segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DF deve ser o primeiro a receber banda larga da Telebrás

Do Teletime news

O secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto, informou, sem dar detalhes, que o governo já concluiu as negociações para o uso das redes de fibra óptica de Eletrobras, Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga. O acordo em si ainda não foi assinado, porque depende da resolução de algumas questões burocráticas com a Aneel. Com isso, o governo fecha a negociação para uso da rede das elétricas e agora se concentra em chegar a um bom termo com a Petrobrás. O secretário participou do Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, organizado pela revista TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicação (CCom/UnB) que aconteceu na última quinta-feira, 24.

O primeiro estado a contar com serviços de banda larga prestado por meio da Telebrás deverá ser o Distrito Federal. O GDF quer disponibilizar a banda larga em uma série de cidades satélites que contam com oferta deficiente do serviço. A expectativa é que a Telebrás começe a operar nos próximos meses.

O Ministério das Comunicações também pretende chegar a um acordo com as agências reguladoras do setor elétrico (Aneel), de transporte (ANTT) e petróleo (ANP) para que as obras de infraestrutura sejam contruídas levando em consideração a instalação de dutos para redes ópticas. Fugimoto explica que o custo da obra fica apenas 1% maior, sendo que se a fibra for lançada com a obra já pronta esse custo aumenta para 10%. “No edital da obra do TAV (Trem de Alta Velocidade, que ligará o Rio de Janeiro a Campinas) está a construção de dutos para suportar a fibra óptica”, exemplifica ele.

O objetivo do governo é que esse acordo saia antes dos 100 primeiro dias da presidenta Dilma Rousseff no poder. O governo articula com essas agências uma flexibilização da regra de modicidade tarifária, que hoje restringe o interesse de outros setores em obter receitas acessórias com serviços de telecomunicações. No caso do setor elétrico, esse assunto já vem sendo discutido e com o lançamento do PNBL, que está fortemente ancorado na rede das elétricas, cria-se um ambiente para rever essa regra.

TV Brasil: Conselho Curador da EBC rejeita planejamento para 2011

Por Mariana Mazza, da TELA VIVA NEWS

A análise do planejamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para 2011 pelo Conselho Curador da empresa teve um desfecho surpreendente. Pela primeira vez nos três anos de existência da EBC, o Conselho Curador se recusou a deliberar sobre o Plano de Trabalho para os Canais Públicos da estatal, entendendo que o documento não é claro sobre os planos da empresa. Na prática, o silêncio das câmaras setoriais que compõem o conselho significa a rejeição da proposta apresentada pela diretoria técnica da empresa. A decisão de não deliberar foi unânime. Segundo Tereza Cruvinel, presidente da EBC, novas informações serão encaminhadas ao conselho para sanar as dúvidas que tenham ficado.

Uma das grandes falhas apontadas pelas câmaras sequer têm relação com a operação esperada da EBC neste ano, mas toca em um ponto crucial em relação aos princípios que norteiam a constituição da estatal: a transparência. Boa parte dos membros do conselho ficou incomodada com a ausência de um balanço sobre os resultados obtidos na gestão 2010 da empresa. O documento enviado pela diretoria não faz uma avaliação específica sobre as metas estipuladas para o ano passado, omitindo-se sobre o cumprimento dos objetivos ou não. O texto concentra-se nos novos desafios da EBC, restritos aos assuntos envolvendo "programação e serviços conexos oferecidos pelos canais públicos", considerados os temas "afetos" ao conselho na visão da diretoria.

A restrição do documento a apenas alguns temas envolvendo a operação da EBC, escolhidos pela diretoria, é motivo de discórdia dentro do conselho curador desde a criação da empresa pública. Na visão de alguns conselheiros, a estatal nem sempre tem garantido a participação do conselho em debates considerados relevantes, como é o caso da contratação de empresa para atuar como operador do futuro sistema público de televisão, e de fato existe uma área de sombra sobre se temas gerenciais deveriam ou não ser debatidos pelo colegiado.

Mas, com relação ao planejamento das atividades de 2011, a maior crítica é bastante objetiva: a ausência de um cronograma específico para o cumprimento das metas propostas pela direção da empresa. O único prazo citado no documento é o tempo de vigência do mandato da atual presidente Tereza Cruvinel, que expira em outubro deste ano. Assim, por uma questão prática, a diretoria se compromete a atingir os objetivos descritos durante a gestão da presidente. Os prazos internos para a execução de cada uma das metas, no entanto, não existem. E, o próprio comando da EBC faz um mea culpa logo no início do documento sobre este aspecto.

Segundo o relatório da diretoria da EBC, o "alto grau de imprevisibilidade" da operação de comunicação é o motivo da inexistência de uma previsão temporal sobre quando serão executadas as mudanças propostas na programação da EBC. "A gestão de canais de comunicação é regida por alto grau de imprevisibilidade, que se eleva no setor público em função dos regramentos jurídicos. Assim, evitaremos apresentar aqui um cronograma de mudanças na grade ou de estréias, embora tais movimentos devam acontecer, mediante conhecimento prévio do Conselho Curador", afirma a diretoria da estatal na apresentação do planejamento.

O Conselho Curador entende que a operação no ramo das comunicações é bastante imprevisível, mas a experiência das grandes empresas desse ramo mostra que há um esforço contínuo em tentar reduzir essas incertezas e que a fixação de um prazo continua sendo possível apesar das características peculiares desse mercado. Por isso, os conselheiros entenderam que o documento precisa ser reformulado, expondo um mínimo do plano concreto de trabalho que a EBC pretende adotar. O próprio documento indica que a estatal está produzindo um planejamento mais robusto, embora não esteja previsto o encaminhamento desta nova versão ao Conselho Curador.

Demanda atendidas

Procurada por esta reportagem, a presidente da EBC esclareceu que pretende atender as demandas do Conselho Curador, especialmente com relação aos prazos. Tereza Cruvinel, presidente da estatal, explicou que as informações solicitadas já estão sendo compiladas para a formulação do Relatório de Gestão e do Plano de Metas 2011, documentos que inicialmente seriam encaminhados apenas para os conselhos de administração e fiscal da EBC. "Nós temos todas as informações e só não colocamos (no Plano de Trabalho) porque não achamos pertinente no momento. Mas, se o Conselho Curador acha que é importante, nós encaminharemos. Eles mandam, nós cumprimos", afirmou Tereza.

Esses dois outros documentos devem ser finalizados até março deste ano, quando ocorrem as próximas reuniões dos conselhos. A EBC tem trabalhado para enviá-los aos conselheiros até o dia 14 de março, dez dias antes das reuniões agendadas para o mês, dando tempo para que os detalhes sejam analisados antes da deliberação. Com relação aos custos dos projetos, Tereza insistiu que essas informações, em princípio, não são relevantes para o debate no Conselho Curador. Na visão da presidente, a análise exaustiva feita desses dados pelos conselhos de administração e fiscal é mais do que suficiente para dar transparência à atuação da estatal. Esses dados são encaminhados e avaliados, inclusive, pelo Tribunal de Contas da União.

Tereza esclareceu ainda que a diretoria da EBC fez um balanço das atividades realizadas em 2010 para o Conselho Curador em setembro do ano passado, a pedido dos conselheiros. E, depois disso, não houve mais nenhuma solicitação de informações sobre o resultado das ações planejadas. "Se eles queriam uma segunda prestação de contas, deveriam ter pedido. Nós nunca nos recusamos a apresentar qualquer informação."

Saia justa

A rejeição da proposta anual da EBC ocorreu em uma ocasião delicada: durante a posse dos ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Helena Chagas (Comunicação Social) e Anna de Hollanda (Cultura) no Conselho de Administração da empresa. Apesar do clima ruim, conselheiros ouvidos por este noticiário fizeram questão de dizer que o posicionamento adotado na última terça-feira não representa qualquer tipo de desabono com relação à diretoria.

Tereza Cruvinel também entende que o episódio não gera efeitos nocivos à EBC, por estar centrado apenas em uma questão de procedimento administrativo. "O que seria negativo para a empresa é se houvesse algum questionamento sobre o conteúdo. Isso seria grave", ponderou a presidente. "Mas ninguém jamais apontou até hoje um conteúdo inadequado em nossa programação", complementou.

Para Tereza, o episódio revela a necessidade de deixar mais claro qual é o escopo de atuação do conselho curador da EBC. A lei de criação da empresa não entra em detalhes sobre até onde os conselheiros devem deliberar sobre a gestão da estatal. E esse perfil legal é compreendido pelos conselheiros como uma intenção do legislador de dar a mais ampla liberdade ao grupo. Mas, pelo que se pode perceber, o entendimento da diretoria não é o mesmo, tornando praticamente inevitável que conflitos dessa natureza continuem ocorrendo.

Finlândia oferece estágio para jornalistas recém formados

O Foreign Correspondents Programme, programa finlandês de estágio com duração de um mês , está com suas inscrições abertas. As vagas são para jornalistas recém formados e estudantes de Comunicação/Jornalismo. As inscrições vão até 31 de março de 2011.
Mais detalhes, clique aqui.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Curso online trata de monitoramento de mídias sociais

Desenvolvendo temas que capacitam o participante a planejar, implementar, mensurar e propagar ações de comunicação entre empresas e consumidores através das redes sociais, o curso 'Monitoramento de mídias sociais' vai abordar conceitos e o panorama das mídias digitais. A organização é da Escola de Comunicação do portal Comunique-se, e vai acontecer no dia 2 de março, das 19h às 22h, na modalidade EAD. O investimento é de R$ 90, e as inscrições podem ser feitas via www.escoladecomunicacao.com.br.

EM BRASÍLIA, 19 HORAS: Pela preservação da Voz do Brasil

Por Chico Sant’Anna e Beto Almeida em 24/2/2011, no Observatório da Imprensa

Eram 19 horas, mas Brasília ainda nem existia. Com a narração do locutor Luiz Jatobá e veiculado nas 50 emissoras de rádio existentes à época no Brasil, entrava no ar, pela primeira vez, em 22 de julho de 1935, o Programa Nacional, que mais tarde foi rebatizado de a Hora do Brasil e, atualmente, A Voz do Brasil.

Com as suas três denominações, A Voz do Brasil, informativo de abrangência nacional sobre as atividades dos três Poderes da República é hoje o programa radiofônico em operação mais antigo do mundo. Supera, inclusive, o Voci del Grigioni italiano (Voz dos Grisões italianos), criado pela Rádio e Televisão da Suíça Italiana, que data de 1939 e também teve denominações distintas.

A Voz do Brasil, certamente poderia entrar no Guiness Book por ser o programa radiofônico de maior penetração no território nacional, sendo transmitido em cadeia por 7.691 estações, já computadas as 3.154 emissoras comunitárias legalmente em operação (e, é claro, não considerando os boicotes e desrespeitos legais que muitas delas cometem).

