e TV. Para facilitar a fiscalização tanto pelos órgãos públicos quanto pela sociedade em geral, o mato-grossense apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 275/2012 que torna obrigatória a divulgação da razão social e da documentação associada à entidade detentora da outorga. A iniciativa promete desenvolver mecanismos que possibilitem maior transparência desses veículos de comunicação.  
"Os serviços de radiodifusão sonora (rádio) e de sons e imagens (televisão) são espécies de serviços públicos e, como tais, estão submetidos a controles e condições especiais de prestação, objetos, inclusive, de disposições constitucionais específicas.Ao avançarmos na transparência, possibilitamos que a sociedade nos ajude na fiscalização do setor”, avalia o senador Pedro Taques.  
O PLS 275/2012 insere dois artigos na Lei nº 4.117 de 1962, conhecido como Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT). O primeiro determina que as emissoras divulguem, em inserções ao longo de sua programação diária, a razão social das entidades detentoras de suas outorgas.  
O segundo mecanismo propõe que as emissoras de rádio e TV disponibilizem em seus sites os principais documentos exigidos pela legislação que as rege e que já são exigidos pelos órgãos públicos responsáveis.  
"Com isso, o cidadão residente na área atendida pela emissora poderá entender quais são as obrigações e direitos associados à exploração de cada serviço”, complementou Pedro Taques. Aprovada a proposta, serão dados seis meses para os veículos se adaptarem às novas obrigações.