Tramitação obscura

Na trajetória deste programa, que em 1938, foi rebatizado com o nome A Hora do Brasil, a temática nem sempre se limitou aos feitos governamentais. Houve época em que se incluía até notas internacionais, em especial sobre a Segunda Guerra Mundial. A linha editorial dos primeiros anos se baseava em três regras básicas: ser informativo, objetivo – não comentando as notícias – e não usar off, sempre citando as fontes noticiosas. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o programa nasceu para cumprir três finalidades: informativa, cultural e cívica.

Engana-se quem pensa que A Voz do Brasil é fruto do DIP, o Departamento de Imprensa e Propaganda criado por Getúlio Vargas. Embora tenha sido uma idéia do então presidente, a Voz é mais antiga do que o DIP, que nasceu em 1939, ou seja, quatro anos após Luiz Jatobá entrar com seu vozeirão nas residências de todo o país.

Em 1971, A Hora do Brasil se transformou em A Voz do Brasil e o formato existente atualmente conta com uma única edição diária, com uma hora de duração, das 19h às 20h. Os primeiros 25 minutos são dedicados aos fatos gerados pelo Poder Executivo. Os tribunais integrantes do Poder Judiciário Federal dividem cinco minutos. As duas Casas do Legislativo e o Tribunal de Contas da União partilham 30 minutos (20 minutos para a Câmara dos Deputados, 10 minutos para o Senado Federal, e o TCU tem direito a um minuto às quartas-feiras). Cada instituição é responsável pela elaboração do respectivo conteúdo.

Programa mais antigo do país é também o menos querido pela Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. Embora pesquisa do instituto Datafolha, feita em dezembro de 1995, informe que 88% dos brasileiros com idade acima de 16 anos conhecem o informativo, e que mais da metade dos ouvidos aprovava que a sua transmissão seja obrigatória pelas emissoras de rádio do Brasil, a Abert luta para pôr fim a essa obrigatoriedade.

Durante muito tempo, a estratégia da entidade representativa dos donos da mídia foi se valer de medidas judiciais para liberar a obrigatoriedade da transmissão. Depois que o assunto foi enterrado de vez pelo Supremo Tribunal Federal, acatando como justa e legal a obrigatoriedade da veiculação, os donos de rádio e TV atacaram via Legislativo.

Valendo-se do período eleitoral, quando o parlamentar não quer brigar com a mídia e o cidadão está com a atenção mais voltadas para a eleição, foi aprovado no Senado Federal um projeto de lei da deputada Perpétua Socorro (PCdoB-AC) que, em sua última versão, flexibiliza o horário de transmissão da Voz do Brasil, facultando a cada emissora escolher o horário fazê-lo, desde que não ultrapasse as 22h do mesmo dia.

O projeto, no seu nascedouro, não foi votado no plenário da Câmara dos Deputados. Talvez temerosos com o chamado "baixo clero", aquele que a mídia só cobre quando vira tema grotesco, os defensores do projeto conseguiram que ele fosse enviado diretamente para as comissões do Senado Federal. Em uma delas, foi relatado pelo senador Antonio Carlos Magalhães Filho, empresário ligado à radiodifusão na Bahia. Nem na tramitação da Câmara dos Deputados nem na do Senado o projeto foi submetido ao crivo do Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão do Congresso Nacional que, regimentalmente, deve analisar todas as propostas legislativas vinculada à temática.

Áreas rurais

Alguns poderão não gostar daquele refrão de O Guarani, de autoria de Carlos Gomes, mas são obrigados a reconhecer que A Voz do Brasil tem desempenhado historicamente importante papel na construção da unidade nacional. A partir de 1962, no processo de mudança da capital federal para Brasília, e com o advento do Código Brasileiro de Telecomunicações, o programa passou a veicular informações sobre o Legislativo, levando a todos os rincões do país as notícias dos feitos parlamentares já instalados no Planalto Central, independentemente de cor partidária, nem sempre alvo das atenções da imprensa tradicional. Nos anos de chumbo do regime militar, A Voz do Brasil foi o único veículo em que as oposições tinham espaço para verbalizar suas críticas.

A partir da Nova República, com as mudanças editoriais que recebeu, em especial a adoção de um foco mais jornalístico, o programa contribuiu para a transparência dos feitos públicos e converteu-se em verdadeiro instrumento de fiscalização popular. A Voz do Brasil é o único veículo de comunicação do país que informa aos brasileiros dos pequenos municípios a chegada de recursos para a merenda escolar, do Fundeb, dos repasses oficiais, dos programas da Agricultura Familiar, da Previdência Social etc.

Ouvindo o rádio, os cidadãos das áreas mais remotas do país podem melhor exercitar a sua cidadania, cobrando das prefeituras e câmaras municipais as medidas necessárias, já que os aportes federais de recursos públicos foram efetivados. Podem também tomar conhecimento das decisões judiciais e das fiscalizações do Tribunal de Contas, sem falar na crítica parlamentar, que nem sempre ecoa na imprensa comercial.

É notório que o setor radiofônico brasileiro não cumpre a lei que obriga que pelo menos 5% da programação sejam de produtos jornalísticos. É ridícula a quantidade de profissionais de imprensa contratados por esse setor, que recentemente foi alvo de anistia do Ministério das Comunicações por abuso do limite permitido de veiculação de publicidade. Para as 7.691estações, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho, não chegam a 2.300 radiojornalistas – ou seja, a cada cinco emissoras em operação, existe um profissional produzindo informação.

A investida dos radioempresários contra A Voz do Brasil se dá num momento em que eles acabam de conseguir a renovação de um acordo entre o Ministério da Educação e a Abert. Assinado originalmente pelo então ministro da Educação do governo Collor, Carlos Alberto Chiarelli – e renovado desde então –, o convênio define que as emissoras de rádio que operam em ondas médias não serão mais obrigadas a veicular a programação de ensino à distância do Projeto Minerva. Este projeto federal de ensino à distância, utilizado para reduzir o analfabetismo no Brasil, previa a veiculação de meia hora, todos os dias, entre 20h e 20h30, apenas nas emissoras de ondas médias. Pelo acordo, esta meia hora de educação gratuita foi transformada em 5 minutos no rádio e, na TV, em comerciais institucionais do Ministério da Educação. No MEC, o marketing fala mais alto do que a erradicação do analfabetismo.

Outra questão importante é que pesquisas apontam que A Voz do Brasil é hoje a única fonte de informação de 80 milhões de brasileiros, localizados principalmente nas periferias dos grandes centros, nas áreas rurais e nos municípios de pequeno e médio porte do Brasil e, em especial, nas áreas rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para o camponês, veicular A Voz do Brasil mais tarde é o mesmo de tirá-la do ar, pois ele dorme e acorda com as galinhas.

Patrimônio cultural imaterial

Por sua trajetória histórica, importância para a integração nacional e contribuição para a construção da cidadania brasileira, teve início em Brasília um movimento de preservação da Voz do Brasil. Nascido entre jornalistas e radialistas da cidade, o movimento conta com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Federação Interestadual dos Radialistas (Fitert), sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal e do Estado do Rio, sindicato dos radialistas do DF, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Central Geral de Trabalhadores do Brasil (CGT-B), CNBB, MST e outras entidades civis.

O movimento "Em Brasília 19 Horas" defende a preservação desse importante instrumento de comunicação e o seu tombamento como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O país não pode perder seu informativo radiofônico mais antigo do mundo. A proposta foi abraçada pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que já a apresentou na forma de projeto de lei. Este conta com apoio pluripartidário, dentre outros, do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e da senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM).

Além de classificar como patrimônio imaterial cultural do Brasil, o projeto de lei determina que seu horário seja obrigatoriamente das 19h às 20h, segundo o horário oficial de Brasília. Em última instância, trata-se da defesa de uma bem sucedida experiência de regulamentação informativa paradoxalmente ameaçada quando cresce na sociedade e no governo federal a consciência sobre a importância da regulamentação democrática das comunicações.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

UNESP abre seleção para Mestrado Acadêmico e Doutorado em Ciência da Informação

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Estadual Paulista - Unesp - câmpus de Marília, informa que estão abertas as inscrições, até o dia 01 de março, para o processo seletivo dos cursos de Mestrado Acadêmico e o Doutorado, a área de concentração "Informação, Tecnologia e Conhecimento".


Informações e inscrições:
Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp - Câmpus de Marília
Seção de Pós-Graduação
Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – Cx.P. 181
Campus Universitário
CEP 17525-900 – Marília - SP
Tel.: 14 - 3402-1336 Fax: 14 3402-1301
E-mail: posci@marilia.unesp.br
URL: http://www.marilia.unesp.br/posci/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Emprego: ANDI seleciona analista de mídia

A ANDI Agência de Notícias dos Direitos da Infância está selecionando candidatos para contratação, por tempo determinado, de profissionais para preenchimento de vagas ao cargo de: Assessor de Análise de Mídia.

O contrato é válido por 12 meses no âmbito do projeto: Adolescentes em conflito com a lei no foco da Imprensa Brasileira, alvo do convênio firmado entre a ANDI e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidêcia da Repúlica.

Os interessados devem enviar seus currículos para o email: selecaosdh@andi.org.br até o dia 28 de fevereiro, apresentando sua expectativa salarial.

Os candidatos devem preencher os seguintes requisitos:

Perfil: Curso superior completo ou em andamento, nas Áeas de Ciêcias Sociais, Ciências Políticas, Jornalismo, Relações Internacionais ou afins. Pede-se preferencialmente experiência mínima em análise de dados e conhecimento básico em software de estatísticas, além de familiaridade com temas ligados à agenda social. Domínio do pacote Office e Internet.

Jornada de Trabalho: 25h semanais (Parabéns Andi, respeitando a jornada dos Jornalistas)

UnB seleciona professor de Fotografia

A Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília está selecionando professor substituto/visitante de Fotografia. O edital para Seleção Pública Simplificada já foi lançado.
Exige-se do candidato possuir diploma de Doutorado e estar disponível para uma carga horária de 40 horas semanais.
As inscrições serão no período de 23 a 25 de Fevereiro/2011 no horário de 08:30 - 11:30 às 14:30 - 17:30.

Telefones para contato: (61) 3107 - 6521 / 3107 - 6522 / 3107 - 6627

Facebook seleciona profissional para relacionamento com jornalistas da rede social

Do Portal IMPRENSA

O site de relacionamento Facebook está a procura de um jornalista para atuar como auxiliar no desenvolvimento de projetos que ajudem jornalistas a utilizar a rede com mais eficiência.

A vaga é para o escritório central do Facebook, em Nova York (EUA), e o jornalista atuará em conjunto com o time de desenvolvimento de ferramentas de mídia do site.

O jornalista selecionado terá também que estabelecer um bom relacionamento com setores da indústria de mídia e do campo acadêmico para interar-se das últimas tecnologias e tendências de mercado. Ficará responsável também pela documentação do Facebook em relação ao jornalismo e deverá, a partir deste trabalho, desenvolver estudos e estatísticas.

Para ter acesso à descrição da vaga diretamente no Facebook, clique aqui.

China lança site de buscas para concorrer com o Google

Do Portal Imprensa

A agência de noticias chinesa Xinhua e a China Móbile lançaram nesta terça-feira (22) o site de buscas Panguso. Segundo o portal Huffington Post a nova ferramenta permite que o Partido Comunista tenha maior controle do que é acessado no país

Atualmente a China possui 420 milhões de internautas e o líder de buscas no país é o Baidu, com mais de 75% de mercado. Para especialistas a parceria pode resultar em algo comercialmente vantajoso, já que tanto a Xinhua quanto a China Móbile possuem uma grande base de assinantes.

O Panguso nasce disputando a segunda posição com o Google, que em março de 2010 havia encerrado o serviço na China, mas voltou em junho, após negociações com o governo.

Europeus estão preocupados com o custo do celular em viagens

Enviado de Lisboa por Martins Morim

Um inquérito divulgado hoje pela Comissão Europeia mostra que cerca de três quartos dos europeus estão preocupados com o custo da utilização do telemóvel quando viajam na UE. 72% dos viajantes ainda limitam as suas chamadas em roaming, devido às tarifas elevadas, ainda que a maioria saiba que os preços baixaram desde 2006.
Apenas 19% das pessoas que utilizam serviços ligados à Internet no seu telemóvel quando estão no estrangeiro consideram justo o custo das comunicações de dados em roaming (por exemplo, navegar na Internet ou ver o correio electrónico).
Os resultados do inquérito, assim como da consulta pública sobre o futuro do Regulamento relativo ao roaming, que terminou em 11 de Fevereiro (IP/10/1679), servirão de base para a revisão das actuais regras da UE em matéria de roaming, que a Comissão tem de efectuar até Junho de 2011.
O objectivo estabelecido pela Agenda Digital para a Europa (ver IP/10/581, MEMO/10/199 e MEMO/10/200) é tornar quase nula a diferença entre as tarifas do roaming e as das chamadas nacionais até 2015.

TV INESC produz programas quinzenais sobre agendas no parlamento e temas de interesse da sociedade civil.

Ambientalistas e acadêmicos defendem que a construção da usina de Belo Monte colocará em risco as populações indígenas e ribeirinhas, além de provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos.
Por esse motivo, a TV INESC traz neste programa algumas importantes questões referentes ao Belo Monte e seus impactos ambientais.

Clique aqui para assistir.

Inglaterra decide privatizar os serviços de Correios

Da EFECOM

El primer ministro británico, David Cameron, quiere que todos los servicios públicos del país puedan ser gestionados en el futuro por compañías privadas, con el objetivo de terminar con lo que llama "el monopolio del Estado".

Los cambios, adelantados hoy por el líder conservador en un artículo en el diario The Daily Telegraph y que se detallarán oficialmente en las próximas semanas, permitiría a entidades privadas gestionar escuelas, hospitales o servicios municipales como el mantenimiento de parques y carreteras y el cuidado de ancianos.

En el artículo en el Telegraph, Cameron defiende la necesidad de "un cambio completo" en el sector público para mejorar el servicio que se presta a los ciudadanos, y abre la puerta también a la participación de grupos de voluntarios y ong.

La idea del primer ministro es transformar los servicios públicos en el largo plazo sin tener que legislar cada vez que se quiera permitir a una empresa privada involucrarse en el sector.

A las empresas proveedoras se les ofrecerían contratos con una retribución en función de los resultados y con la garantía de un incremento de los ingresos a medida que aumente la calidad el servicio.

"Crearemos una nuevo concepto, respaldado por nuevos derechos para los usuarios de los servicios públicos y por un nuevo sistema de adjudicación independiente, de que los servicios públicos deberían estar abiertos a una serie de proveedores que compitan por ofrecer un servicio mejor", argumenta el primer ministro.

Cameron excluye del plan a la seguridad nacional y la judicatura -"donde esto no tendría sentido"-, pero defiende que "el resto de sectores pueda estar abierto a una diversidad real".

Los cambios, asegura, liberarán al sector público "de las riendas del control del Estado", reducirán la burocracia, generarán ahorro y permitirán terminar con una era de servicios "anticuados, verticales y en lo que hay que conformarse con lo que uno recibe".

Cameron argumenta que la calidad de los servicios en el Reino Unido ha descendido en los últimos años si se toman como referencia "países similares", y que eso se está notando en áreas como los índices de supervivencia del cáncer y los resultados escolares.

"Se pondrá el poder en manos de la gente. Los profesionales recuperarán su responsabilidad. Habrá más libertad, más posibilidades de elegir y más control local", explica el gobernante, que aclara que el Estado seguirá teniendo un "papel crucial".

El papel será "garantizar que la financiación y la competencia sean justas, y garantizar que todo el mundo, sin tener en cuenta su capacidad económica, tengan un acceso justo a los servicios".

El proyecto se ha bautizado como "Servicios Públicos Abiertos" y su objetivo principal será "imposibilitar que el Estado vuelva a los viejos malos tiempos del monopolio del Estado".

"Esta es una parte vital de nuestra visión de desmantelar el Gran Gobierno y construir en su lugar una Gran Sociedad", agrega.

El concepto de la Gran Sociedad es uno de los elementos centrales de la política de Cameron, un concepto con el que quiere dar una mayor participación y responsabilidad social en la gestión del país.

La oposición laborista y los sindicatos dicen que lo que esconde realmente esta política es una gran privatización encubierta de servicios públicos hasta ahora intocables en este país como el NHS, el sistema de Seguridad Social creado tras la II Guerra Mundial.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projeto que libera produção de biografias é reapresentada no Congresso

Do Portal Imprensa
O projeto de lei que prevê que a divulgação de informações de pessoas públicas em biografias voltou a ser apresentado na Câmara. Ele havia sido arquivado em janeiro em função do fim de legislatura. Conforme informou a deputada Manuela D'ávila (PC do B-RS) ao jornal Folha de S. Paulo "há uma contradição entre o que diz a Constituição, que garante a liberdade de expressão, e o Código Civil, que garante o direito de privacidade". A deputada agora é a atual autora do projeto que antes foi apresentado por Antonio Palocci.

Com a reapresentação o projeto ganha um novo parágrafo. "A mera ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica de pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública". Recentemente vários livros foram proibidos de serem publicados com base no artigo 20 do Código Civil que proíbe informações que atinjam a "honra, boa fama ou respeitabilidade".

No final de janeiro as editoras haviam lamentado o arquivamento do projeto e pediram um debate público sobre o tema para aprofundar e definir os limites para a publicação de biografias no país. Entre os casos mais emblemáticos está a proibição da distribuição do livro "Roberto Carlos em Detalhes", do jornalista Paulo César Araújo, recolhido em abril de 2007.

73% dos jornalistas argentinos apóiam nova Lei das Comunicações

Por Ingrid Bachmann, do Blog Jornalismo nas Américas

Uma pesquisa realizada pela consultoria Ibarómetro com jornalistas de diferentes meios de comunicação da Argentina revelou que 80% dos entrevistados consideram haver liberdade de expressão no país, noticiou a agência estatal Télam. Já 73% dos entrevistados disseram estar de acordo com a Lei dos Meios Audiovisuais, uma norma que vem gerando tensões e conflitos judiciais entre o governo e os grandes grupos de mídia argentinos.

De acordo com a agência El Vigia, 240 de 2 mil jornalistas responderam à pesquisa. Os entrevistados definiram o jornalismo argentino com palavras duras, classificando-o de medíocre, condicionado e ideologizado. Robert Cox, colunista do jornal Buenos Aires Herald, afirmou que o conflito entre mídia e governo colocou os jornalistas argentinos “em guerra entre eles mesmos”.

A Lei dos Meios Audiovisuais, aprovada em outubro de 2009, dividiu as freqüências de transmissão da mídia privada de rádio e televisão, a mídia estatal e os grupos da sociedade civil. A lei também limitou o número de licenças de rádio e televisão nas mãos de um mesmo proprietário, uma regra que vem sendo combatida por várias empresas de mídia. A norma, no entanto, conta com o apoio de vários setores da sociedade.

A norma vem tendo eco em outros países. No mês passado, o novo ministro das Comunicações do Brasil se manifestou contra a concentração das concessões dos meios de comunicação. Repercussões semelhantes são vistas na Bolívia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Opinião: 13 anos de legislação da radiodifusão comunitária: lutas, resistências e superações