O porquê da agonia dos jornais está no repúdio aos intermediários

Por Claudio Julio Tognolli, publicado originalmente na Brasil 247

Que os jornais são sumamente desnecessários, e sem mais virtude que a enfatuação, não é um axioma novo. Na Viena de Wittgenstein, Karl Krauss fez nome e fama postulando que os jornais eram injustificáveis. A própria obra do bruxo da Calle Maipu, Jorge Luis Borges, traz postulados bastante terrosos, cheios de conjecturas e pré-fixações sobre a desnecessidade do jornal e da imprensa. "A imprensa, agora abolida, foi um dos piores males dos homens, já que tendia multiplicar até a vertigem textos desnecessários", notou o argentino. Ou por outra: "não me envergonho de ter querido ser jornalista, rotina que agora me parece trivial. Lembro ter ouvido Fernandez Irala, meu colega, dizer que o jornalista escreve para o esquecimento e que seu desejo seria escrever para a memória e para o tempo". E no conto "Avelino Arredondo" Borges veio com o extrato: "ávido leitor de jornais, custou-lhe renunciar a esses museus de minúcias efêmeras".
Outros trissectores de ângulos cegos da mídia vieram usando por muitos anos na Universidade de Columbia, nos EUA, o dictum de Adlai Stevenson, o finado e refinado democrata, para quem "a imprensa separa o joio do trigo e publica o joio".
O problema é que esses adágios tomaram as ruas e os barões da mídia já divisam, de suas torres, os aldeões subindo as ladeiras com suas tochas incandescentes e brandindo, como Moisés ensandecidos, o fim da imprensa.
Mas há quem diga que entregar a confecção da notícia para o populacho é o mesmo que entregar o berçário ao rei Herodes. Mas não foi assim que pensou o Le Monde, pioneiro ao ter criado, há mais de dez anos, o primeiro jornal feito por leitores tutelados por um único editor de carreira, e cujo link é www.lepost.fr.
É por causa dessa crise generalizada que o jornal O Globo anunciou que nesta terça-feira começa a trazer um debate a preceder os 87 anos de fundação do jornal, a serem comemorados domingo próximo com uma reforma gráfica.
Nos EUA, um site mede diariamente a armagedônica agonia que entrecerra os jornais. O site se chama Paper Cuts (www.newspaperlayoffs.com) e registra 1.171 demissões no mercado de jornalismo impresso dos EUA em 2012 – número um pouco abaixo das 1.500 vagas cortadas em jornais brasileiros até julho deste ano. Lentamente, lá fora já acontece o que ainda não começou a acontecer por aqui, e é por isso que os nossos jornais ainda sobrevivem. Os anúncios no Google nos Estados Unidos já são maiores do que toda a indústria de jornais impressos junta. Em 2011, os jornais americanos faturaram US$ 23,9 bilhões em anúncios, contra US$ 38 bilhões abocanhados somente pelo Google. Só no ano passado os anúncios para jornais impressos nos Estados Unidos encolheram perfazendo uma perda de mercado da ordem de US$  1,9 bilhão.
Veja como as coisas caminham: quando Gutemberg inventou a imprensa por volta de 1450, um monge levava um ano para copiar um único exemplar da Bíblia. Em seu primeiro ano de trabalho, com sua máquina de impressão, Gutemberg produziu 180 Bíblias. Antes disso, a Universidade de Oxford, por exemplo, possuía apenas 122 livros, e o preço de cada um equivalia a uma fazenda de 200 alqueires. Por volta de 1501, cinqüenta anos após a invenção de Gutemberg, aproximadamente um milhão de cópias de 27 mil livros editados já circulavam pela Europa, e segundo o Oxford English Dictionary, o vocábulo "fato" aparece na língua inglesa apenas no século XVI, cem anos após a invenção de Gutemberg e com a seguinte definição: "algo que realmente ocorreu, com testemunho particular, mediante observação ou testemunhos autênticos, sumamente opostos às meras inferências.
Todo esse conhecimento se espraiou ao paroxismo de matar os próprios donos do conhecimento –ou difusores dele, tanto faz como fez.
É uma questão de tempo que os blogueiros não jornalistas comecem a dar credibilidade às suas páginas, deixando de fazer inferências  partisans, em prol de relatos tidos como tecnicamente imparciais. Quando chegar essa fase, os jornais estarão definitivamente enterrados porque o público terá apreendido tudo aquilo que ele sempre demandou do jornalismo feito por jornalistas: isenção, ética e o mínimo de correlação com os fatos.
O mercado já reage: as vagas de jornalistas eliminadas nos jornais dos EUA desde que o centro de monitoramento "Paper Cuts" começou a contagem, em 2007, são de 21.008 em quatro anos e meio. O recorde foi em 2008, com 15.992 cortes. Um dado fornecido por Rosental Calmon Alves, tido e havido como o Umberto Eco do século 21, revela a redução de 21% no número de matérias submetidas ao Prêmio Pulitzer na categoria "reportagem investigativa", ao comparar 1984-2010. E 43% de redução na categoria jornalística chamada de "interesse públ ico" no mesmo período. Em 2006, 37% dos 100 maiores jornais não tinham repórteres investigativos: e só deles 10 tinham quatro.
O público quer fazer jornal ele mesmo.
O ouvinte quer fazer música ele mesmo.
O público quer fazer política ele mesmo. O século 21 trouxe o mundo do DIY, Do It Yourself: e as ONG's implodem o conceito tradicional de partido politico.
A globalização não foi a impostura universal de interesses massificados: foi a projeção global de interesses locais. O "quer ser universal fale de sua aldeia", de Tolstoi, é a bola da vez.
Marshall Mc Luhan morreu: agora o e-mail é a mensagem.
O populacho, seja metido ele a músico, jornalista ou político, não quer mais intermediários.
O mundo virou um corta e cola dos diabos. O mundo virou um agenciamento de formas, como notava Jean Laude. O Homo sapiens virou o rei do bric-à-brac: ele quer, sozinho, recortar e colar:desde que ele mesmo construa as pecinhas da bricolagem.
A morte dos jornais vem acompanhada de outros fenecimentos não tão díspares.
Vejamos a música: é cada vez mais preocupante o cenário da indústria fonográfica mundial. De acordo com a IFPI, entidade que reune empresas do setor musical, em 2009 houve uma queda de 7% em relação ao ano anterior, de 2008 no número de vendas de musica física (CD por exemplo). Em contrapartida, as vendas de música na forma de faixas digitais tiveram um enorme crescimento de 9,2% totalizando um lucro de US$ 4,3 bilhões. Outro setor que também foi prejudicado é o de entretenimento musical que utiliza a publicidade nas rádios e a realização de shows: a queda desse setor foi de 8%.
Música e jornais, por enquanto, descem ladeira abaixo.
O "just say no", adágio criado por G. Gordon Liddy, papa anti-drogas sob Nixon, na DEA, virou "just say know".
Cada um quer saber fazer o seu: e tem feito.

domingo, 22 de julho de 2012

Concurso da Conab tem cadastro de reserva para Comunicação Social

O concurso da Companha Nacional de Abastecimento - Conab prevê a oferta de 155 vagas de nível superior. Nenhuma para Cmunicação Social. Neste segmento o concurso é para formação de cadastro reserva.
Se vieram a chamar algum comunicador, o salário será de R$ 4.578,70, para uma jornada de trabalho de 44 horas. No passado, quando ainda se chamava Cobal,a Conab possuia uma bela equipe de comunicadores, mas com o tempo, o quadro foi ficando sucateado e poucos concursos foram realizados para repor as vagas que surgiram.
Neste concurso, a Conab aceitará candidatos de qualquer das três áreas básicas da Comunicação:Jornalismo, Publicidade ou Relações Públicas.
Os candidatos deverão possuir diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, Publicidade ou Relações Públicas; e registro profissional.
O concurso contará com umaprova de conhecimentos básicos, onde cairá Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemático, Legislação Específica Aplicada a Conab e Atualidades, e uma prova de conhecimentos especificosabrangendo todo o conhecimento teórico das três habilitações da Comunicação Social.
Você pode conferir o detahamento da prova de conhecimento específico clicando aqui e buscando depois o item 5.6.