Por Ismar Capistrano *

A lei da radiodifusão comunitária completou 13 anos, em 19 de fevereiro de 2011, num momento que as emissoras fortalecem sua organização em torno de entidades estaduais e nacional.
A luta pelo acesso a canais radiofônicos tem, no entanto, uma história bem mais longa no Brasil. Começa, nas décadas de 70 e 80, em radiadoras, instaladas em postes, árvores e torres de igrejas, e na coragem de alguns aventureiros ousando em colocar, na Frequência Modulada (FM), rádios livres, isto é, sem autorização do poder concedente.
Na década de 90, o movimento ganha novo impulso. O Brasil tem uma nova Constituição garantindo liberdade de expressão aos cidadãos. Também assina o Tratado de San José da Costa Rica sobre os Direitos Humanos, comprometendo-se em conceder autorização para associações comunitárias operarem rádios com até 250 watts de potência. O movimento social se anima, colocando no ar, milhares de emissoras, muitas vezes, apoiado pelo Judiciário que concede liminares, cautelares e até sentenças.
Os grandes empresários da comunicação reagem pressionando o Governo Federal que cede as ameaças não só legais, mas principalmente políticas. Não faltam policiais federais e agentes da Anatel para reprimir as emissoras. Centenas têm seus materiais equipamentos, locutores e diretores detidos e até vítimas de tortura e abuso de autoridade. Mas a resistência não cessa. Cada rádio fechada representa várias outras abertas. Só a repressão se mostra uma ineficaz arma.
Então quando não se pode com o inimigo, “alia-se”. Por esse motivo, passa a tramitar, no Congresso Nacional, a lei 9.612 que completou 13 anos no dia 19 de fevereiro de 1996. Articulada pela Frente de Deputados pela Radiodifusão, foi resultado do lobby de associações dos empresários de radiodifusão. O projeto traz proposições tão absurdas que só são compreensíveis quando se sabe que o objetivo é inviabilizar o serviço de radiodifusão comunitária. Ausência de proteção legal, potência de 25 watts, impossibilidade de propaganda, proibição de entrar em rede... as restrições predominam, mesmo assim a resistência persiste.
Fundada em 2001, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) passa a buscar a unidade das emissoras para superar essa situação completamente desfavorável e precária. Sem recursos e objeto do novo coronelismo político (como demonstra a pesquisa de professor Venício Lima da Universidade de Brasília), muitas emissoras sucumbem às perversas intenções de políticos, pequenos empresários e igrejas evangélicas.
Mesmo assim, experiências ricas brotam nesse árido terreno. A promoção da participação popular, o fortalecimento da identidade e a conscientização para saúde, cidadania e meio ambiente são papéis que muitas emissoras tentam exercer, ainda que com todas as intempéries.
A força das rádios comunitárias se ganha mais visibilidade no final da primeira década do século XXI, quando o movimento social começa a reivindicar a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A mobilização e pressão pelo evento, a organização de debates, audiências e conferências livres sobre o tema contaram com a indubitável participação das lideranças da Abraço. O resultado foi, na Confecom, a maior bancada do movimento social formada por delegados das emissoras comunitárias. Vestidos com camisas amarelas, os delegados das rádios conseguiram até interromper com palavras de ordem o tom frio e formal, fora do habitual, do presidente Lula no discurso de abertura do evento. Lula reconheceu a importância do serviço, mas alertou sobre a ação de políticos picaretas nas emissoras.
Notando a força das rádios comunitárias e sua importância para o evento, representantes da Casa Civil, Secretaria da Comunicação Social e Ministério da Comunicação, cederam aos apelos das lideranças da Abraço para assinar um termo comprometendo em atender as reivindicações de aumento de potência para as rádios comunitárias; criação da Subsecretaria de Radiodifusão Comunitária; abertura de aviso de habilitação permanente; agilização na tramitação dos processos; criação de representações estaduais do Ministério das Comunicações e revogação da legislação que considera crime a operação de emissoras sem a autorização; aumento do número de canais destinados às emissoras comunitárias, com a alocação de, no mínimo, três canais na faixa de 88 a 108 MHz; destinação de publicidade institucional e de utilidade pública considerando a lei e liberação de rede entre rádios comunitárias em casos de calamidade pública.
A promessa governamental parece que ficou, como historicamente acontece, só no papel. Durante o Congresso Nacional da Abraço, realizado nos últimos dias 20 a 22 de dezembro, com mais 400 delegados de rádios de 24 estados brasileiros, o secretário executivo do Ministério das Comunicações desconheceu a validade do acordo. Esse é o mesmo Governo prioriza a expansão da banda larga, ao invés de prosseguir com a regulação da comunicação, vítima do ilegal descaso que perdura três décadas.
No entanto, para quem há mais de duas décadas luta desafiando todas as intempéries possíveis e imagináveis, essa decepção está longe de abater o movimento que vive dois maiores desafios: produção qualificada e sustentabilidade. As rádios comunitárias precisam legitimar-se como emissoras de acesso público. Para isso, precisam prestar serviços fundamentais para o convívio social como a identidade local, o direito social à informação, a educação não formal e a expressão artística regional.
Para isso, é necessário romper com o profundo mal estar, conceito do filósofo colombiano Jesus Martín-Barbero, arraigado na base da cultura latino-americana. Como usar tecnologias de comunicação, originadas das inovações científicas da cultura escrita, sem o acúmulo e hábito da leitura? Essa questão se desdobra, nas rádios comunitárias, das seguintes formas: como promover a educação não formal com acesso precário à escrita? Como produzir uma programação qualificada sem o hábito da leitura? Como planejar roteiros sem o costume da escrita?
Somente investindo numa formação participativa e plural dos comunicadores e gestores comunitários pode-se superar essa situação. Assim, essas emissoras podem exercer o papel de não só dá acesso popular ao rádio, mas também produzir as informações locais e a conscientização para a saúde, para o desenvolvimento sustentável e para a cidadania.
Todavia, não é só formação que carecem as emissoras. Até mesmo para superar essa dificuldade é necessário pensar na sustentabilidade das emissoras. Sem patrocínio governamental para exercer um serviço de utilidade público, muitas rádios comunitárias são obrigadas a viabilizar-se com o apoio cultural do comércio local, submetendo-se à lógica empresarial. Outras se tornam alvo de igrejas e de grupos políticos eleitorais.
A pife acusação de que o financiamento público das rádios comunitárias compromete sua autonomia editorial só pode ser pensada numa condição de completa usurpação do Estado pelos interesses particulares, quando o Governo deixa de representar o público. E mesmo que essa situação seja freqüente o fortalecimento da comunicação comunitária pode ser uma porta de saída dessa deturpação.
* Professor de Comunicação, Jornalista, mestre em Comunicação
e coordenador executivo da Abraço-Ce

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Emprego: Instituto Ethos procura coordenador de comunicação

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, uma organização sem fins lucrativos, está selecionando um jornalista para trabalhar em Brasília como coordenador de Comunicação Social.
O salário não foi informado e, embora o instituto Ethos informa que zela pela ética empresarial, na vaga ofertada ele não respeita a legislação especifica para o setor, exigindo jornada de 40 horas, quando no máximo seria de 30 horas.
Veja abaixo o perfil da função:

Função: Coordenar, direcionar e acompanhar as atividades do projeto 'Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios', desenvolvido pelo Instituto Ethos, em suas atividades em Brasília (sendo responsável também por Cuiabá e Manaus).

Atribuições da Função:

  • Coordenação geral do projeto em Brasília;
  • Elaboração de relatórios técnicos e financeiros;
  • Coordenar a realização de todas as atividades do projeto em Brasília (reuniões, coordenação de comitês específicos e grupos de trabalho, articulação de parcerias estratégicas) dentro do cronograma proposto;
  • Acompanhar, quando desejável, as reuniões internas e externas do projeto fora de Brasília;
    Articular a comunicação com a coordenação geral do projeto e com parceiros estratégicos como empresas, organizações empresariais e da sociedade civil, consultores, órgãos públicos;
  • Coordenar a gestão financeira do projeto em Brasília e acompanhar a gestão financeira global do projeto;
  • Articular ações e iniciativas junto aos órgãos públicos municipais e/ou outros;
  • Coordenar a interface do projeto com as demais áreas do Instituto Ethos;
  • Coordenar as atividades de prestadores de serviço do projeto em Brasília;
  • Manter constante relacionamento com patrocinadores do projeto.
Experiências e Conhecimentos:
  • Formação superior completa, preferencialmente nas áreas de Comunicação, Ciências Sociais e afins, Administração Pública;
  • Experiência empresarial (desejável);
  • Experiência com os temas de mobilização social, articulação política, responsabilidade social empresarial e sustentabilidade;
  • Conhecimento das iniciativas para a integridade;
  • Experiência em ações junto às órgãos públicos;
  • Conhecimento da sociedade civil e movimentos sociais locais;
  • Experiência em relacionamento com clientes internos e externos;
  • Experiência em gestão e acompanhamento de consultorias;
  • Experiência em gerenciamento de projetos;
  • Inglês fluente (desejável);
  • Domínio de ferramentas de informática: Pacote Office e Internet.
Habilidades:
  • Bons conhecimentos nos temas de Responsabilidade Social Empresarial e de Sustentabilidade;
  • Iniciativa;
  • Compromisso com resultados;
  • Compromisso com a missão do Instituto Ethos;
  • Apurado senso estratégico e prático;
  • Senso de organização para cumprimento de prazos;
  • Boa comunicação escrita e oral;
  • Espírito de cooperação e trabalho em equipe;
  • Capacidade de negociação;
  • Capacidade de lidar com todos os níveis hierárquicos;
  • Habilidade para coordenar processos de forma participativa;
  • Postura ética;
  • Flexibilidade para desempenhar múltiplas tarefas;
  • Bom relacionamento interpessoal.
  • Características do cargo:
  • Período integral (40 horas semanais) A lei só permite 30 horas semanais !!!!;
  • Disponibilidade para início imediato;
    Disponibilidade para atuar em posto de trabalho próprio;
    Disponibilidade para viagens.
Interessados, cliquem aqui para se cadastrar à vaga.

SJP-DF cobra da Plansul pagamento de horas-extras de repórteres-cinematográficos da TV Senado

Do SJP-DF

Após a Plansul negar as irregularidades em mesa de negociação na Superintendência Regional do Trabalho, o presidente e o advogado do Sindicato dos Jornalistase foram ao escritório da Plansul no Senado verificar a forma de lançamento de horas extras na folha de ponto dos Repórteres-Cinematográficos.
Bastaram duas folhas de ponto escolhidas aleatoriamente pelos próprios representantes da empresa para comprovar a irregularidade. Na primeira, as horas extras registradas em relatório do Senado eram de 17h30. Ao verificar o relatório de viagem constatou-se que o legalmente estabelecido seriam 22h30. Porém, o tempo lançado na folha de ponto do repórter foi apenas 12 horas extras.

Na segunda folha, a constatação foi ainda mais impressionante: O relatório de viagem registrava 45 horas extras realizadas por um outro repórter-cinematográfico. Mas a contagem adequada a legislação revelava 60 horas-extras. Porém, o registro do ponto daquele mês não trazia uma hora extra sequer. Os representantes da empresa sequer localizaram a planilha respectiva daquele mês para saber a causa do equivoco.

Diante do quadro os representantes da Plansul se comprometeram a apresentar no próximo dia 16, diante de nova mesa de negociação na SRT, uma proposta para a regularização das horas extras passadas e das futuras. Caso a empresa não o faça por meio de acordo, em valores médios aproximados, o Sindicato acionará a justiça para que todas as horas extras sejam pagas com as multas e correções que a lei estabelece.

Um dos principais problemas na contagem das horas extras está na regra (ostensivamente divulgada) de que os deslocamentos em viagem não seriam computados como horas trabalhadas. Os representantes da Plansul alegaram que a regra era uma limitação contratual. O sindicato argumentou que essa interpretação era esdrúxula. Segundo os representantes a questão será levada com urgência ao gestor do contrato.

SJP-DF lança campanha para fiscalizar respeito aos direitos dos jornalistas

Do SJP-DF

O SJP-DF começa na próxima semana a campanha "Exigimos Respeito: lutando pela garantia dos direitos dos jornalistas do Distrito Federal". A ideia é fiscalizar o cumprimento dos direitos da categoria, desde as questões previstas na CLT até as obrigações estipuladas na Convenção Coletiva de Trabalho.

A campanha vai começar com visitas às redações para apresentar a proposta e distribuir uma cartilha que resume as garantias que os jornalistas possuem aqui no Distrito Federal. Com base nisso, os jornalistas vão ser convidados a avaliarem o respeito aos artigos de leis e cláusulas da CCT e, em caso de descumprimento, a enviarem relatos ou denúncias para a diretoria do Sindicato por meio do e-mail diretoria@sjpdf.org.br.

Cada caso será analisado e encaminhado pelas vias adequadas, o que poderá ir desde uma cobrança às direções das redações até ações judiciais. A partir desse processo coletivo de avaliação, a diretoria do SJP-DF vai aproveitar para já fomentar o debate sobre a negociação das claúsulas que serão negociadas na Data-Base 2011.

Cepos e Unisinos abrem inscrições para especialização 'Televisão e Convergência Digital'

Do SJP-SC

A discussão em relação à TV diz respeito às importantes inovações tecnológicas que a tornam a mídia central neste momento: a convergência tecnológica. Assim, tanto na programação quanto na oferta de serviços viabilizada pela convergência, a TV digital torna-se uma fonte múltipla e rica de possibilidades ao despertar o forte interesse do mercado em atender o consumidor frente a essa realidade completamente nova. Pensando nisso, a especialização em Televisão e Convergência Digital está possibilitando aos Profissionais da área de Comunicação Social interessados em avançar na concepção e aplicação de estratégias do planejar e desenvolver TV digital a oportunidade de cursos de atualização e aperfeiçoamento a partir de módulos sintonizado s com a realidade atual dessa mídia.

O curso será realizado na sextas à noite e sábado durante o dia, em uma média de dois finais de semana com aulas e um sem. Segundo o professor Valério Brittos, coordenador desta pós-graduação, a proposta envolve também o desenvolvimento prático de produtos e projetos, em uma perspectiva de convergência. "Trabalhamos a televisão que se espalha em todos os lugares e está também na Internet, sendo esta especialização uma oportunidade para a projeção de canais digitais para todo tipo de organização, privada e pública", ressalta. A composição dos módulos traz um conjunto de subsídios teóricos e práticos sobre todo processo, a fim de tornar o aluno auto-suficiente. Os módulos I, II e V focam principalmente teoria, por seu caráter crítico, históric o e conceitual, enquanto os módulos III, IV e VI promovem a aplicação dos conteúdos teóricos simultaneamente à prática. Contudo, a idéia é de, em todos os módulos, apresentar a teoria constantemente conectada com as questões empíricas do planejar e fazer televisão.

A pós em Televisão e Convergência Digital da Unisinos é resultado de estudos de quase 10 anos sobre o tema do Grupo de Pesquisa Cepos, coordenado por Brittos. As inscrições podem ser feitas na Central de Relacionamento Unisinos - 1º piso do Centro Administrativo, pelo site do curso - www.unisinos.br/especializacao/televisao_digital - ou via Correios. As inscrições vão até 19 de março. O curso está sendo ministrado em Porto Alegre na Unisinos Design junto ao Colégio Anchieta, e conta com a participação de renomados profissionais da área.

Emprego: oportunidades na Sport TV e na NHK-TV

SporTV seleciona jornalista para cobertura das Olimpíadas de 2012

O canal a cabo SporTV está realizando a segunda edição do 'Passaporte SporTV', que tem como principal objetivo identificar jovens talentos do Jornalismo para serem correspondentes internacionais e participarem da cobertura das Olimpíadas de 2012.
As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de março em zeus.e-hunter.com.br.



Tv japonesa NHK quer produtor de Jornalismo para a América Latina

A TV japonesa NHK está com seleção aberta para produtor, basicamente fazer produção de TV como assistente da correspondente para reportagens em toda a América Latina. Isso inclui pensar em pautas e monitorar o que está acontecendo na região. As reportagens são exibidas no Japão em diversos programas da emissora.
É necessário dominar Espanhol e Inglês, com disponibilidade para viagens.
O salário é de R$ 3.500, com contratação via CLT.
Os interessados devem enviar currículo para nhk.vaga@gmail.com.

Oração do Repórter em Homenagem ao seu Dia

Oração do Repórter

Luiz Martins da Silva



Pai Nosso, que estais no Céu,

Credenciado seja o Vosso Nome.

Venha a nós a Vossa força,

Para cumprirmos a pauta

Com acerto e dignidade,

Pois nossa missão é a prece

De transmitir a verdade.

Perdoai os nossos erros,

Quando apontamos os dos outros.

Compreendei a nossa pressa,

a alma de nossa carreira.

Protegei essa maneira

De entregar Vossa mensagem.

Amém.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TV Senado pode ser captada no DF pelo celular

Desde quarta-feira (16), a TV Senado passou a transmitir sua programação a telefones celulares - a princípio no Distrito Federal. Em breve a emissora dará início a multiprogramação por meio dos canais digitais abrindo a exibição simultânea e diferenciada de três novos canais. Até hoje, a TV Senado transmitia apenas um evento por vez, já que só dispunha de um canal.

O presidente Sarney explicou que, assim que a multiprogramação estiver disponível, os cidadãos poderão escolher a que comissão assistir selecionando os canais 50.1 (principal), 50.2, 50.3 e 50.4, captados em UHF e conversor digital. Ele disse que inicialmente a subprogramação do 50.4 será cedida à TV Câmara.

Ele lembrou que a TV Senado, além de operar em sistema digital, está disponível em todo o país por cabo, e em sistema UHF analógico e aberto. Também pode ser captada em antenas parabólicas e está em 11 capitais com transmissões abertas e gratuitas.

Para acessar a TV Senado no celular, é necessário aparelho apropriado para a recepção do sinal.

Saiba como sintonizar a TV Senado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Parceria STF TV Cultura de locação de mão de obra segue até 30/07

Do M&M Online

O Supremo Tribunal Federal determinou à TV Cultura que prorrogue a prestação de serviço para a exibição do conteúdo da TV Justiça até o dia 30 de julho. A intenção é ganhar tempo até que o órgão consiga escolher, por meio de uma licitação, um novo prestador para executar o serviço. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira 11 do jornal Folha de S.Paulo.
O contrato entre a Fundação Padre Anchieta e a TV Justiça tinha o valor de R$ 17 milhões por ano. Em janeiro, o presidente da Fundação, João Sayad, declarou que a TV Cultura passará por um processo de “enxugamento” e que voltará sua grade para a veiculação de produções independentes. Do conteúdo próprio, deverão permanecer apenas as atrações infantis e outros programas tradicionais da casa, como o Roda Vida. Dessa maneira, os contratos com a TV Justiça e a TV Assembleia seriam encerrados.
Nesta semana a emissora enviou um comunicado à imprensa informando a demissão de 150 funcionários. A medida tem o intuito de reduzir os custos e adequar a estrutura da TV Cultura para esta nova fase.
Com a prorrogação do contrato com a TV Justiça, entretanto, cerca de 200 funcionários que atuam nesta área deverão permanecer, no mínimo, até a metade de 2011 na empresa.

Meu comentário.

É inadimissivel que o STF continue terceirizando mão de obra para manter em funcionamento seus meios de comunicação. Senado Federal e Câmara dos Deputados há muito contam com seus profissionais concursados, escolhidos pelo mérito~, sem interferência política.
O STF chegou a lançar um edital que previa a seleção de cerca de 80 profissionais de comunicação, mas Gilmar Mendes - aquele que é contra jornalista diplomado - decidiu suspender a seleção.
O STF deveria aproveitar a prorrogação deste contrato de locação de mão de obra com a TV Cultura para relançar o edital do concurso.
Não o fazendo, passa a imagem de temer a independência editorial de profissionais que não dependeriam de apadrinhamento político.

Internet:Terra lidera faturamento publicitário

Do M&M Online

Entre os seis portais monitorados pelo Ibope para consolidar o ranking de compra de mídia digital, o Terra foi o que registrou maior faturamento.
O Terra respondeu por 31,5% do total, seguido por MSN (23,2%), Yahoo (14,7%), Globo.com (13,3%), iG (12,1%) e UOL (5%). Cerca de 4,5% do investimento monitorado pelo Ibope nestes portais foi feito diretamente pelos anunciantes, sem intermédio de agências.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cabo conecta Jamaica com Cuba e Venezuela no Caribe

Da Agência Estado

Uma extensão de um novo cabo submarino de fibra ótica que conecta Cuba à Venezuela chegou agora à Jamaica. O governo venezuelano anunciou hoje que o cabo, agora com 1.850 quilômetros de extensão, foi instalado ontem no povoado jamaicano de Ocho Ríos. Um segundo segmento levará o cabo a outras nações caribenhas.
O governo da Jamaica não se pronunciou sobre o anúncio venezuelano. O projeto de US$ 70 milhões é realizado pela empresa francesa Alcatel-Lucent por encomenda das companhias estatais de telecomunicações de Venezuela e de Cuba. A expectativa é de que o cabo, que chegou a Cuba na semana passada, esteja totalmente operacional a partir de junho ou julho.

Portais noticiosos e Google controlam 75% do tráfego de internet no Brasil

Do blog Jornalismo nas Américas

A navegação de grande parte dos internautas brasileiros começa pelos portais de notícias, segundo apresentação da agência JWT durante o evento Social Media Week, realizado em São Paulo. Sites como Globo.com, Terra, iG e UOL são responsáveis - ao lado do serviços de busca Google, Orkut e Youtube - por 75% de pageviews no Brasil, informa agência com base em dados levantados pelo instituto de pesquisa (Ibope).

Sem as ferramentas do Google, metade do tráfego de usuários brasileiros na web está centralizada em veículos de imprensa. “Eles (portais) ensinaram o brasileiro a navegar e souberam manter o tráfego”, diz Ken Fujioka, vice-presidente de planejamento da JWT, em matéria reproduzida pelo portal de comunicação Comunique-se.

O resultado desta ampla aceitação do público, como avalia a agência, enfraquece o espaço dos blogs nas mídias digitais. Os blogueiros que conquistam a audiência são incorporados aos grandes portais. “Quanto mais fragmentada a audiência, mais propício é o ambiente para que os blogs sejam influentes. E no Brasil a internet é muito concentrada", entende Fujioka.

No país, a mídia online é concentrada assim como a mídia chamada "offline". Do mesmo modo em que há cinco grandes canais de TV, no país, há também sete sites "majors". Segundo o Ibope: UOL, Terra, iG, Globo.com, Google (incluindo busca, YouTube e Orkut), Microsoft Live e Yahoo!, analisa Laís Prado no artigo “JWT avalia mídia social x tradicional”, publicado em seu blog CCSP.

Outro questionamento do estudo é se a mídia tradicional é pautada pelas mídias sociais e a conclusão é que, aparentemente, isso acontece pouquíssimo, sendo as mídias sociais mais usadas como fonte de pesquisa. O estudo levanta algumas hipóteses para justificar a relação entre as mídias sociais e as tradicionais. Pela análise publicada na Folha de São Paulo, apesar do frisson em torno das mídias sociais, a pesquisa demonstra que no país, elas ainda são muito pouco influentes, servindo mais como uma caixa de "ressonância" ao repercutir notícias geradas pela mídia tradicional.

Segundo o relatório, a maioria do que se fala em mídias sociais é de caráter pessoal, especialmente fora dos blogs - estes sim teriam um compromisso, em geral, com a busca por conteúdo original. Nos EUA, diz o estudo, isso acontece mais do que no Brasil. Blogs são fontes de informação, dão furos, investigam: o TMZ foi o veículo que avisou ao mundo que Michael Jackson tinha morrido, o Gizmodo conseguiu um iPhone 4 roubado, Barack Obama conseguiu com sucesso usar as redes sociais e os blogs movimentam milhões nos EUA (vide Huffington Post, agora comprado pela AOL).

O hábito de navegação do brasileiro ainda passa bastante pelas homepages dos portais, que tiveram a competência de criar esse hábito e de mantê-lo até hoje e portanto são poucos os blogs independentes com audiência relevante, aponta o estudo.

Para elaborar a pesquisa, a JWT realizou entrevistas e analisou o arquivo das reportagens de 2010 do "Jornal Nacional" e das revistas "Época" e "Veja". Foram analisadas 7.418 matérias. Nas mídias sociais, foram analisadas as ferramentas Google Trends, Google Em Tempo Real e os relatórios de assuntos populares divulgados no final do ano pelo Twitter e pelo Facebook.

Estágio para estudantes de Jornalismo nos EUA

O International Center for Journalists está selecionando estudantes internacionais de Jornalismo para estagiar em Washington num período de 12 a 14 semanas, entre junho e agosto, na Scripps Howard Foundation Wire, um serviço de notícias no qual estudantes têm a oportunidade de cobrir eventos em Washington e escrever matérias que podem via a ser publicadas em jornais nos EUA.