O edital completo está disponível aqui.

sábado, 21 de julho de 2012

Maranhão: Justiça determina intervenção no sindicato dos jornalistas de São Luís

Da Fenaj

A juíza Elzenir Luande Franco, da 4ª Vara do Trabalho de São Luís, decidiu destituir a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís (MA), considerando procedente uma ação civil pública de cerceamento à liberdade sindical. 
A determinação judicial é de que a FENAJ nomeie uma Junta Governativa Provisória para convocação, no prazo de 90 dias, de assembleia para eleição e posse de uma nova direção para a entidade.
No entanto, como cabe recurso da atual direção do Sindicato à decisão de primeira instância, e como ainda não foi notificada oficialmente, a FENAJ aguarda o desfecho do processo para tomar as providências cabíveis.

Minas Gerais: jornalistas param o trânsito por melhores salários

Da Fenaj 

Profissionais de jornais, revistas e portais, realizaram até esta sexta-feira (20) a Semana de Luta com atos e manifestações por melhores salários, condições de trabalho e respeito aos direitos trabalhistas. Os protestos paralisaram o trânsito em avenidas de Belo Horizonte e Contagem. Saiba mais, também, sobre uma decisão judicial que determina indenização do Estado a um repórter fotográfico no Rio de Janeiro e outra que destitui a diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Luis.A Semana de Luta dos Jornalistas de Jornais, Revistas e Portais, coordenada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJPMG), foi aberta na segunda-feira (16) com manifestação em frente à sede da Sempre Editora. Os manifestantes, profissionais de "O Tempo", "Pampulha" e "Super Notícia" e do Portal “O Tempo Online”, se mobilizaram em frente à sede da empresa na Cidade Industrial, em Contagem, vestidos de preto, com nariz de palhaço e apitos. Os jornalistas interditaram a Avenida Babita Camargos e reforçaram o apitaço durante cerca de 30 minutos. Já na tarde de terça-feira (17), durante 30 minutos, os jornalistas do "Estado de Minas" e do "Aqui" fizeram apitaço e interromperam o trânsito da Avenida Getúlio Vargas, em Belo Horizonte.
Em assembleia realizada na última quarta-feira (11/7), os profissionais do setor de jornais, revistas e portais rejeitaram a contraproposta patronal de aplicação de 6% de reajuste em todas as faixas salariais e de pagamento do retroativo a 1º de abril em única parcela, na folha de julho. A partir disso, a proposta de mobilização nas empresas foi aprovada, com a criação de uma Comissão de Mobilização da Campanha Salarial 2012 formada por diretores do Sindicato e representantes das redações.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

ONU lança cartilha para cobertura de desastres

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a cartilha "O desastre sob o enfoque de novas lentes – Para cada efeito, uma causa". Trata-se de um guia para jornalistas que cobrem desastres e acidentes.

A publicação conta com dicas para trabalhar com o tipo arriscado de reportagens, apresentando exemplos de matérias, fontes e referências. O livro de 180 páginas é dividido em cinco capítulos, seguido de anexos no fim.

O prefácio da edição brasileira é assinado por Markus Ewin Brose, membro do comitê de programas da Care Brasil; o da versão estrangeira foi escrito por Margareta Wahsltröm, representante da secretaria geral para redução de riscos de desastres da ONU.
 
Conheça aqui a  publicação 

Frente Parlamentar da Comunicação questiona formação do Conselho de Comunicação


FRENTECOM REPUDIA MÉTODO DE COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (FRENTECOM) recebeu, na manhã de hoje, com estranheza e perplexidade a informação de que o Congresso Nacional aprovou na sessão de ontem (17) a nova composição do Conselho de Comunicação Social (CCS), desativado há quase 6 anos por omissão da Presidência do Congresso.
A votação dessa matéria se deu numa sessão do Congresso convocada com um único ponto de pauta, ou seja, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, às vésperas do recesso parlamentar. O item sobre o CCS deve ter sido incluído como extra-pauta, sem discussão e à revelia da maioria dos parlamentares, provavelmente com o conhecimento apenas dos líderes de bancada presentes à referida sessão.
Considerando tratar-se de uma questão de grande interesse da sociedade e que consta da agenda de trabalho da FRENTECOM que, inclusive, encaminhou em fevereiro de 2012 ao Presidente do Senado indicação de nomes da sociedade civil para compor o conselho, sem ser atendido, manifestamos nosso veemente repúdio pela forma desrespeitosa e antidemocrática como o Presidente do Senado tratou, neste caso, os parlamentares e representantes de mais de cem entidades da sociedade civil que integram a FRENTECOM.
A FRENTECOM reitera o firme compromisso de continuar lutando por um CCS plural e representativo que corresponda aos reais anseios democráticos da sociedade brasileira, esperando contar com o apoio das senhoras e senhores Parlamentares para reverter esse grave equívoco do Congresso Nacional. 