Outras informaçõess sobre como participar, clique aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Brasil é o 8º em número de internautas no mundo

Do Pay-TV

O Brasil é o oitavo país no mundo em número de internautas, tendo passado o Reino Unido em outubro de 2010. O dado é da pesquisa Estado da Internet no Brasil, da ComScore, que apontou a existência de 40 milhões de internautas no país no final de 2010, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Segundo Alex Banks, gerente geral da Comscore Brasil, a tendência é que o número de internautas brasileiro passe rapidamente o da França, colocando o país entre os sete que mais acessam a Internet. A pesquisa da Comscore, vale destacar, contabiliza apenas o uso da Internet por pessoas de mais de 15 anos de idade, em casa ou no trabalho, descartando o uso da Internet em lan houses, por exemplo.

A Comscore calcula que o número atual de internautas seja de 45,1 milhões, projetando o número de internautas com 6 ou mais anos de idade, mas ainda em acesso residencial ou no trabalho. Segundo Banks, que fez apresentação à imprensa nesta quarta, 9, levando em conta o uso da Internet em outros ambientes, o números de usuários brasileiros chega a 77,3 milhões.

Além de despontar no volume de acesso, o Brasil também se destaca no tempo gasto conectado. O internauta brasileiro passa, em média, 24,3 horas por mês conectado, o que representa duas horas a mais que a média mundial.

No consumo de vídeo online, o internauta brasileiro também está acima da média. A pesquisa da Comscore mostra que o Brasil é o quinto país mundial em acesso ao Youtube, e deve chegar à quarta posição em poucos meses. Segundo Banks, o consumo de vídeos no Youtube no país apresentou crescimento ainda maior que o de acesso à Internet. A audiência do portal de vídeos no Brasil cresceu 33% no período de um ano, aponta ele.

Jornais brasileiros planejam cobrar por versão para iPad.

Do blog Jornalismo nas Américas

Os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo começarão a cobrar por seus aplicativos para o iPad, até agora gratuitos, informou o Macworld Brasil. Segundo o site, a cobrança começaria ainda no primeiro semestre de 2011. “Essa nova edição do aplicativo já estava planejada. Não foi feita por causa de nenhuma determinação da Apple. Anteriormente era um período de testes, de amadurecimento do aplicativo”, explicou o diretor de produtos digitais do Grupo Estado, Nicholas Serrano.

Isso porque a Apple enviou uma carta a jornais de pelo menos cinco países europeus proibindo as publicações de oferecer aos assinantes da versão impressa acesso gratuito aos aplicativos para iPad, explicou a Folha de S. Paulo. De acordo com o diário, os veículos temem que esse tenha sido apenas o primeiro movimento rumo a um monopólio da Apple na venda dos aplicativos dos jornais para o tablet. "É o que acontece hoje com a comercialização de aplicativos para os produtos da Apple. Tudo é centralizado no iTunes, que fica com 30% do valor do negócio", acrescentou a Folha. A Associação Europeia de Editoras de Jornais já se pronunciou contra essa possibilidade.

O Globo e o Estadão lançaram suas versões para iPad ainda em abril de 2010, mês em que o tablet foi lançado nos Estados Unidos. A Folha o fez no mês seguinte. As vendas do aparelho da Apple no Brasil só começaram oficialmente em dezembro do ano passado.

Essa polêmica se fortaleceu após o lançamento do Daily, jornal exclusivo para o iPad, nos Estados Unidos.

No Brasil, o primeiro jornal exclusivo para iPads está em fase de testes, segundo o informativo semanal Jornalistas & Cia. A equipe está sendo montada. O nome da publicação, que circulará duas vezes ao dia, é mantido sob sigilo. A previsão é de que seja lançada em março. Segundo a revista Meio e Mensagem, estima-se que haja entre 50 mil e 100 mil usuários de iPad no Brasil.

Este blog é produzido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas em Austin, e financiado pela John S. and James L. Knight Foundation.

Canadá oferece bolsas para jornalistas latino-americanos

Estão abertas as inscrições para bolsa de estudos no Massey College, ligado à Universidade de Toronto. A promoção é da ONG Jornalistas Canadenses pela Liberdade de Expressão em parceria com o Scotiabank e é voltada a jornalistas da América Latina e do Caribe. O objetivo é melhorar o entendimento da liberdade de expressão no Jornalismo
realizado nas Américas. Os interessados em participar têm até o dia 1º de março para efetuarem inscrição no site da ONG canadense.

Para participar é preciso apresentar um plano de estudo de um tema ligado à liberdade de expressão, escrever uma declaração sobre a experiência profissional e os planos futuros na carreira, exemplos de seu trabalho jornalístico, além de anexar três cartas de recomendação e uma declaração de apoio do atual empregador. Além disso, os
candidatos devem ter pelos menos sete anos de experiênciaprofissional.

Os aprovados passarão de 6 de setembro de 2011 a 30 de abril de 2012 no Canadá. A bolsa inclui taxas, passagem de ida e volta, moradia, alimentação e seguro médico.


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Censura: Europa pede que canal palestino de TV saia do ar

Após ter tomado conhecimento de que o canal de televisão palestino do Hamas, Al Aqsa TV, estava a ser difundida pela Eutelsat, cuja sede social se encontra em França, a Comissão Européia pediu às autoridades francesas de fazer o necessário para que a difusão seja, o mais cedo possível, interrompida.
Al Aqsa TV apresenta os pontos de vista dos habitantes de Gaza no que diz respeito ao ataque pirata contra a frota da Liberdade. Segundo a Comissão, trata-se de uma «incitação ao ódio».
Em 2003-06, antes de atacar o Líbano, Israel mobilizava os principais agentes de informação na Europa e nos EUA de forma a impedir a difusão do canal de televisão do Hezbollah.
Na França, uma campanha de imprensa acusava o canal Al-Manar de «anti-semitismo». O resultado foi que, embora as acusações terem sido provadas falsas pela investigação penal, a televisão do Hezbollah foi na mesma interdita pelo Conselho de Estado sob a acusação de «perturbar a ordem pública»

Últimos dias para envio de artigos para Revista em inglês da ALAIC

Enviado por Fernando Paulino

O Journal of Latin American Comunication Research (JLACR), publicação científica em inglês da ALAIC – Associação Latino-Americana de Investigadores de Comunicação recebe trabalhos até 15 de fevereiro. A revista, apoiada pelo Programa Interncional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) da UNESCO, terá sua primeira edição em junho de 2011, com o tema “Liberdade de expressão e o pluralismo da mídia na América Latina”.
Estão sendo aceitos artigos em português, espanhol e inglês que debatam: Como é o desenvolvimento dos meios de comunicação na região? Como é a relação dos governos e da imprensa? Quais são os limites da liberdade de expressão nos países latino-americanos? Qual é o impacto das novas tecnologias sobre o desenvolvimento da liberdade de expressão? Como está sendo incorporada raça, ideologia política e do pluralismo na comunicação social? Como discursos da mídia promovem a integração na região? Quais são os principais indicadores do pluralismo na comunicação social?

Sobre a publicação
A JLACR é uma revista semestral acadêmica, que tem como principal objetivo analisar e promover os estudos sobre os processos comunicacionais da América Latina. A revista científica inclui temas gerais da mídia e da comunicação de massa, bem como a comunicação interpessoal e digital, vistos por diferentes pontos de vistas. A JLACR aceita artigos originais, principalmente derivados da investigação social, e outras propostas, como dissertações teóricas, revisões de literatura e análises de pesquisas anteriores.

Mais informações no site www.alaic.net/journal

TV Câmara debate cobertura da crise no Egito

Edição extra do programa Comitê de Imprensa da TV Câmara vai debater com dois jornalistas que cobriram a revolta nas ruas do Cairo a crise do Egito.
A cobertura da rebelião popular no Egito trouxe à discussão a segurança dos jornalistas em situações de crise e de risco de vida, como aconteceu com uma equipe da EBC, a Empresa Brasileira de Comunicação, que teve dois repórteres presos e ameaçados de morte por agentes do esquema de repressão de Hosni Mubarack. Nessa edição extra do programa Comitê de Imprensa da TV Câmara, Paulo José Cunha conversa com dois jornalistas que estiveram nas ruas do Cairo, cobrindo a revolução que sacode o Egito: o enviado especial da Folha de S.Paulo ao Cairo, Samy Adghirni, e o enviado da TV Brasil , o repórter Corban Costa, que esteve preso na capital egípcia.

Estréia: segunda-feira, 14 de Fevereiro, às 23h
Reprises:
Terça-feira, 15 de Fevereiro, às 5h30
Quarta-feira, 16 de Fevereiro, às 9h30
Quinta-feira, 17 de Fevereiro, às 22h
Sexta, 18 de Fevereiro, às 6h30

Brasil e Venezuela conectados por cabo de fibra ótica

Brasil y Venezuela instalaron este viernes, 11/2, un cable de fibra óptica que permitirá ampliar el intercambio económico entre ambas naciones y democratizar las telecomunicaciones.

“Esta interconexión es más que la posibilidad del encuentro y del desarrollo, es la infraestructura de nuestra América, es el espacio de flujo de nuestras comunicaciones, de una economía complementaria y de la plena integración”, explicó el ministro venezolano de Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias, Ricardo Menéndez.

Indicó que Venezuela es vanguardia en la región en este tipo de tecnologías y destacó que se ha logrado llevar hasta Brasil mil 700 kilómetros de fibra óptica. El ministro comentó que el proyecto permitirá ampliar el intercambio económico entre ambas naciones y democratizar las telecomunicaciones. Anunció que se tiene previsto instalar en Venezuela 18 mil kilómetros de fibra óptica en el 2012.

Señaló que Venezuela ha crecido 20 por ciento en este sector en los dos últimos años, por lo que existe un sistema interconectado en todo el territorio. A esto se adicionan otros elementos en términos de las visiones geopolíticas, estratégicas y económicas de Venezuela como la posibilidad de integración y de soporte de las telecomunicaciones y de las interconexiones.

Citó a manera de ejemplo la llegada a las costas venezolanas de siete cables submarinos, y que uno de ellos fue trasladado recientemente hacia Cuba y Jamaica, el cual se interconectará con el resto del mundo. Este viernes, la Compañía Anónima Nacional Teléfonos de Venezuela (Cantv) finalizó la interconexión de fibra óptica con Manaos (norte de Brasil), a través de un cable de transmisión de banda ancha de internet con capacidad para 10 gigabytes.

La banda ancha de Internet beneficiará a más dos millones de brasileños.

El proyecto permitirá a Venezuela convertirse en la central de conexiones con otros países. El cable de fibra óptica provee servicios de navegación, telefonía, imagen y voz a las comunidades de Boa Vista y Manaos, en el norte de Brasil. El cableado partió desde Santa Elena de Uairén (sur de Venezuela) donde está ubicado el centro de interconexión.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BH tem escola livre de cinema

Prosseguem abertas as matrículas para o 1o. e 2o. períodos do Curso de Formação em Cinema da ESCOLA LIVRE DE CINEMA - E.L.C./BH. A seguir, relacionamos várias informações. Esperamos que elas sejam de seu interesse e/ou que você nos ajude a divulgá-las repassando à quem possa vir a gostar da nossa proposta de curso.


E.L.C./BH - 2011 - Ano IX - CURSO DE FORMAÇÃO EM CINEMA

Voltado àqueles que têm interesse em conhecer mais sobre cinema (filmes, gêneros, diretores); àqueles que desejam aprender técnicas para a realização de filmes e vídeos, ingressando profissionalmente na área e àqueles que já trabalham no meio audiovisual, mas buscam aperfeiçoamento, a ESCOLA LIVRE DE CINEMA - E.L.C./BH criou o Curso de Formação em Cinema, com duração total de dois períodos (semestres), divididos em disciplinas sequenciais, onde aspectos de linguagem, conhecimento técnico e pesquisa histórica se interagem e se complementam. Um conceito moderno de ensino, uma vez que tempo e custo são otimizados em prol do aluno.

No decorrer de um ano de curso, o aluno passa por diversos módulos (disciplinas) que compõem o processo da realização cinematográfica, através de uma dinâmica teórica e prática.

Ao final de cada semestre, como estágio, cada turma de 1o. período participa de um filme curta-metragem. As turmas de 2o. períodos realizam dois filmes, sendo um deles em caráter experimental.

CURSO DE FORMAÇÃO EM CINEMA - entrada no 1o. sem./2011

-> INÍCIOS DAS AULAS: 07 de fevereiro.

-> 1o. PERÍODO: fevereiro a julho - 2o. PERÍODO: agosto a janeiro/12.

-> TODAS AS DISCIPLINAS - 1o. e 2o. períodos.

-> DIAS DE AULAS: 1o. período (segundas, quartas, sextas) - 2o. período (terças e quintas).

-> TURMAS: Manhã (9:30 às 12:00h), tarde (15:00 às 17:30h), noite (19:30 às 22:00h).

Maiores informações e matrículas:

ESCOLA LIVRE DE CINEMA - E.L.C./BH
Rua Bocaiúva, 91 - Santa Tereza
Belo Horizonte - MG - CEP: 31010-320
Tels.: (31) 3466.4721 / 9951.9902
Site: www.escolalivredecinema.com.br

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quem é quem na Comunicação Social do GDF

Do Jornalismo & Cia

Com a posse, há pouco mais de um mês, do governador Agnelo Queiroz (PT), novos profissionais se integraram à Comunicação do Buriti: Samanta Sallum assumiu a Secretaria de Comunicação, tendo Mariana Ramos como adjunta. Samanta atuou como assessora de imprensa de Agnelo durante a campanha. Antes, foi repórter especial e editora de Cidades no Correio Braziliense e passou ainda pelo Jornal de Brasília. Naiobe Quelen (ex- Correio Braziliense) está na Chefia de Gabinete; e Mariana Vicara e Natascha Dalmolin, na Assessoria de Imprensa (61-3961-1557). O novo governo também criou a Agência Brasília (http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/), com o objetivo de divulgar informações de interesse público. A equipe responsável pela produção de conteúdo jornalístico pertence ao quadro da Subsecretaria de Imprensa, criada no ano passado por meio do decreto que também fez nascer a Secretaria de Estado de Comunicação Social do Distrito Federal (antes Agência de Comunicação Social). Estão na equipe da agência a repórter Renata Moura, a estagiária Ailane Silva, Sérgio Dutti (ex-Estadão) na Chefia da Fotografia e a repórter fotográfica
Mary Leal. Na comunicação social da administração do Cruzeiro responde Jussiara Cavazzo.

Dos 150 demitidos da TV Cultura, 11 são jornalistas

Do Jornalismo & Cia


Dos 150 demitidos da TV Cultura, 11 são jornalistas. Do Jornalismo, saíram as repórteres Carmen Amorim e Mariana Lara, as editoras do Vitrine Silvia Calza e Silvia Martinez, a apresentadora Laila Dawa, o editor-chefe do Grandes Momentos do Esporte Helio Alcântara, o produtor do Metrópolis
Guilherme Fontana, além do radialista Alexandre Patriarca (produtor) e de Debora Pacheco, da área administrativa. Também duas assessoras de imprensa deixaram a empresa: Aline Cerri e Silvia Vivona.

Huffington Post, comprado pela AOL, planeja expandir-se no Brasil

Do Opera Mundi

A companhia norte-americana AOL anunciou nesta segunda-feira (07/02) um acordo para a compra do jornal digital The Huffington Post por 315 milhões de dólares, informou em nota a empresa. Entre os planos da nova empresa, chamada The Hufington Post Media Group, está a criação do Huffington Post Brazil, segundo a fundadora do diário digital, Arianna Huffinnton.

A versão brasileira seria uma das primeiras prioridades no projeto de expansão internacional do site, segundo Arianna, que relacionou também planos de criar novas seções, aumentar a produção própria de vídeos e dar maior destaque para seções locais e de serviços.

De acordo com a fundadora do Hunfington Post, o negócio consiste numa "fusão de visões" que originará a criação de um grupo de media que integrará conteúdo de ambos os sites.

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Já o presidente e diretor executivo da AOL, Tim Armstrong, disse que a fusão "criará uma empresa de mídia americana de nova geração e de alcance global". "Juntas, nossas empresas abraçam o futuro digital e se convertem em um destino digital que facilita experiências incomparáveis tanto para os consumidores como para os anunciantes", completou.

A operação, porém, ainda depende da aprovação das autoridades norte-americanas e deve ser completada no segundo trimestre de 2011. Segundo a AOL, 300 milhões de dólares serão pagos em dinheiro e o restante em ações.

O Huffington Post, fundado em 2005, é um site que une conteúdos de blogs, análise e notícias cotidianas. Atualmente, 25 milhões de usuários únicos acessam o site mensalmente. Com a fusão com a AOL, que atua conjuntamente com sites como Engadget, TechCrunch, Moviefone, MapQuest, Black Voices, PopEater, AOL Music, AOL Latino, AutoBlog, Patch e StyleList, estima-se que 117 milhões de usuários visitem o site apenas nos Estados Unidos e 270 milhões ao redor do mundo.

“Continuamos viajando rumo à mesma direção, com as mesmas pessoas a bordo, com os mesmos objetivos, mas agora estamos indo muito, muito mais rápido”, afirmou Arianna.

Os investidores da AOL, porém, não reagiram positivamente a fusão. Após o anúncio de compra do Huffington Post, as ações da AOL caíram 4,01%, para US$ 21,06, o valor mais baixo desde 12 de agosto de 2010.

Jornalistas do DF têm Pré-carnaval no Clube de Imprensa

Os jornalistas já têm longa história no carnaval de Brasília. Primeiro, veio o Pacotão, que se tornou um dos blocos mais tradicionais da cidade. Mais recentemente, o Suvaco da Asa e o Nós que nos Amamos Tanto também viraram referências na folia do DF.

Para reunir todas essas atrações e mais outras, o Sindicato dos Jornalistas do DF e o Clube da Imprensa promovem, no próximo sábado, o Pré-carnaval da Imprensa. Além dos três blocos, a animação vai ser feita pelo grupo de percussão Batukenjê e pelos Acadêmicos da Asa Norte.

A festa acontece no próprio Clube da Imprensa e começa às 18h. A entrada custa R$ 5 para jornalistas sindicalizados e R$ 10 para demais participantes. Divulgue! Participe!

Pré-carnaval da Imprensa

Quando: 12 de fevereiro, às 18h

Onde: Clube da Imprensa

Atrações:

- Batukenjê
- Acadêmicos da Asa Norte
- Nós que nos Amamos Tanto
- Pacotão
- Suvaco da Asa
- DJ Presi
- DJ Da Luz

- Informações: Tel: (61) 3343-2251 - (61) 3344-1488
www.sjpdf.org.br - sjpdf@sjpdf.org.br -
Siga-nos no Twitter: @sjpdf

Curso de extensão da USP discute a cobertura da mídia sobre políticas públicas sociais

Da Andi

Tem início nesta segunda-feira (07/02) as inscrições para o curso de extensão "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais", promovido pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI e a Rede ANDI Brasil.

A iniciativa tem por objetivo estimular entre os participantes uma consciência crítica a respeito da qualidade do conteúdo da mídia sobre as questões sociais brasileiras. Para tanto, serão examinados casos concretos da cobertura dos veículos de comunicação do país, como forma de compreender o tratamento editorial, cultural e ético dado às políticas públicas sociais em geral e, especificamente, às políticas voltadas à infância e à adolescência.

Além disso, o curso analisará os paradigmas que orientam as políticas públicas sociais: diversidade, desenvolvimento social e direitos humanos. Procurará ainda compreender como a mídia vem contribuindo para a discussão sobre temas sociais e, quando possível, fará recomendações de aprimoramento (acesse aqui o programa completo do curso).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 14 de fevereiro. Os encontros serão realizados às segundas-feiras entre 10h e 12h, do dia 14 de março a 27 de junho de 2011, no Auditório Freitas Nobre da ECA-USP. A carga horária total da disciplina será de 36 horas.

Para mais informações sobre as inscrições, clique aqui.

Serviço

O quê: Curso de Extensão: "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais" (ECA-USP)
Inscrições: 07/02 até 14/02/2011
Quando: 14/03 a 27/06/2011 - Horário: 10h às 12h
Local: Auditório Freitas Nobre, avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo
Responsáveis: José Coelho Sobrinho (USP), Ciça Lessa (Rede ANDI Brasil) e Fábio Senne (ANDI)
Promoção: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI.

Outras informações: politicaspublicas@andi.org.br / (11) 3091-4058
Acesse aqui o programa completo do curso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Investimento publicitário cresceu 19% em 2010

Do
O Ibope divulgou nesta quinta-feira, 3, o ranking do investimento publicitário no Brasil em 2010, que chegou a R$ 76,256 bilhões, um crescimento de 19% em relação a 2009 (quando foi de R$ 64,003 bilhões). Vale destacar que nesta pesquisa não são considerados descontos ou negociações praticadas entre veículos, anunciantes e agências de propaganda. Espaços cedidos gratuitamente são valorados nos mesmos critérios por serem considerados espaços ocupados.

O meio com maior fatia continua sendo a televisão aberta, com 53% de participação no bolo publicitário, o que representou R$ 40,213 bilhões em 2010.

Os segmentos de jornais e revistas tiveram queda na participação, enquanto a Internet cresceu, e teve, em 2010, R$ 3,16 bilhões de investimento publicitário, e 4% de participação.

A TV por assinatura manteve a participação de 8% no bolo, e registrou R$ 6,330 bilhões em faturamento publicitário no ano passado.

O levantamento do Ibope Monitor considerou nove meios: TV aberta (37 mercados), revista, jornal, rádio, outdoor, TV por assinatura, cinema, Internet e mobiliário urbano.