Brasília, 18 de julho de 2012
Dep. Luiza Erundina de Sousa
Coordenadora da FRENTECOM

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Novo Conselho de Comunicação tem perfil pró empresas

Por Samuel Possebon, em Telvaviva news.
Depois de seis anos inativo, o Conselho de Comunicação Social  voltou a ter seus integrantes nomeados pelo presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney. O conselho, que desde 2006 estava parado por falta de indicação dos ocupantes, é um órgão auxiliar do Congresso Nacional para assuntos de comunicação. Na prática, as funções do conselho são apenas opinativas. Seu papel mais relevante é ser compulsoriamente ouvido sobre a regulamentação de TV por assinatura. Futuramente, pode  ter um papel importante em um eventual debate sobre um novo marco de comunicação e deve acabar se posicionando em questões referentes, por exemplo, à Internet e à aplicação das regras do capítulo da comunicação social na Constituição sobre novos meios, como aliás já aconteceu no passado.
Dos 13 integrantes, sete tendem a pesar mais para o lado empresarial, considerando-se o papel das suplências e as indicações políticas. Os integrantes nomeados foram:
  • Representante das empresas de rádio: Walter Vieira Ceneviva, tento como suplente Daniel Pimentel Slaviero.
  • Representante das empresas de televisão: Gilberto Carlos Leifert, tendo como suplente Márcio Novaes.
  • Representante de empresas da imprensa escrita: Alexandre Kruel Jobim, tendo como suplente Lourival Santos.
  • Engenheiro com notório conhecimento na área de comunicação social: Roberto Franco, tendo como suplente Liliana Nakonechnyj
  • Representante da categoria profissional dos jornalistas: Celso Augusto Schröder, sendo a suplente Maria José Braga
  • Representante da categoria profissional dos radialistas: José Catarino Nascimento e o suplente Eurípedes Corrêa Conceição
  • Representante da categoria profissional dos artistas: Jorge Coutinho e suplente Mário Marcelo
  • Representante das categorias profissionais de cinema e vídeo: Luiz Antonio Gerace da Rocha e Silva, tendo como suplente Pedro Pablo Lazzarini
  • Representante da sociedade civil: Miguel Angelo Cançado e a suplente Wrana Panizzi
  • Representante da sociedade civil: Arcebispo Dom Orani João Tempesta e suplente Pedro Rogério Couto Moreira
  • Representante da sociedade civil: Ronaldo Lemos e suplente Juca Ferreira
  • Representante da sociedade civil: João Monteiro Filho e suplente José Vitor Castiel
  • Representante da sociedade civil: Fernando Cesar Mesquita e suplente Leonardo Petrelli

Brasil tem 256,13 milhões de linhas celulares

O Brasil fechou o mês de junho com 256,13 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade de 130,44 acessos para cada grupo de cem habitantes. Já os terminais 3G de banda larga móvel totalizaram 48,89 milhões de acessos. No entanto, o balanço mostrou a segunda menor média de novas habilitações em comparação com o mesmo mês dos últimos 12 anos.
Foram 1,8 milhão de novas habilitações registradas em junho, equivalente a um crescimento de 0,46% em relação ao mês anterior. A média de novas habilitações foi a segunda menor desde o início dos levantamentos da Anatel, em 2000. Em 2006, foi registrada uma queda de 0,67% por conta de 617 milhões de desligamentos. Na época, a redução ocorreu porque a Vivo enxugou a base de clientes que permaneceram sem usar o serviço mesmo depois de tentativas de reativação. 
Do total de 256,13 milhões registrados em junho de 2012, 209,2 milhões foram de pré-pagos (81,68%) e 46,9 milhões foram de pós-pagos (18,32%). No market share das operadoras, a Vivo é líder com 29,56%, seguida pela TIM com 26,89%, Claro com 24,58%, Oi com 18,65%, CTBC com 0,28% e Sercomtel com 0,03%.
A redução no total de terminais 3G se deu por conta de um melhor detalhamento dos terminais de dados: os de banda larga, como modems 3G, e os de dados M2M (máquinas de cartão de crédito e débito habilitados nas redes de operadoras, por exemplo). A tecnologia WCDMA  fechou junho com 16,65%, seguida pelos terminais de dados banda larga (2,44%), terminais de dados M2M (2,33%) e CDMA (0,4%). O padrão GSM ainda tem a maior participação no Brasil, com 78,18%.