Passaralho cultural: TV Cultura-SP demite 150

Do M&M Online

Cerca de 150 profissionais da TV Cultura, emissora da Fundação Padre Anchieta vinculada ao governo de São Paulo, foram demitidos nesta semana. Em comunicado assinado pela direção, o canal informa que a redução no quadro pessoal se deve a um projeto de reestruturação que visa adequar a grade de programação à capacidade instalada, reduzir custos e investir em novos programas.

Confira o comunicado na íntegra:


"Comunicado

A TV Cultura comunica o desligamento nesta semana de cerca de 150 funcionários. A redução de quadro se deve a um projeto de reestruturação da emissora, adequando a grade de programação à capacidade instalada, redução de custos e investimentos em novos programas. A decisão foi baseada nas propostas feitas pelos gestores de cada uma das áreas envolvidas.
A comunicação foi feita individualmente a cada funcionário. A Fundação Padre Anchieta pagará integralmente todos os direitos rescisórios, valorizando e respeitando a dedicação e trabalho realizado na empresa por esses colaboradores.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2011

A Direção"

Quanto vale um ponto de audiência no Ibope?

Do M&M Online

Com a atualização anual dos dados do IBGE sobre o número de domicílios das cidades brasileiras, em 2011 um ponto de audiência de TV aferido pelo Ibope Mídia passa a significar menos domicílios na Grande São Paulo e na Grande Rio de Janeiro. Isto porque o IBGE apontou uma pequena redução do número de residências em ambas as praças. Um ponto de audiência em São Paulo equivalia, em 2010, a 59.863 domicílios. Hoje representa 58.236 lares. No Rio de Janeiro, a mudança foi de 36.832 para 35.194.

Nas duas regiões metropolitanas, há, no entanto, um ligeiro aumento do número de pessoas por domicílio — o que significa mais telespectadores. Vale lembrar que o número total de domicílios em São Paulo é hoje quase 20% superior ao de 2004, quando, por exemplo, cada ponto de audiência equivalia a 44.953 residências. Hoje, cada domicílio tem em média 3,3 habitantes, segundo o IBGE.

O Ibope Mídia expande neste semestre as praças nas quais faz medição de audiência de TV em tempo real. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, onde já é oferecido ao mercado, o instituto inaugura o serviço em Curitiba e no Distrito Federal, em abril, e em Recife, em maio. Assim, a capital pernambucana será a primeira capital do Nordeste a contar com a medição de audiência de TV em tempo real do Ibope.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Donos de jornais apoiam Mubarak, dizem jornalistas egípcios

Do Opera Mundi

Desde a última quarta-feira (26/01), os jornalistas do Egito e os correspondentes internacionais têm sofrido ataques - dezenas foram agredidos e ameaçados. O egípcio Ahmed Mahmud morreu atingido por franco-atiradores na varanda de seu prédio, próximo da Praça Tahrir.

Neste domingo (06/02), véspera do enterro simbólico de Ahmed, quando seus colegas jornalistas fariam uma marcha pelo centro do Cairo, o correspondente do jornal Opinião Socialista Luiz Gustavo Porfírio entrevistou três jornalistas egípcios, na Praça Tahrir.

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Participaram os jornalistas Karem Yehia, de 52 anos, do Al-Ahram, Hosni Abdel Lehim, e Ahya Kalaish, de 56 anos, do Al-Gomuahya (O Público). Ahya é ex-secretário-geral do Sindicato de Jornalistas do Egito e está na oposição, desde que o regime impôs a eleição de um agente no sindicato.

Em primeiro lugar, gostaria que vocês contassem a história do sindicato dos jornalistas do Egito
Ahya Kalaish: Antes da formação do sindicato, já existia uma tradição de lutas por democracia dos egípcios, que remonta a 50 anos antes da formação do sindicato, em 1941. Então, a história da fundação deve ser vista dentro da luta por democracia e participação pública. A ocupação britânica e a monarquia não queriam permitir que se criasse o sindicato, com receio que a sindicalização se opusesse a política antidemocrática dos que governavam.

Antes de 1952, da revolução liderada por Gamal Abdel Nasser, era proibido aos sindicatos atuar politicamente. O sindicato dos jornalistas foi o primeiro sindicato a poder atuar politicamente. O sindicato esteve na luta contra todos os regimes, antes e depois de 1952. Antes, para defender seu direito de se organizar e, depois, por todas as liberdades. Principalmente a liberdade de expressão.

Como tem sido o trabalho dos jornalistas no governo Mubarak?
Ahya Kalaish: As leis sob Mubarak foram muito duras com a liberdade, especialmente as da crise de 1994-1995, quando Mubarak e o Parlamento impuseram a lei que tornou mais rígida a punição e a prisão para jornalistas nas questões de interesse do Estado. Todos os sindicatos e uniões formaram uma coalizão com forças políticas democráticas e com a opinião pública, para se unir além dos interesses específicos. Não era uma coisa de categoria. Foi uma batalha que durou 14 meses, e criamos uma Assembleia Geral de Sindicatos. Fizemos uma pressão pacífica e Mubarak teve que recuar. Creio que foi a primeira e única luta que fez Mubarak recuar, como você vê, ele é um cabeça-dura. Mas neste caso, acabou tendo de ceder e a situação ficou como era antes da lei.

O Sindicato dos Jornalistas foi o único órgão da sociedade civil que reivindicou a demissão do general Habib el-Adly, ministro do Interior que promoveu o massacre nessa revolução agora.
Pedimos a sua saída em 2005, porque em maio daquele ano, as forças de segurança, o serviço secreto e membros do NDP [partido de Mubarak] atacaram a sede do nosso sindicato, batendo nos membros, inclusive nas mulheres. O ministro do Interior já era o general Habib el-Adly, o mesmo que agora, no 25 de janeiro desse ano, conduziu o massacre aqui em Tahrir, em Suez e em Alexandria. E só perdeu o cargo no dia 31.

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Como o governo de Mubarak age com o sindicato?
Karem Yehia: Na eleição de 2009 do sindicato, houve muita pressão do regime para reformular o Burô Executivo para que eles se aproximasse de Mubarak, e conseguiram trazer um membro do NDP para se candidatar, Makram Mahamed Ahmed.

Hosni Abdel Lehim: Ele é um agente antigo do serviço secreto. E foi eleito, por pressão dos regimes e corrupção. Habib el-Adly, ministro do Interior, avisou que só ia pagar os jovens jornalistas se ele fosse eleito. E acabou eleito.

Karem Yehia: Na eleição no sindicato, o ministro do Interior formulou uma espécie de força-tarefa para acompanhar a eleição e interferir. Inclusive usando alguns jornalistas.
Isso fazia parte da preparação para trazer o Gamal Mubarak, o filho, substituindo o pai no governo. Queriam garantir que o sindicato não criaria problemas. Por isso somos a oposição. Há mais de um ano, Ahya Kalaish suspendeu sua participação no Burô Executivo do sindicato.

Hosni Abdel Lehim: Os donos dos jornais apoiam o governo Mubarak. Nós precisamos tirar uma carteira no serviço secreto para poder trabalhar como jornalistas!

E como está o sindicato agora, em meio à crise?
Karem Yehia: Por causa dessa intervenção, nosso sindicato quase não está mais vivo. Na situação política atual, não faz nenhuma declaração política contra a opressão, nenhuma solidariedade com os manifestantes, nenhum apoio aos jornalistas, locais ou estrangeiros.

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Ahya Kalaiash: Depois do dia 25, o começo da revolução, eu estava no prédio do sindicato. Foi cercado por um monte de agentes de segurança, estavam controlando a entrada dos jornalistas. Eu mesmo tentava entrar e os policiais me impediam, eu xinguei porque me recusava a aceitar uma situação dessa, e por isso me prenderam por umas horas.
Mas a reação dos jornalistas conseguiu minha liberação. Eu fui espancado, e meu filho também. Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Em 2003, quando houve a invasão do Iraque pelos EUA e Inglaterra, muitos jornalistas foram espancados na calçada na frente do sindicato.

A sede do sindicato dos jornalistas teve um papel nesses protestos, então?
Ahya Kalaiash: O sindicato fisicamente abrigou muitas atividades das organizações e sindicatos independentes que surgiram. A entrada do sindicato, as escadas, é aberta para a rua e tem servido como um espécie de Hyde Park para organizações políticas independentes, sindicatos e sociedade civil. Por causa disso, a primeira medida desse representante do governo no sindicato, Makram Mahamed Ahmed, foi tentar derrubar essa estrutura, esse local, mas não conseguiu.

Para vocês, o que explica tanta perseguição aos jornalistas neste momento?
Ahya Kalaiash: Se você ataca jornalistas e os espanca, viola sua integridade física, significa que você, como um regime, quer impedir os fatos de se tornarem públicos, de serem publicados. O regime tenta fazer as coisas às escuras, veladamente. E para isso, aterroriza especialmente os jornalistas. A responsabilidade dessa perseguição é dos agentes de segurança e dos elementos criminosos, que tem filiação ou conexão com o NDP, o partido do governo, e com as próprias forças de segurança.


*Publicado originalmente no blog Um brasileiro no Egito. Luiz Gustavo Porfirio é historiador, ativista da causa palestina e enviado especial ao Egito pelo jornal Opinião Socialista.

1° Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental acontece em Sergipe

O Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (LICA) realizará, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema-UFS), o 1° Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (EICA), visando debater o urgente papel da informação, da comunicação e da mídia no enfrentamento dos problemas ambientais contemporâneos, em todas as suas vertentes.

A conferência de abertura, no dia 13 de abril, será proferida pelo geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, pesquisador-doutor do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO), professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor de “A globalização da natureza e a natureza da globalização”, pelo qual recebeu o Prêmio Casa de Las Américas (Cuba), em 2008.

No segundo dia, o evento reunirá, em quatro mesas-redondas, 14 especialistas de diferentes áreas de conhecimento vinculados a instituições dos quatro cantos do país, que debaterão temas críticos como:




  • Comunicação ambiental de risco: a questão do petróleo;

  • Percepções e imagens do meio ambiente na mídia;

  • Discursos sobre o desenvolvimento sustentável;

  • Ambientalismo, consumismo e marketing verde.

O terceiro e último dia será dedicado à apresentação dos trabalhos selecionados por um conselho científico formado por pesquisadores de todas as regiões do país. Além da comunicação oral de artigos científicos, haverá apresentação de relatos de experiências relacionadas a informação e comunicação ambientais, bem como a demonstração digital de pôsteres (normalmente elaborados em papel), tanto para resultados de pesquisas quanto para resumo de experiências.

Mais detalhes no blog do LICA: http://licaufs.blogspot.com/

VIII Congresso Nacional de História da Mídia acontece em Guarapuava

Enviado por Luciano Klöckner e Nair Prata

O VIII Congresso Nacional de História da Mídia está com chamada de trabalhos aberta até o dia 15 de março. O Congresso será realizado na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, no Paraná.
A novidade deste ano é que foi criado um prêmio para o melhor trabalho de graduação. Assim, podemos incentivar nossos alunos de IC ou de graduação a também participarem do evento.

Mais informações, clique aqui.